Mitsubishi Triton 2027: qual versão da picape vale mais a pena? Confira


Lançada há cerca de dois anos, a nova geração da Mitsubishi L200 fez a gama dar um salto evolutivo. Aliás, desde então, esse nome foi abandonado: a picape passou a se chamar apenas Triton. Reprojetado do chassi à carroceria, o modelo passou a ser um dos mais avançados do segmento, com direito a um design bem mais agressivo, embora, nesse aspecto, o resultado divida opiniões.
A Triton segue sendo produzida em Catalão (GO), na fábrica da HPE Motors, que mantém uma parceria com a Mitsubishi. Atualmente, a gama da picape é composta por oito versões, das quais seis estão disponíveis na loja do Mercado Livre: isso, porque as duas primeiras, GL manual e GL automática, são voltadas ao trabalho e negociadas em esquema de venda direta. Os preços da gama destinada a pessoas físicas vão de R$ 249.990 a R$ 334.990.
No leque disponível, sobram seis versões, que se diferenciam, principalmente, pelo nível de equipamentos e de acabamento. O motor é rigorosamente o mesmo, um 2.4 turbodiesel de quatro cilindros, capaz de desenvolver 205 cv de potência e 47,9 kgfm de torque, sempre associado a um câmbio automático de seis marchas: A caixa manual, de seis velocidades, é restrita à configuração GL. Já sistema de tração 4×4 com reduzida equipa quase toda a linha, com exceção apenas da Tarmac.
Motor 2.4 turbodiesel desenvolve 205 cv de potência e 47,9 kgfm de torque
Murilo/Goes
O consumo de óleo diesel, das versões com câmbio automático e tração 4×4, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), padronizado pelo Inmetro, é de 9,5 km/l da cidade e de 11,7 km/l na estrada. A Triton não passou pelo teste instrumentado da Autoesporte e, assim, só há o dado oficial de aceleração de zero a 100 km/h, que é de 11,4 segundos. Em ambos os casos, os números estão na média do segmento.
A dirigibilidade da Mitsubishi Triton melhorou bastante na atual geração. Dentro das possibilidades de uma picape com construção sobre chassi, com suspensão por eixo rígido e molas semi-elípticas na traseira, o rodar consegue conciliar bom nível de conforto de marcha em pisos irregulares sem comprometer a estabilidade em curvas. Porém, o ponto alto é o bom isolamento da cabine, tanto em relação ao ruído quanto às vibrações do motor a diesel. E a direção, com assistência elétrica, é leve em manobras.
Picape que se preze precisa ter boa capacidade de carga, certo? Pois a Mitsubishi Triton leva de 1.080 kg a 1.140 de peso, dependendo da versão: fica na média nesse segmento. A capacidade de reboque, de 3.500 kg, e o volume da caçamba, que chega a 1.086 litros, também são padrão na concorrência. Item no qual a picape se destaca é na altura em relação ao solo, de 22,2 cm: o ângulo de entrada é de 31°, e o de saída, de 23°.
Mitsubishi Triton tem capacidade de carga para pouco mais de 1 tonelada, como a maioria das concorrentes
Divulgação
No mais, a carroceria tem 5,36 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,81 m de altura e 3,13 m de distância entre eixos. Como toda picape dessa categoria, a Mitsubishi Triton é desajeitada para uso em grandes centros urbanos: o habitat dela é no campo. Um dos aspectos nos quais a atual geração mais evoluiu em relação à antecessora foi o espaço interno, principalmente para as pernas dos ocupantes do banco traseiro. Já o acabamento , novamente, não foge à média do segmento: as portas trazem grandes porções acolchoadas, mas há muito plástico rígido no painel.
Dito tudo isso, eis a pergunta: qual dessas versões da Mitsubishi Triton vale mais a pena? Pois bem, para responder a essa pergunta, a Autoesporte esmiuçou todas as opções da linha, de modo a deixar claro o que cada uma delas entrega. Saiba em detalhes as características de todas as opções da gama: quem sabe não chegou a hora de optar pela picape sino-goiana?
