Chevrolet Tracker e Montana híbridos já têm data para chegar às lojas
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A Chevrolet já está com tudo pronto para lançar as versões híbridas de Tracker e Montana no Brasil. Autoesporte vem antecipando detalhes a respeito dos modelos há meses e, agora, pode antecipar que a chegada às lojas da dupla eletrificada acontecerá em janeiro. O lançamento é considerado estratégico e finalmente colocará a marca no mesmo rol de Fiat, Jeep, Toyota e GWM, que já possuem híbridos produzidos nacionalmente.
Detalhes sobre a motorização ainda são mantidos em segredo, mas nossa reportagem já adiantou que trata-se do conhecido motor 1.2 turbo flex de três cilindros combinado a um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 volts. Na prática, será o primeiro conjunto eletrificado da General Motors em todo o mundo com capacidade para rodar tanto com gasolina quanto com etanol.
Sistema híbrido do Chevrolet Tracker será leve de 48 volts
Renato Durães/Autoesporte
Na comparação com sistemas equivalentes da concorrência, o da Chevrolet promete ser mais robusto e eficiente. Isso porque, em teoria, o híbrido de 48 volts consegue aumentar ligeiramente números de potência e torque em condições específicas, como ultrapassagens e retomadas. Dessa forma, reduz o esforço do motor a combustão, contribuindo positivamente para o consumo de combustível e as emissões.
Resta saber se tais vantagens estarão disponíveis no sistema da Chevrolet ou mesmo se o veículo será capaz de tracionar as rodas em modo apenas elétrico (o que não acontece com os híbridos MHEV da Stellantis, por exemplo).
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Hoje, o motor 1.2 rende sozinho 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque. Atualmente, sem eletrificação, o Tracker 1.2 turbo faz 7,7 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol, bem como 11,2 km/l e 14,1 km/l, respectivamente, com gasolina. Já a Montana tem médias de 7,5 km/l e 9,7 km/l, com etanol, e 11 km/l e 13,5 km/l, com gasolina.
Chevrolet Montana também terá sistema híbrido para brigar com Fiat Toro
Chevrolet/Divulgação
Quando chegarem ao mercado, Tracker e Montana híbridos terão como principais rivais as versões MHEV de Jeep Renegade e Fiat Toro. A dupla terá produção concentrada na fábrica de São Caetano do Sul (SP). A diferença, como dito, é que o sistema da GM será de 48 volts, contra a tecnologia de 12 volts da Stellantis.
Motor 1.2 flex de três cilindros e 12 válvulas, com injeção direta de combustível, será híbrido
Renato Durães/Autoesporte
Já o motor 1.2 híbrido flex será produzido na unidade de Joinville (SC), que está sendo desde já preparada para iniciar a montagem do novo conjunto. Até 2028, a GM investirá no Brasil cerca de R$ 10,5 bilhões.
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