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Achado usado: Chevrolet Monza SL/E, o ícone de luxo que marcou os anos 1990

01/08/2026
Achado usado: Chevrolet Monza SL/E, o ícone de luxo que marcou os anos 1990


O lançamento do Chevrolet Monza em 1982 (Hatch) e 1983 (Sedã) foi o fator decisivo no Brasil como o primeiro ‘carro mundial’ da General Motors no país. O carro também estreou a famosa linha de motores Família 2 e foi vendido por três anos seguidos (1984, 1985 e 1986). Em 1990, inaugurou a injeção eletrônica no SE 500 EF – Emerson Fittipaldi.
Com tantas qualidades, o Monza levou o prêmio ‘Carro do Ano’ da Autoesporte (1983, 1987 e 1988). Seguindo as tendências globais, em 1991, foi atualizado com linhas inspiradas no Omega A europeu. Confiável e mais moderno, saiu à frente do Volkswagen Santana e dos novos Ford Versailles e Fiat Tempra.
Chevrolet Monza SLE 1991 era equipado com motor 2.0
Cia 66 Motorsports
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É desse ano o Monza SL/E 2.0 preto sólido das fotos. Raro, não só pela pintura original sem retoques, ele traz o opcional do câmbio automático. De acordo com a loja Cia 66 Motorsports , o clássico sedã também está equipado com ar-condicionado, um outro item vendido à parte, e está em perfeitas condições de uso.
A apresentação do sedã da Chevrolet é inigualável e está 100% original. O brilho reluzente da carroceria, os para-choques sem detalhes ou marcas profundas do tempo… Digna de um colecionável com 60 mil km originais. E o que dizer das clássicas rodas de liga leve que estrearam na versão Classic e depois na SE 500 EF – Emerson Fittipaldi da geração anterior?
Chevrolet Monza SLE 1991 era equipado com câmbio automárico de três marchas
Cia 66 Motorsports
Acompanhando o mesmo cuidado e carinho de seus donos nesses 35 anos do exemplar da GM, o primoroso acabamento interno é um show à parte. O acabamento do SL/E é mais caprichado e dita o tecido navalhado do tipo veludo, predominando inclusive nos revestimentos dos painéis de portas.
A instrumentação do Monza é farta e traz conta-giros, hodômetro parcial e luz indicadora do afogador. Além disso, não faltava o voltímetro e luz indicadora da bateria, indicador da temperatura do motor e um econômetro, que ‘orientava’ o motorista a moderar o pé no acelerador.
Isso porque, com a fama de beberrão dos motores da Família 2, em especial o deste 2.0 carburado, qualquer pisada mais forte era sentida no bolso. A solução veio – no mesmo ano de lançamento – com a injeção eletrônica (E.F.I.), que ajudou a gerenciar melhor o envio de combustível, evitando os excessos típicos do carburador. Outra melhoria veio no acréscimo da potência: 110 cv ante os 99 cv do exemplar da Cia 66 Motorsports.
Chevrolet Monza SLE 1991 tinha variante a álcool
Cia 66 Motorsports
Bem ajustada, a usina de força 2.0 a gasolina deste SL/E 1991 rende respeitosos 99 cavalos. Ainda havia a variante 2.0 a etanol a qual garantia os mesmos 110 cv da unidade injetada derivada do combustível fóssil.
Junto ao conforto da transmissão automática, este exemplar é, sem dúvida, um raríssimo colecionável de respeito e que pode ser adquirido por R$ 55 mil.
Apresentação oficial do Chevrolet Monza 1991 ‘tubarão’
Consumo do Chevrolet Monza SLE 1991 era de 7,5 km/l na cidade e 10,5 km/l nas rodovias
Cia 66 Motorsports
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O Chevrolet Monza foi a grande estrela do estande da GM no Salão do Automóvel, ocorrido no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Na edição 305 da revista Autoesporte (outubro de 1990), a reportagem deu ênfase ao significativo e bem-sucedido processo de rejuvenescimento.
