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5 opções de SUVs médios japoneses usados a partir de R$ 80 mil

08/08/2026
5 opções de SUVs médios japoneses usados a partir de R$ 80 mil


O segmento de SUVs médios é a bola da vez do setor automobilístico no Brasil: diversos fabricantes estão investindo em novos produtos ou em atualizações de modelos atuais para essa categoria. Mas o caso é que as marcas japonesas já comercializam veículos desse gênero por aqui há um bom tempo. Por isso, logicamente, elas têm opções já consolidadas no mercado de usados e seminovos.
O Toyota RAV4 foi o primeiro a desembarcar no país, ainda no longínquo ano de 1999. Pouco depois, em 2000, chegou o Honda CR-V. Sempre importados e com preços elevados em relação ao contexto local, eles nunca foram campeões de vendas, mas conseguiram conquistar um público fiel
Com a Mitsubishi, a história é um pouco diferente: as primeiras investidas foram com os modelos Airtrek e Outlander, na primeira década deste século, até que, em 2018, veio o Eclipse Cross, de porte um pouco menor, mas ainda considerado médio. No ano seguinte, o SUV foi nacionalizado por meio da tradicional representação da HPE.
Feitas as apresentações, é chegada a hora de revelar as opções: a AutoEsporte enumerou cinco versões usadas e seminovas de Honda CR-V, Toyota RAV4 e Mitsubishi Eclipse Cross, anunciadas por preços entre R$ 80 mil e R$ 150 mil no Mercado Livre, para quem quer um SUV médio. Confira!
Toyota RAV4 2015 – R$ 80 mil
Bom espaço interno e rodar confortável sempre estiveram entre os predicados do Toyota RAV4
Divulgação
Cerca de uma década atrás, antes da chegada de Corolla Cross e Yaris Cross, o RAV4 de quarta geração era a única opção na linha Toyota para quem queria um SUV. Na época (assim como hoje), o modelo era importado do Japão e, por isso mesmo, não desembarcava por aqui em abundância. Porém, atualmente, a oferta de unidades à venda no mercado de usados é razoável. Por cerca de R$ 80 mil, é possível encontrar unidades do ano de 2015 à venda no Mercado Livre.
O Toyota RAV4 dessa época era movido por um motor 2.0 de aspiração natural, capaz de desenvolver 145 cv de potência e 19,1 kgfm de torque, sempre com gasolina, único combustível que ele queima. Já o câmbio é automático do tipo CVT, mas emula sete marchas. A tração é dianteira.Há versões com sistema de tração integral e com motor 2.5 de 179 cv e 23,8 kgfm, mas elas têm preço mais alto.
O desempenho do 2.0 é não mais que razoável, devido ao peso de elevados 1.525 kg: em 2018, a Autoesporte avaliou um Toyota RAV4 2.0 4×2 já reestilizado, mas dessa mesma geração, e aferiu 12,2 s na aceleração de zero a 100 km/h. De acordo com as tabelas de 2015 do PBEV, o consumo também fica em patamar mediano, com médias de 9,5 km/l na cidade e de 10,9 km/l na estrada. O SUV tem suspensão independente nas quatro rodas, com braços sobrepostos atrás, calibrada para proporcionar um rodar suave.
Em 2015, a gama do Toyota RAV4 dispunha de quatro versões, duas das quais com motor 2.0 e tração dianteira. A de entrada tem pacote de equipamentos mais limitado: traz ar-condicionado manual, volante multifuncional revestido em couro, sensores de estacionamento, computador de bordo, rodas de 17 polegadas e apenas airbags frontais. Se possível, prefira a configuração Top, que já inclui chave presencial com botão de partida, ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia com tela de 7 polegadas, retrovisor interno eletrocrômico, banco do motorista com ajustes elétricos e airbags laterais e do tipo cortina.
No interior, o Toyota RAV4 se destaca pelo espaço. Os bancos são largos, inclusive o traseiro, que permite a acomodação de três adultos com relativo conforto. Quem se senta ali também tira proveito dos generosos vãos para as pernas e do assoalho plano. Já o porta-malas é grande, mas, com 476 litros, não chega a superar o do Corolla. Só não espere luxo no acabamento interno, que, apesar do bom padrão de montagem, emprega materiais simples. As dimensões externas são de 4,57 metros de comprimento, 1,84 m de largura; 1,71 m de altura e 2,60 m de distância entre eixos.
Honda CR-V 2016 – R$ 90 mil
Honda CR-V de quarta geração teve bons números de vendas no Brasil
Divulgação/Honda
A quarta geração global do Honda CR-V foi uma das mais vendidas no Brasil. Fatores como o câmbio favorável da época e a isenção de IPI possibilitada pelo acordo comercial com o México tornavam o modelo competitivo quando ainda era zero-quilômetro. Consequentemente, hoje, não é difícil encontrar bons veículos à venda. É possível encontrar exemplares da linha 2016, que já trazem a discreta reestilização na dianteira, que estreou na gama do ano anterior, anunciados por preços a partir de R$ 90 mil no Mercado Livre.
De quebra, essa linhagem ainda tem tecnologia flex. O motor é o conhecido 2.0 da Honda, que, sob o capô do CR-V, desenvolve 155 cv de potência com etanol e 150 cv com gasolina, além de 19,5 kgfm de torque com o primeiro combustível e 19,3 kgfm com o segundo. Os números são vistosos, mas o peso elevado, de 1.579 kg, influi no desempenho: em um teste realizado em 2015 pela Autoesporte, o SUV levou 12,4 s para arrancar de 0 a 100 km/h.
O Honda CR-V não consta nas tabelas do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE), do Inmetro, da época. Porém, no mesmo teste feito pela Autoesporte, o consumo se mostrou elevado: 9,4 km/l na estrada e 6,7 km/l na cidade, com etanol. