Peugeot 2008 GT Hybrid 2026: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem


Em menos de dois anos de lançamento, a segunda geração do Peugeot 2008 já passou por uma importante atualização: a adoção do sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts, aliado ao motor 1.0 turbo T200 da Stellantis, que rende até 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque. A motorização, vale dizer, também é usada no hatch 208, nos Fiat Pulse e Fastback e logo mais será vendida sob o capô do Jeep Avenger.
No caso do 2008, a eletrificação é oferecida apenas na opção mais cara da gama, GT, que ainda aposta em detalhes visuais com apelo esportivo para conquistar clientes em um segmento tão competitivo. A opção custa R$ 184.990, ou seja, R$ 16 mil mais em comparação com a configuração intermediária do modelo, Allure. No site oficial da marca, entretanto, o SUV está sendo anunciado com R$ 22 mil de desconto (R$ 162.990) e, mesmo assim, ainda custa R$ 17 mil a mais que a versão posicionada abaixo, que também está com preço promocional e sai por R$ 145.990.
Peugeot 2008 GT Hybrid 2026 adotou conjunto híbrido leve um ano após a atualização de geração
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
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Fato é que mesmo com um conjunto mecânico conhecido, o SUV compacto vende consideravelmente menos que os seus rivais. Em março, por exemplo, emplacou 972 unidades, contra 7.622 do Volkswagen T-Cross, 6.674 do Hyundai Creta, 5.167 do Pulse e 4.444 do Fastback.
Passamos duas semanas com a versão esportivada do Peugeot 2008 e selecionamos 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem antes de ter o SUV na garagem. Confira!
Peugeot 2008 GT: 5 razões para comprar
1) Suspensão
Peugeot 2008 GT Hybrid tem rodas de 17 polegadas, assim como as outras duas versões
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Por morar em Mogi das Cruzes, na região metropolitana da capital paulista, a jornalista que vos escreve fez o trajeto de casa para o trabalho algumas vezes a bordo do SUV compacto. Nesse cenário, a suspensão com certeza é um dos acertos do 2008, que se mostrou resistente ao asfalto irregular e esburacado de São Paulo.
O conjunto é independente do tipo McPherson com rodas estabilizadoras na dianteira, e por eixo de torção na traseira. Em ambos os sistemas, as molas são helicoidais e os amortecedores hidráulicos de duplo efeito e telescópicos (este último, só na frente). Além disso, o ângulo de saída é de 29° e o vão livre do solo de 22,7 cm, o que contribuem para que o modelo saia ileso das temidas valetas.
2) Custo-benefício e lista de equipamentos recheada
Peugeot 2008 GT Hybrid mistura texturas no painel e nas portas, mas não abandona o plástico rígido
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
O Peugeot 2008 oferece de série central multimídia de 10,3″ com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, freio de estacionamento eletrônico e rodas de liga leve de 17 polegadas. A configuração GT traz alerta de ponto-cego, retrovisores externos rebatíveis, câmera 360°, carregador de celular por indução, bancos de couro sintético com detalhes exclusivos, sistema keyless (também oferecido na opção intermediária), além de itens exclusivos.
São eles: sistema ADAS com alertas de colisão com frenagem automática, assistente de permanência em faixa, assistente de farol alto, reconhecimento de placas e detector de fadiga, painel de instrumentos digital 3D, acabamento escurecido Black Design, grade na cor do veículo, pintura bicolor, teto solar panorâmico e faróis full-LED 3D.
Pela faixa de preço que ocupa, o modelo apresenta um bom custo-benefício, já que na gama de alguns rivais esse é o preço sugerido das configurações intermediárias e, portanto, são menos equipadas. Vale dizer, claro, que com a chegada de diversos carros de marcas chinesas e com listas de equipamentos recheadas, o consumidor brasileiro tem se tornado mais exigente.
No 2008, destaque para a câmera de ré 360°, que é uma das mais completas que usei até hoje e a de melhor resolução. Manobrar o carro em vagas apertadas se tornou muito mais prático, já que ela mostra o carro visto de cima.
3) Ergonomia
Tetor solar panorâmico é item de série do Peugeot 2008 GT Hybrid
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Apesar de não ter um conjunto mecânico inédito ou um motor com calibração diferente das versões convencionais, pelo menos na posição de dirigir o 2008 traz personalidade esportiva. Isso porque, além de ter um formato mais largo — e ser confortável —, mesmo que não seja um assento do tipo concha, a disposição do banco te dá a sensação de estar dirigindo mais próximo ao solo, algo comum em carros de alta performance. O ângulo de ataque, de 23°, ajuda a trazer essa percepção.