Não era um carro 100% novo de fato, mas, mesmo para o mercado brasileiro, com oito anos, a segunda geração do Monza rejuvenesceu bem diante do peso da idade do projeto do sedã da GM. Na nova fase, além do visual mais moderno, com a frente mais afilada, ganhando o apelido de tubarão, a traseira mais lisa propiciou um acesso melhor ao porta-malas.
Porta-malas do Chevrolet Monza SLE 1991 tem 565 litros
Cia 66 Motorsports
Apesar de basicamente ser o mesmo Monza, mantendo a mesma base estrutural e a distância entre-eixos (2,57 metros), a segunda geração cresceu. No comprimento, passou de 4,36 m para cerca de 4,49 m por conta da dianteira mais longa e afilada, traseira redesenhada e novos para-choques mais volumosos.
O espaço interno permaneceu praticamente igual ao do modelo anterior, mas, em contrapartida, o volume do porta-malas cresceu 55 litros, passando dos 510 l para 565 l.
ar-condicionado já era um item incluso no Chevrolet Monza SLE 1991
Cia 66 Motorsports
Acompanhando a linhagem anterior, as versões se resumiam à de entrada SL, mas muito bem acabada, e à SL/E, com destaque para o revestimento aveludado. Mais tarde, chegou a topo de linha Classic SE, com o famoso painel digital tecnológico, que se tornou um grande símbolo de luxo e modernidade do começo da década de 1990.
Com a injeção eletrônica se popularizando entre os veículos nacionais, o Monza Classic SE MPFi também foi destaque em um comparativo em 1991 com outros dois sedãs mais modernos e luxuosos do mercado nacional, o Volkswagen Santana GLS 2000i e o Ford Versailles 2.0i Ghia.
Praticamente o mesmo carro, Santana e Versailles (fruto da Autolatina), se equivalem em desempenho por conta do mesmo motor 2.0 de 114 cv e 17,6 kgfm. Os dois até deslocam o mesmo peso: 1.160 kg (dados das fabricantes).
Chevrolet Monza SLE 1991 contava com banco de tecido na cor cinza
Cia 66 Motorsports
Mecanicamente, mesmo com a mesma capacidade cúbica (2 litros) e injeção eletrônica multiponto (um bico injetor para cada cilindro), o Monza, com seus 116 cv e 18,0 kgfm, foi o que melhor satisfez durante os testes, por conta do menor peso, conforme ponderou o jornalista Emílio Camanzi.
“O Monza tem peso levemente inferior (1.131 kg, dado do fabricante), 2 cv a mais e as três primeiras marchas mais curtas, garantindo melhores acelerações. Assim, de 0 a 100 km/h, o carro da GM obteve ótimos 9,91 s, contra 10,55 s do Santana e 10,60 s do Versailles”, comentou o avaliador.
Bastante eficiente, curiosamente este propulsor 2.0 multiponto infelizmente ‘morreu’ junto ao modelo Classic SE em 1993. No ano seguinte, a linha SL e SL/E virou GL e GLS, mantendo os propulsores de um bico só (E.F.I.) nas opções 1.8 (99 cv na variante a álcool e 98 cv na gasolina) e 2.0 (116 cv/110 cv).
Chevrolet Monza SLE 1991 tinha tração dianteira
Cia 66 Motorsports
Em 1996, o Chevrolet Monza saiu de linha, acumulando um total de 857.810 unidades durante 13 anos de sua história no Brasil. Ao longo de sua trajetória, o clássico da GM teve algumas séries limitadas. Entre elas, houve o Monza Barcelona (em alusão aos Jogos Olímpicos de 1992), Monza Hi Tech (tecnológico, com freios a disco nas quatro rodas e ABS, além de quadro de instrumentos digital). Fora elas, ainda ficaram marcadas a série 650 (comemorativa das 650 mil unidades desde o lançamento do carro), a Club (alusiva à Copa do Mundo) e a Class (uma configuração intermediária entre a GL e a GLS).
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