Stellantis pede desculpa após problemas em motor com correia banhada a óleo


A correia banhada a óleo não causa polêmicas somente no Brasil, onde a General Motors chegou a trocar os fornecedores dos conjuntos que equipam Onix, Onix Plus, Tracker, Montana e Sonic. O mercado europeu também tem seus exemplos negativos, ao ponto de o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, pedir desculpas aos clientes por conta dos problemas envolvendo os motores da família PureTech.
O motor PureTech é uma herança dos tempos do Grupo Peugeot Citroën (PSA), que se fundiu à Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) para criar a Stellantis em 2021. Inclusive, Peugeot 208 e Citroën C3 foram vendidos no Brasil com essa opção mecânica em gerações passadas, mas a passagem foi curta. Vários problemas levaram à má reputação deste conjunto na Europa.
“Antes de mais nada, peço desculpas [aos clientes] pelas dificuldades que encontraram no passado. Garanto que investimos na melhoria da qualidade”, lamentou-se o CEO da Stellantis, durante o Salão de Paris (França).
Motor 1.2 Puretech é legado negativo da antiga PSA
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O motor 1.2 PureTech foi desenvolvido na França, tem correia banhada a óleo e enfrenta o mesmo problema dos motores turbo da Chevrolet no Brasil. Sua degradação causa o entupimento da bomba de óleo, característica que pode interromper totalmente o fluxo do lubrificante pelo motor, o que pode ser fatal para o carro.
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A reputação foi tão afetada que a imprensa europeia repercute que a Stellantis deverá substituir os motores PureTech, de origem Peugeot, pelos Firefly com corrente de comando, desenvolvidos pela Fiat. Existe até a estratégia de atualizá-los com sistemas híbridos para que sejam utilizados nos carros até a década de 2030. A marca não confirma os planos oficialmente.
PureTech: problemas além da degradação da correia
O motor Motor 1.2 Puretech chegou a ser vendido no Brasail nas linhas 208 e C3
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O esfarelamento da correia não é o único problema crônico atribuído ao motor PureTech. O conjunto também se mostrou tecnicamente frágil por conta da degradação prematura de diversos componentes internos — especialmente nos veículos de maior quilometragem. As falhas mecânicas levaram à perda de confiabilidade, e os carros de Peugeot, CItroën e Opel equipados com este conjunto passaram a ser vistos com desconfiança no mercado europeu. São eles:
Peugeot: 208, 2008, 3008, 4008 e 5008
Citroën: C3, C3 Aircross, C4 e C5 Aircross
Opel: Corsa, Astra, Mokka e Grandland
Inicia-se agora um processo gradual de adoção do motor Firefly nestes modelos. Desta forma, os carros da Stellantis na Europa passarão a ter mecânica italiana, e não francesa.
Má reputação do motor Puretech fez a Stellantis repensar a produção do conjunto mecânico
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No Brasil, a Chevrolet contornou o problema da correia banhada a óleo com uma nova formulação deste componente, que passou a ser menos vulnerável a lubrificantes de maior acidez. Assim, a marca divulgou que os motores de Onix, Onix Plus e Tracker se tornaram mais resistentes aos óleos de má qualidade — fator que, segundo a GM, está relacionado ao problema
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A Stellantis optou por um caminho diferente. No lugar de atualizar componentes do motor com correia banhada a óleo, como fez a GM, a marca decidiu tirá-lo de linha por completo. O motor Firefly, com corrente de comando, surge como opção. Ele equipa os modelos Alfa Romeo Tonale, Fiat Pandina e 500 Hybrid, e tem sido visto como um conjunto resistente.
Motores da família Firefly também são oferecidos no Brasil, em versões 1.0 flex de três cilindros, com 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque, e 1.3 flex de quatro cilindros, com 107 cv e 13,7 kgfm. Equipam Mobi, Argo, Cronos e Strada.
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