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Nissan e Mazda, qual era a melhor picape japonesa importada em 1994?

02/05/2026
Nissan e Mazda, qual era a melhor picape japonesa importada em 1994?


Entrar no mercado brasileiro de utilitários pode ser mais difícil do que parece. O país tem características diversificadas e muito próprias, que exigem dos fabricantes muito mais do que componentes com alta tecnologia. Duas tradicionais marcas japonesas que já disputam o mercado mundial de picapes, a Nissan e a Mazda, estão agora também no Brasil, com uma vasta linha de modelos que amplia ainda mais o leque de opções para o público.
As duas picapes, Nissan King Cab e Mazda B 2200, juntamente com as Toyota Hilux e Mitsubishi L200, são hoje as principais representantes mundiais do conceito de tamanho asiático, cuja aceitação tem aumentado a ponto de os próprios norte-americanos mudarem radicalmente o tamanho de seus modelos.
Nissan tinha cabine estendida e a Mazda caçamba longa
Foto: : Autoesporte/Acervo MIAU
Comparativo publicdo originalmente na revista Autoimports de setembro de 1994.
Tradicionalmente o mercado da América do Norte adota veículos de maior porte, com suas picapes utilizando a mesma estamparia de cabine e capô dos caminhões, tal qual acontece no Brasil com as linhas F-1000 e D-20. Conceitualmente as picapes asiáticas não surgiram da diminuição de caminhões para serviços menores e particulares, mas exatamente o inverso, do aumento da capacidade de carga de automóveis. As próprias dimensões continentais de cada uma das regiões e o tráfego das cidades influenciaram no desenvolvimento de seus utilitários.
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Modelos adaptados
Atualmente os espaços urbanos, prédios e estacionamentos devem ser mais bem ocupados, e o tamanho geral dos veículos está se adaptando a esta realidade – no que os conceitos asiático e europeu se enquadram com mais propriedade. Um exemplo do que ainda chegará ao Brasil é o futuro lançamento da linha Chevrolet S10 e posteriormente da Ford Ranger, ambos projetos oriundos do conceito japonês, menores por fora mas com capacidades de carga e passageiros semelhantes às das grandes.
Mais espaço na Mazda, mas 100 kg a menos de capacidade
Foto: : Autoesporte/Acervo MIAU
Diferenças entre as picapes
Para o usuário brasileiro este conceito de picape tem sido uma grande novidade, visto que não lembra nada que tenha sido comercializado por aqui desde o final da fabricação da linha F-75 e Rural Willys/Ford, há mais de dez anos. Nossas picapes ou são as grandes norte-americanas ou as pequenas, derivadas de automóveis de linha, como Saveiro, Fiorino, Pampa, Chevy, etc. Com relação a estas, as japonesas apresentam a vantagem de possuir maior capacidade de carga e robustez, ser montadas sobre chassi com longarinas, ter versões com motores diesel de pequeno porte, 4×4 e cabines duplas. Comparadas com F-1000 e D-20 são menores, mais fáceis de dirigir – principalmente nos espaços urbanos –, mais silenciosas e leves.
Guiar um desses modelos também passa a ser uma experiência nova, que deve se desprender do padrão de conduta das picapes diesel a que estamos acostumados. Logo na partida se pode perceber o baixo nível de ruído e vibração dos motores, resultado da tecnologia aplicada a novas gerações de propulsores a diesel, que os aproximam muito dos motores pequenos a gasolina. Todos têm um regime de rotações mais elevado que os diesel que conhecemos, chegando até as 5.000 rpm, caso do motor do Mazda B 2200. Normalmente um Maxion, MWM ou Mercedes, todos quatro cilindros, têm a alimentação cortada em torno das 2.800 rpm. Os motores de nova geração das picapes japonesas têm capacidade cúbica menor, em torno dos 2.500 cm3, contra os enormes motores nacionais com 4.000 cm3.