Equipamentos e preços
Voltadas ao trabalho, as versões GL não têm sequer preços públicos divulgados. Nelas, o pacote de equipamentos vai pouco além do essencial. Há direção elétrica, ar-condicionado manual, sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista), assistente de partida em rampa, tela multimídia de 8 polegadas com conectividade Android Auto e Apple CarPlay, câmera de ré, painel de instrumentos com tela de 7 polegadas, acionamento automático de faróis e limpadores, sistema de monitoramento da pressão dos pneus e controlador da velocidade de cruzeiro.
Na maioria das versões, central multimídia tem tela de 7 polegadas
Divulgação
A configuração seguinte, a GLS, é a mais básica comercializada para pessoas físicas e tem preço de R$ 249.990. No entanto, ela acrescenta pouco conteúdo extra: há rodas de liga-leve de 17 polegadas (opcionais na GL) e sistema de amortecimento da tampa e de travamento elétrico à distância para a tampa da caçamba, além de estribos laterais e de alguns itens estéticos, como grade dianteira pintada em preto fosco
A lista de equipamentos começa a ficar mais interessante a partir da versão Tarmac: ela também custa R$ 249.990, mas vale lembrar que abre mão da tração 4×4. Nela, a lista já acrescenta ar-condicionado digital com saídas para o banco traseiro pelo teto, chave presencial com botão de partida, bancos revestidos em material que imita couro e em suede, faróis com iluminação em LED, sistema de som com dois tweeters (nas demais, há apenas os quatro alto-falantes), capota marítima e rodas de liga-leve de 20 polegadas.
A partir da versão HPE, o preço sobe para R$ 275.990. Em compensação, os bancos já são revestidos de couro, sendo que o do motorista tem ajustes elétricos, há sistema de tração 4×4 que inclui bloqueio do diferencial traseiro e também carregador de celulares por indução e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, mas as rodas de liga leve têm tamanho menor, de 18 polegadas.
Versões de entrada não têm revestimento integral em couro nos bancos
Divulgação/Mitsubishi
A linha prossegue com a versão HPE-S, que custa R$ 299.990 e traz itens úteis, como controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alertas de ponto cego, de saída de faixa e de tráfego cruzado traseiro, frenagem automática, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, ar-condicionado de duas zonas, protetor de caçamba e sistema de tração com sete modos de condução.
Na configuração Katana da Mitsubishi Triton, o valor de compra já chega a R$ 324.990. Nela, o pacote traz também sistema de câmeras com visão em 360º, tela multimídia maior, com de 9 polegadas e duas entradas USB a mais (uma do tipo A e uma do tipo C), rodas de liga leve de 20 polegadas, santantônio e forrações internas do teto e das colunas na cor preta.
Por fim, há a top de linha Savana, que custa nada menos que R$ 334.990. Nela, o foco está nos equipamentos de uso off-road, como snorkel, bagageiro de teto, prancha de desencalhe e pá com suporte, e assistente de condução de trailer e rodas de 18 polegadas calçadas com pneus de uso misto.
Qual versão vale mais a pena?
Versões intermediárias HPE e HPE-S têm as melhores relações custo-benefício
Divulgação/Mitsubishi
A versão com melhor custo-benefício da gama é a HPE. Pelo preço de R$ 275.990, ela oferece pacote de equipamentos coerente e sistema 4×4 com bloqueio do diferencial traseiro, recurso que tem tudo a ver com a valentia off-road que, há décadas, é um dos chamarizes da Mitsubishi Triton. As configurações inferiores abrem mão ou da tração total ou de equipamentos relevantes para o conforto a bordo.
Se você ainda tiver uma folga no orçamento, pode até valer a pena pagar R$ 25 mil a mais e subir para a configuração seguinte, a HPE-S, que traz os assistentes à condução e também alguns outros itens. Porém, a partir daí, a linha da picape perde competitividade: a diferença de preço não vem acompanhada de grande oferta adicional de conteúdo ou de diferenciações mecânicas.
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Nota de transparência: Autoesporte mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, Autoesporte pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a outubro de 2026.
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