Vale dizer, entretanto, que há ajuste de altura para aqueles que preferem se sentir mais altos ao conduzir um SUV. Já o i-Cockpit é um dos grandes destaques do modelo. Isso porque, traz volante multifuncional com formato menor e achatado — mais uma inspiração em carros esportivos — e ajustes de altura e profundidade. Confesso que demorei alguns dias para me adaptar ao formato do volante e posição de dirigir, mas depois se tornou uma das coisas mais interessantes no 2008.
A tela flutuante da central multimídia é flutuante e virada para o motorista, o que deixa as informações mais próximas do raio de visão. Um ponto positivo da cabine é trazer comandos de ar-condicionado físicos — no famoso estilo “teclas de piano” —, além de carregador de celular por indução. Esse último funciona bem e tem até uma saída de ar para o espaço do aparelho, porém, senti que o celular superaqueceu nas vezes em que usei o recurso.
4) Dirigibilidade
Central multimídia é virada para o motorista no Peugeot 2008 GT Hybrid e ajuda na ergonomia
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Junto à ergonomia, o 2008 agrada pela dirigibilidade. O SUV é dinâmico tanto para rodar no perímetro urbano, quanto na estrada. Em meu período com o modelo fui de Mogi das Cruzes a São Paulo algumas vezes, e o utilitário não decepcionou nas retomadas e ultrapassagens. Já o ruído na cabine, não é tão incômodo como em outros carros da categoria.
Como mencionado, a segunda geração do Peugeot 2008 trocou as opções de motor 1.6 aspirado flex de até 122 cv de potência e 1.6 turbo flex de 173 cv apenas pelo propulsor 1.0 turbo T200 da Stellantis, que já é oferecido nos Fiat Pulse e Fastback, nos Citroën Aircross, Basalt e C3 e também foi incorporado à atual geração do hatch 208.
Já o conjunto híbrido leve (MHEV), oferecido na versão GT, alia o motor atual a uma unidade elétrica de 4 cv e 1 kgfm que substitui o alternador e o motor de arranque. Assim, ajuda o propulsor principal na partida do carro e no sistema start-stop — que desliga o veículo automaticamente quando para em um farol ou no trânsito, por exemplo — sobre o qual falaremos mais adiante. O sistema também funciona com uma uma pequena bateria de íons de lítio sob o banco do motorista, que se alia à bateria convencional de chumbo.
5) Custos de pós-venda
Peugeot 2008 GT Hybrid traz badge alusivo à versão e faróis full LED 3D
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De acordo com dados levantados por Autoesporte este ano, a cesta de peças do Peugeot 2008 custa R$ 14.094,34. Entre os SUVs compactos à venda no Brasil (sem considerar a categoria de entrada), a mais barata é a do Citroën Aircross (R$ 8.173,41) e a mais cara, do GAC GS3 (R$ 16.825,48).
Já as revisões do 2008, somam R$ 4.820, na média do segmento, já que o serviço mais em conta é o do Chevrolet Tracker (R$ 3.352). Mesmo assim, o pacote de revisões mais caro do segmento pode chegar a R$ 10.972, no caso do T-Cross. Portanto, pode-se dizer que o SUV tem custos razoáveis de pós-venda.
Por fim, para quem mora em São Paulo ainda há a vantagem da isenção de rodízio, pois o modelo é equipado com sistema MHEV.
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Peugeot 2008 GT: 5 motivos para pensar
1) Espaço interno e porta-malas
Espaço interno e porta-malas do Peugeot 2008 GT Hybrid são pontos que dificultam o uso do carro por famílias numerosas
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Com 4,31 metros de comprimento, 1,77 m de largura, altura de 1,54 m e distância entre os eixos de 2,61 m, o Peugeot 2008 vai na contra-mão do conforto que oferece para o motorista e não proporciona a mesma experiência para os passageiros da segunda fileira. Vale dizer, que seu entre-eixos é igual ao do Creta e 4 centímetros menor que o do T-Cross.
Mesmo assim, transportei três adutos no banco de trás do 2008 e a sensação foi de desconforto. Para completar, a baixa estatura do SUV atrapalha os mais altos na hora de se sentarem na segunda fileira, já que até para mim — com meros 1,58 m de altura — o espaço entre a cabeça e o teto não é tão generoso.
Já o porta-malas, de 374 litros no padrão VDA, está entre os menores de segmento. Como comparação, Autoesporte listou recentemente os dez SUVs compactos à venda no Brasil com os maiores porta-malas e a décima posição é ocupada pelo Volkswagen Nivus, com capacidade para transportar até 415 litros. O primeiro lugar no ranking é do Fastback, com 516 litros.
