Volkswagen vai tirar modelos de linha para focar em carros que vendem mais


O rigoroso programa de reestruturação interna da Volkswagen, pensado para superar a crise que afeta a empresa desde 2024, continua sendo tocado a todo vapor. Na fase atual, o grupo anuncia a implementação de uma série de mudanças na gama e confirma que modelos com baixo volume de vendas vão sair de linha. Além disso, versões serão cortadas para simplificar o portfólio e, ao mesmo tempo, racionalizar custos.
Como consequência, a Volkswagen também planeja reduzir o número de plataformas e arquiteturas eletrônicas, novamente com o objetivo de reduzir gastos e eliminar a complexidade dos processos. Dessa forma, a empresa pretende solucionar o problema do excesso de capacidade nas fábricas da Europa, onde a demanda pelos veículos não corresponde à capacidade de produção.
Volkswagen T-Roc Cabriolet vai sair de linha em 2027
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A empresa preferiu não dizer quais modelos ou plataforma serão descontinuados, mas algumas baixas já são evidentes. Na Audi, por exemplo, dois modelos tiveram o fim de linha anunciado recentemente: o hatch compacto A1 e o SUV compacto Q2. Na própria Volkswagen, deu adeus ao mercado a minivan Touran e, em 2027, o exótico T-Roc Cabriolet terá sua produção encerrada.
Já na outra ponta, a Volkswagen diz que vai investir mais em carros com altos volumes de vendas. Nesse sentido, planeja lançar pelo menos 20 novidades ao longo de 2026 (incluindo todas as marcas do grupo) e dar prioridade a produtos realmente demandados pelo mercado. Nas palavras do CEO Oliver Blume, a “empresa precisa focar nos veículos certos em cada região e gerar volumes mais elevados por modelo”.
Volkswagen vai reduzir sua capacidade de produção na Europa em mais de 500 mil veículos
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Até 2030, o objetivo da Volkswagen é se tornar “a montadora mais atraente do mundo” e alcançar um retorno sobre as vendas entre 8% e 10%. Somente em 2025, a empresa diz que os custos de produção em suas fábricas alemãs foram reduzidos em mais de 20%.
Custos de produção nas fábricas da Alemanha foram reduzidos em mais de 20%
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Volkswagen vai cortar 50 mil empregos
Além da reorganização da linha de veículos, o plano de reestruturação da empresa passa pela redução do quadro de funcionários, especialmente na Alemanha. A empresa prevê que pelo menos 50 mil empregos serão cortados até 2030, sendo 35 mil só da marca Volkswagen. Os cortes devem alcançar tanto trabalhadores das fábricas quanto funcionários administrativos.
Volkswagen deve demitir 50 mil funcionários até 2030, principalmente na Alemanha
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Nas fábricas europeias, a capacidade de produção será reduzida em mais de 500 mil veículos e o mesmo volume também será cortado na China, levando a empresa a deixar de produzir um total de 1 milhão de carros até 2030 — tudo para diminuir custos e garantir retorno à lucratividade.
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Como começou a crise da Volkswagen?
A crise hoje vivenciada pela Volkswagen começou em razão dos resultados comerciais negativos registrados na China. Ao longo de 2024, a empresa viu suas vendas encolherem consideravelmente no país, até então considerado sua “galinha dos ovos de ouro”. A perda de espaço foi ocasionada principalmente pelo avanço de fabricantes locais, que passaram a ter a preferência do consumidor chinês.
Icônica fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha
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Para piorar, a empresa também perdeu vendas na Europa, sua terra natal. Na região, a montadora encolheu depois da pandemia e provavelmente não voltará ao patamar comercial de antes. Com esse recuo, deixou de vender pelo menos 500.000 carros por ano, afetando diretamente as previsões de lucro e gerando ociosidade nas fábricas.
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