Picape da Nissan era mais potente que a rival, porém menos ágil
Foto: : Autoesporte/Acervo MIAU
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Essa diferença fica evidente após acelerarmos os veículos. O torque máximo, que ronda os 38 mkgf nos motores “convencionais”, é reduzido para 16 ou 17 mkgf. Apesar de o peso dos veículos também diminuir em quase uma tonelada com relação ao de modelos norte-americanos fabricados no Brasil, as respostas ao acelerador são menos eficazes, e as retomadas de velocidade mais demoradas.
A proposta dos modelos importados em concorrer diretamente com os nacionais deve observar alguns fatores que tornam nosso mercado um pouco diferente dos demais em todo o mundo. Devido às características de nosso território e dos longos espaços que um utilitário poderá ser obrigado a percorrer em sua vida útil, os usuários brasileiros deverão dar preferência para as picapes do tipo “estradeiro”, ou seja, que tenham melhores retomadas e velocidade final.
Neste aspecto, o hábito nacional se aproxima mais ao dos mercados norte-americano e australiano do que ao dos conceitos europeu e asiático.
Onde andar com as picapes?
A maioria das picapes são vendidas em nosso mercado para rodar fora dos centros urbanos. Além de andarem bem nas estradas devem ainda (para desafiar qualquer engenharia do mundo) ser econômicas e enfrentar os quase 90% de estradas não-pavimentadas que temos. Apesar da alta tecnologia empregada na maioria de seus componentes, as picapes importadas perdem para as nacionais exatamente em know-how de Brasil.
Longe do asfalto, nenhuma das duas fez boa figura
Foto: : Autoesporte/Acervo MIAU
De qualquer maneira, o futuro deste conceito no País parece garantido, a princípio pela maior diversificação apresentada pelos modelos importados, que incluem diversas variações como versões 4×2 e 4×4, cabine dupla, diferentes medidas de chassis e caçamba e muitos opcionais. Isso permite ao usuário – principalmente o que necessita de uma picape para serviços específicos – encontrar dentro de uma marca a versão que melhor lhe sirva.
Como são as picapes de Mazda e Nissan?
Assim como a Mazda tem versões com cabine dupla e quatro portas, a Nissan oferece também a King Cab, com espaço interno para bagagem e mais dois passageiros, além de modelos com tração 4×4 e reduzida.
Na avaliação destes modelos, de desempenho muito semelhante, ambos demonstraram excelente manobrabilidade e nível de acabamento. A Nissan mostrou-se um pouco mais veloz que sua concorrente, atingindo 131 km/h, contra apenas 123 km/h da Mazda (a D-20, mais lenta entre as nacionais, atinge 143 km/h).
No entanto a B 2200, com motor menor que a Nissan, mostrou-se mais ágil nas retomadas e mais estável nas curvas. Esta agilidade se deve a uma relação de diferenciais mais curta e à adoção de pneus com perfil mais baixo. Suas bitolas e entreeixos também são maiores do que na Nissan. O motor da Mazda, com 64 cv, mostrou-se mais suave e silencioso que o da Nissan, com 79 cv.
A Nissan, também completa, tinha painel mais arredondado
Autoesporte/Acervo MIAU
Em termos de suspensão a Nissan tem melhor curso e maciez, principalmente na traseira. Já a Mazda, com menor altura do solo, apresentou dificuldades em nossas valetas e lombadas. Uma solução seria alterar a altura da suspensão dianteira por meio de uma possível regulagem das barras de torção, o que tornaria, no entanto, o veículo menos estável.
Nas freadas ambas foram decepcionantes, especialmente a Mazda, que não possui sistema controlador de travamento para as rodas traseiras.
Também na terra os veículos demonstraram grandes limitações, que provavelmente arriscam comprometer a durabilidade após algum tempo de uso – mas isso só o tempo dirá. De qualquer forma, Nissan e Mazda apresentaram melhor estabilidade e neutralidade nas curvas que as picapes nacionais grandes, principalmente graças às suas menores dimensões e peso.
Visualmente têm excelente acabamento interno e externo, são equipadas com ar-condicionado, volante regulável, direção assistida e uma aparência geral bastante convincente.