Na minha percepção, portanto, estamos diante de um carro muito confortável para um casal ou no máximo quatro adultos.
2) SUV não tem ACC
Peugeot 2008 GT Hybrid preserva botões físicos para alguns comandos
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Apesar de trazer pacote ADAS com alertas de colisão com frenagem automática, assistente de permanência em faixa, assistente de farol alto, reconhecimento de placas e detector de fadiga, o 2008 fica devendo ACC (Controle de Cruseiro Adaptativo).
Considerando que estamos falando de um carro que tem preço tabelado em mais de R$ 180 mil, o 2008 perde em relação aos rivais diretos e outros modelos da categoria que oferecem o item, inclusive, de série para todas as versões.
No cenário de “invasão chinesa” que o mercado nacional vive atualmente, modelos de marcas asiáticas de outras categorias, como hatches e até SUVs médios, também trazem o recurso de série e são vendidos em faixas de preços similares ou até menores. Dois exemplos são o BYD Dolphin, hatch elétrico que parte de R$ 149.990, e o Caoa-Changan Uni-T, SUV médio vendido em versão única por R$ 174.990.
3) Segunda fileira fica devendo saída de ar-condicionado
Portas do Peugeot 2008 GT Hybrid preservam o plástico duro e trazem detalhe em couro
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Além do pouco espaço para quem vai atrás, o Peugeot 2008 carece de saída de ar-condicionado na segunda fileira. A falta do item contribui para aumentar o desconforto, já que com três pessoas a ventilação fica mais escassa. A solução é andar com o teto solar panorâmico aberto (quando não estiver chovendo, claro) para refrescar os passageiros.
Assim como no caso do ACC, a saída de ar-condicionado para os ocupantes traseiros é um item já oferecido pelo rivais em versões da mesma faixa de preço e exigido pelos consumidores dispostos a gastar entre R$ 170 mil e R$ 180 mil em um veículo. No caso do Pulse, que tem um entre-eixos consideravelmente menor que o do 2008, o recurso está disponível apenas na opção esportiva, Abarth.
4) Garantia
Peugeot 2008 GT Hybrid aposta em visual agressivo e detalhes esportivados para bater de frente com os concorrentes
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
O tempo de garantia que uma fabricante oferece para um veículo é uma informação bem importante de se tomar conhecimento antes da compra. No caso do 2008, independentemente da versão, a Peugeot cobre qualquer tipo de corrosão por seis anos (para carros de passeio produzidos a partir de 2014) e qualquer defeito na pintura por três anos.
Apesar desse ser o mesmo período oferecido por outras fabricantes, como Volkswagen, Nissan, Renault, Chevrolet e Fiat, marcas chinesas apostam em garantias mais longas e outras fabricantes, como a Toyota, já mudaram sua política de cobertura para até dez anos. Assim, o curto período de garantia oferecido para o SUV francês pode ser um impeditivo para quem demora mais tempo para trocar de carro.
Vale dizer que para manter a garantia, tanto para os itens mencionados acima, como por defeito de fabricação, é necessário estar com as revisões e manutenções programadas em dia e realizadas na rede de concessionárias. A marca ainda divulga em seu site oficial que a garantia é perdida quando o modelo passa por transformações em oficinas não homologadas pela fabricante, bem como tem as peças originais substituídas.
5) Consumo
Consumo do Peugeot 2008 GT não melhorou significativamente com a adoção do sistema MHEV
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
O consumo é um outro ponto a se pensar antes de escolher o 2008 como seu carro, já que os números não melhoraram consideravelmente com a atualização da motorização. Isso porque, com o motor a combustão, a Peugeot divulgava capacidade para rodar 12,3 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina e 8,6 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada com etanol.
Com o auxílio do sistema MHEV, o relatório PBEV do Inmetro divulga consumo de 13 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina e 9 km/l na cidade e 9,6 km/l com etanol em rodovias. De fato, o consumidor que vai atrás de um carro que traz a insígnia “Hybrid” na versão deve esperar números um pouco melhores de consumo.
Como dito anteriormente, o motor 1.0 turbo alia-se a um propulsor elétrico que faz a função de alternador e motor de arranque. Por isso, a economia de combustível é ativada no momento da partida e no trânsito, quando o carro freia com frequência. Nesse cenário, um outro ponto incômodo do 2008 é o fato de que não há como desligar o sistema start-stop (recurso que pode ser desligado em outros veículos da categoria).
Veja também:
Volkswagen Nivus Comfortline: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
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