GWM Tank 300 flex: 5 motivos para comprar e 5 razões para pensar bem


A GWM venceu a corrida pelo primeiro carro híbrido plug-in flex do Brasil e lançou, em abril, o Tank 300 com motor atualizado e preparado para receber etanol em qualquer proporção. Os bons 394 cv de potência combinada não tiveram alteração, e o preço ficou R$ 3 mil mais alto, chegando em R$ 342 mil. Ainda assim, um valor convidativo, considerando a proposta do jipão e os concorrentes diretos (todos na faixa dos R$ 400 mil).
Autoesporte avaliou o modelo vencedor da categoria híbrido premium no Qual Comprar 2026 e mostra, nos parágrafos seguintes, os pontos fortes e fracos do novo GWM Tank 300 2027. Confira:
5 razões para comprar
1. Agora é flex
GWM Tank 300 2027 não teve mudança na potência após motor virar flex
André Paixão/Autoesporte
A GWM trabalhou muito discretamente no desenvolvimento do motor 2.0 turbo para aceitar tanto gasolina quanto etanol. Tanto que pegou muita gente de surpresa quando anunciou, em abril, durante o Salão de Pequim, que o Tank 300 Hybr-flex estava sendo lançado já no Brasil, por R$ 342 mil.
Do ponto de vista financeiro, essa flexibilidade permite que o proprietário escolha o combustível mais vantajoso de acordo com as flutuações de preço em cada estado. Além disso, há um claro ganho ambiental. O etanol é muito mais limpo do que a gasolina, considerando todo o processo de produção do combustível. Assim, se optar pelo combustível vegetal, o motorista poderá rodar praticamente neutro em emissões.
Mesmo sem ter a potência reajustada, os 394 cv de potência e 76,4 kgfm de torque são mais do que suficientes para o uso cotidiano do SUV. Aliás, na pista do Rota 127 Campo de Provas, o Tank 300 se saiu muito bem, levando 6,8 segundos para ir de 0 a 100 km/h.
2. Capacidade off-road
GWM Tank 300 tem 33º de ângulo de saída
Divulgação/GWM
Diferente da maioria dos SUVs modernos que são focados no uso urbano, o Tank 300 é um jipe “raiz”, construído com carroceria sobre chassi de longarina. Ele vem equipado com tração 4×4 com reduzida e bloqueio de diferencial tanto na dianteira como na traseira, garantindo uma melhor performance em situações de lama ou erosão.
A capacidade off-road ainda é reforçada pelos excelentes ângulos de ataque e saída (32º e 33º, respectivamente), um vão livre de 22,2 cm para o solo e a capacidade de atravessar trechos alagados com até 70 cm de profundidade. Fora isso, há modos de condução específicos para diferentes tipos de terreno e seletor de tração que permite escolher entre 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida.
3. Conforto
Carroceria sobre chassi do Tank 300 proporciona grande conforto aos ocupantes, até mesmo no banco traseiro
André Paixão/Autoesporte
SUVs construídos com carroceria sobre chassi são indiscutivelmente mais robustos que similares com arquitetura monobloco. Normalmente, a contrapartida vem no conforto prejudicado pelo sacolejar excessivo, além de um comportamento menos estável em manobras a velocidades mais altas.
Não é o que acontece com o Tank 300. O jipão entrega excelente nível de conforto, a ponto de, algumas vezes, nos questionarmos se ali não há uma carroceria monobloco. Mesmo quem viaja no banco traseiro fica bem acomodado e não sofre com o efeito pula-pula.
4. Tecnologia embarcada
Painel digital, central multimídia moderna e capacidade de fornecer energia para aparelhos externos são destaques no Tank 300
Divulgação
O nível de equipamentos de série é um dos maiores trunfos do Tank 300. O modelo traz recursos como o “capô invisível”, que utiliza as câmeras para projetar na tela da central multimídia de 12,3 polegadas o que está exatamente abaixo das rodas dianteiras, evitando pedras e buracos cegos. Há também o “Tank Turn”, que trava as rodas internas para diminuir o diâmetro de giro em manobras apertadas.
Além da parte off-road, ele oferece o sistema V2L (Vehicle to Load). Essa tecnologia permite transformar o carro em um grande gerador de energia, possibilitando conectar equipamentos de 220V, como cafeteiras, luzes ou ferramentas elétricas diretamente no carro, algo perfeito para acampamentos.
Fora isso, há painel digital, ar-condicionado de duas zonas, bancos dianteiros com ajustes elétricos, iluminação ambiente, teto solar, acesso por chave presencial e partida por botão. O pacote Adas é completo, oferecendo ACC, frenagem autônoma de emergência e alertas de ponto cego e de saída de faixa com correção no volante.
5. Itens de personalização
Tenda é vendida como acessório para o GWM Tank 300 2027
Divulgação
Parte dos clientes que compra um GWM Tank 300 2027 jamais vai desafiar as capacidades do veículo em uma trilha. No entanto, os que quiserem fazer isso, podem contar com uma extensa lista de acessórios oferecidos pela própria marca chinesa para deixar as aventuras mais completas.