Ar-condicionado, mas interior bem quadrado na Mazda
Autoesporte/Acervo MIAU
No somatório dos resultados, no entanto, não trazem ao mercado consumidor qualquer característica de uso melhor que as que podemos usufruir em nossos modelos nacionais: não são mais rápidas, nem mais resistentes, econômicas ou baratas. Mais silenciosas, sem dúvida. Já charme e beleza dependem do gosto particular de cada um.
Resultado dos testes
Consumo
Aceleração
Retomada de Velocidade
Aceleração Lateral
Espaço de Frenagem – Com travamento
Velocidade Máxima
Fichas Técnicas
NISSAN KING CAB

MOTOR: Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, diesel
CILINDRADA (diâm. x curso): 2.663 cm3 (96,0 x 92,0 mm)
ALIMENTAÇÃO: Bomba de injeção rotativa
RELAÇÃO DE COMPRESSÃO: 21,8
POTÊNCIA: 79 cv a 4.300 rpm
TORQUE: 17,7 mkgf a 2.200 rpm
TRAÇÃO: Traseira
RELAÇÃO DE DIFERENCIAL: 4,87
RELAÇÕES DE CÂMBIO (manual): 1ª.) 3,98 2ª.) 2,24 3ª.) 1,41 4ª.) 1,00 5ª.) 0,82 ré) 3,65
CARROCERIA: Em aço, montada sobre chassi, duas portas, três lugares
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Independente, braços triangulares duplos, barra de torção longitudinal e amortecedor telescópico
SUSPENSÃO TRASEIRA: Eixo rígido, mola semi elíptica e amortecedor telescópico
FREIOS: Assistidos, dianteiros a disco, ventilados, traseiros a tambor
DIREÇÃO: Setor e sem-fim com esferas recirculantes, assistida
DIÂMETRO DE GIRO: 11,2 m
PNEUS: 215 R15-8PR
RODAS: 15 x 5 pol
DIMENSÕES (CxLxA): 4,825 x 1,650 x 1,605 m
ENTREEIXOS (bitolas D e T): 2,950 m (1,385 e 1,395 m)
PESO: 1.385 kg
TANQUE: 60 litros
DIMENSÕES DA CAÇAMBA (CxLxA): 1,865 x 1,390 x 0,430 m
CAPACIDADE DE CARGA: 1.100 kg
Picape da Nissan tinha capacidade de carga de 1.100 kg
Autoesporte/Acervo MIAU
MAZDA B 2200

MOTOR: Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, diesel
CILINDRADA (diâm. x curso): 2.184 cm3 (86,0 x 94,0 mm)
ALIMENTAÇÃO: Bomba de injeção rotativa
RELAÇÃO DE COMPRESSÃO: 22,9
POTÊNCIA: 64 cv a 4.000 rpm
TORQUE: 13,6 mkgf a 2.000 rpm
TRAÇÃO: Traseira
RELAÇÃO DE DIFERENCIAL: 4,77
RELAÇÕES DE CÂMBIO (manual): 1ª.) 4,45 2ª.) 2,68 3ª.) 1,58 4ª.) 1,00 5ª.) 0,85 ré) 4,29
CARROCERIA: Em aço, montada sobre chassi, duas portas, três lugares
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Independente, braços triangulares duplos, barra de torção longitudinal e amortecedor telescópico
SUSPENSÃO TRASEIRA: Eixo rígido, mola semi elíptica e amortecedor telescópico
FREIOS: Assistidos, dianteiros a disco, ventilados, traseiros a tambor
DIREÇÃO: Setor e sem-fim com esferas recirculantes, assistida
DIÂMETRO DE GIRO: 13,0 m
PNEUS: 185 R14
RODAS: 14 x 5 pol
DIMENSÕES (CxLxA): 4,920 x 1,670 x 1,565 m
ENTREEIXOS (bitolas D e T): 2,985 m (1,410 e 1,400 m)
PESO: 1.360 kg
TANQUE: 66 litros
DIMENSÕES DA CAÇAMBA (CxLxA): 2,275 x 1,445 x 0,396 m
CAPACIDADE DE CARGA: 1.000 kg
: Picape da Mazda tinha logotipo em destaque na tampa
Autoesporte/Acervo MIAU
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