Exclusivo: Chevrolet estuda voltar a vender caminhões urbanos no Brasil


O mercado de veículos comerciais no Brasil poderá ganhar um novo competidor, pois a General Motors está estudando voltar a vender caminhões urbanos por aqui. No passado, entre 1958 e 1995, a marca comercializava caminhões leves e médios, como os modelos C40 e D40. Inclusive, a fábrica de São Caetano do Sul (SP) chegou a ser responsável pela produção de alguns caminhões Chevrolet.
Agora, de acordo com apuração exclusiva da Autoesporte, o caminho será outro: importar caminhões que são produzidos em colaboração com a marca japonesa Isuzu. A parceria entre as duas empresas existe desde 1971, quando a GM virou acionista da fabricante. Vale lembrar que a GM também está trazendo a Buick para o Brasil.
Chevrolet já está presente na Colômbia com os caminhões feitos pela Isuzu
Divulgação
Atualmente, caminhões leves e médios produzidos pela Isuzu são vendidos sob a marca Chevrolet em diversos países. Em nosso continente, por exemplo, estão presentes nos mercados colombiano, equatoriano, chileno e norte-americano.
Produção local é estudada
Para o Brasil, apuramos que as conversas para desenvolver esse negócio também no Brasil estão em andamento. Inclusive, uma das ideias em debate é a montagem dos veículos no Uruguai. Outras marcas, como Kia e Ford usam a fábrica da Nordex no país vizinho para montar veículos comerciais e trazer para o Brasil.
Caminhão Série F da Chevrolet tem porte médio
Divulgação
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Essa alternativa tem um peso relevante na tomada de decisão da General Motors, uma vez que sendo montados na América do Sul, os veículos entram no acordo de livre comércio do Mercosul, ficando isentos do Imposto de Importação e reduzindo muito os custos para entrar no país.
Por décadas, Chevrolet vendeu caminhões no Brasil; agora, pode retornar
Divulgação
Desde 1995 a Chevrolet está fora do negócio de caminhões no Brasil, mas de acordo com outra fonte ouvida pela Autoesporte, há alguns anos a montadora alimenta a vontade de retornar: “É uma vontade antiga da fabricante e dos envolvidos na operação brasileira, como fornecedores e concessionários”.
Agora, resta à GM tomar a decisão final e avançar com o plano, definindo rede de concessionárias, treinar as equipes de pós-vendas, preparar um estoque de peças e definir o portfólio que venderá no Brasil.
Retorno ao segmento de caminhões pode ajudar a operação local da marca
Divulgação
Expansão dos negócios
Nos últimos anos, a Chevrolet tem perdido participação no mercado de automóveis e comerciais leves no Brasil. Em 2019, o presidente da marca na América do Sul, Carlos Zarlenga, anunciou que a GM poderia sair do Brasil se não retomasse a lucratividade. À época, até uma carta foi enviada a todos os funcionários, informando a situação da companhia.
Vale ressaltar que, tal ameaça foi anunciada em janeiro de 2019, sendo que em 2018 a Chevrolet era líder de vendas do mercado brasileiro e o Onix tinha encerrado o quarto ano seguido na liderança das vendas, com 210.458 unidades emplacadas.
Atualmente, o cenário piorou bastante para a fabricante estadunidense. No ano passado, o Onix foi apenas o sexto modelo mais vendido no Brasil, com 79.886 unidades comercializadas. A Chevrolet somou 275.965 vendas, sendo a terceira marca do ranking da Fenabrave.
Caminhões Isuzu e Chevrolet possuem o mesmo visual e motorização, trocando apenas o emblema da marca
Divulgação
Diante desses números, buscar alternativas no mercado brasileiro faz todo sentido para a marca. O mercado de caminhões leves, que está na mira da GM, é o terceiro maior segmento no Brasil e consumiu 10.237 unidades no ano passado.
Conheça os caminhões da Isuzu
Conhecido globalmente como Série N (ELF no Japão), o caminhão líder de vendas do segmento em diversos mercados é um dos cotados para o Brasil. Também existe uma variante elétrica desse modelo, chamada de ELF EV, para atender clientes que desejam reduzir o custo de operação com veículos elétricos, que para o segmento comercial faz bastante sentido.
O Isuzu Série N tem versões que vão de 3 a 8 toneladas de Peso Bruto Total (PBT). As motorizações, sempre a diesel, podem ser 3.0 e 5.2, ambos de 4 cilindros. A potência varia de 150 cv a 190 cv. Já a versão elétrica tem motor de até 215 cv, 38 kgfm de torque e autonomia entre 200 km e 300 km, dependendo do pacote de baterias.
Isuzu FVZ vendido também pela Chevrolet
Divulgação
Logo acima, os caminhões da série F são de porte médio, com PBT na casa das 12 toneladas. Nesse caso, o motor a diesel tem 6 cilindros, 7,8 litros e 297 cv de potência. O câmbio pode ser manual ou automatizado, de seis ou nove marchas, respectivamente.
Nos dois casos, os caminhões Isuzu oferecidos na América Latina podem ser configurados nas versões com baú, plataforma e até em usos vocacionais, como serviço de coleta de lixo.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas
Fonte: Read More