Há desde tapetes de borracha (R$ 749), passando por suportes para bicicleta (R$ 1.390), bagageiro de teto (R$ 5.990), pneus de uso misto (R$ 2.715) até itens menos convencionais, como escada lateral (R$ 5.990) e tenda (R$ 10.990).
No visual, a GWM ainda oferece capô com proposta off-road e desenho exclusivo (R$ 11.900), logo e grade luminosos (R$ 4.990) e ponteiras de escape esportivas (a partir de R$ 999).
5 motivos para pensar bem
1. Consumo
Motor 2.0 turbo do GWM Tank 300 manteve a potência
André Paixão/Autoesporte
Sim, o Tank 300 é um SUV híbrido plug-in. Mas não, não estamos diante de um veículo econômico. Até porque a forma “quadradona” não ajuda muito na aerodinâmica, além de ser um veículo de 2.630 kg.
Em nosso teste de consumo, considerando o ar-condicionado ligado e sem travar o uso da bateria, cravamos 2,7 km/kWh, muito abaixo, por exemplo, dos 4,6 km/kWh do Jetour T2 4×4, que tem porte similar. Com esta média, estimamos em cravados 100 km a autonomia elétrica do GWM Tank 300. Ainda assim, superior aos 74 km homologados pelo Inmetro para o jipão.
Na estrada, o Tank 300 cravou 13,7 km/l em modo híbrido. Nesse caso, a autonomia considerando o tanque de 70 litros, é de 959 km. Com a bateria de 37,1 kWh cheia, o condutor provavelmente consegue ultrapassar a faixa dos 1.000 km de alcance combinado.
2. Alertas irritantes
GWM Tank 300 é cheio de auxílios à condução, e muitos deles são bastante barulhentos
Divulgação
Música ao acionar o botão de partida. Música quando o carro é travado. O Tank 300 definitivamente sabe fazer uma festa para recepcionar e se despedir do motorista.
No caso dos alertas, o pacote Adas é extremamente rigoroso, emitindo bipes sonoros e alertas visuais por qualquer desvio mínimo de olhar ou aproximação da linha da pista. Em ambientes urbanos caóticos, como o trânsito de São Paulo, esses sons se tornam intrusivos e causam fadiga mental no motorista.
Embora muitos sistemas possam ser desativados, a configuração é complexa na central multimídia e, muitas vezes, os alertas voltam a ser ativados toda vez que o carro é ligado novamente.
3. Motor quase nunca carrega a bateria
Falta um modo de recarga usando prioritariamente o motor a combustão no Tank 300
André Paixão/Autoesporte
Diferente de outros carros PHEV, o conjunto plug-in do Tank 300 não permite selecionar manualmente o carregamento das baterias usando o motor a combustão, o chamado SOC. O sistema entende que primariamente deve ser recarregado de forma ativa, ou seja, conectado a um plugue de energia na parede. Nesse caso, um elogio à velocidade em aparelhos rápidos de até 50 kW.
No entanto, há apenas três modos de gestão de energia no SUV: elétrico, híbrido ou inteligente. Neste último, se o veículo entende que o nível da bateria é muito baixo (normalmente abaixo dos 20%), liga o motor 2.0 turbo para atuar como gerador.
4. Sombra do Haval H9
GWM Haval H9 é maior, mais barato e leva até sete pessoas
Renato Durães/Autoesporte
O Tank 300 sofre com o “fogo amigo” dentro das concessionárias GWM. O Haval H9 atua em uma faixa de preço semelhante (custa R$ 339 mil), mas oferece um porte maior, capacidade para 7 pessoas, interior mais espaçoso e o motor turbodiesel que agrada ao consumidor tradicional de SUVs grandes.
Para o cliente que não tem a intenção de fazer trilhas pesadas e busca apenas um SUV imponente, confortável e seguro para a família, o H9 se apresenta como uma compra muito mais racional. O Tank 300 pode acabar ficando restrito a um nicho de compradores que valorizam e utilizam a capacidade off-road.
5. Porta-malas pequeno
Porta-malas com abertura lateral do GWM Tank 300 exige maior área livre na traseira
Divulgação
Apesar de ser um carro visualmente grande e robusto por fora, o espaço para bagagens decepciona. Com 400 litros de capacidade, o porta-malas tem um volume comparável ao de SUVs compactos urbanos, o que dificulta muito a logística de viagens longas com a família toda a bordo e suas respectivas malas.
Para piorar a usabilidade, a porta traseira possui abertura lateral em vez da tradicional abertura para cima. Esse sistema, além de ser pesado por carregar o estepe pendurado, exige mais espaço livre atrás do carro para ser aberto. Em vagas de garagem apertadas de shoppings ou condomínios, acessar o porta-malas pode se tornar uma tarefa impossível sem manobrar o veículo.
GWM Tank 300 flex
Ficha técnica – GWM Tank 300
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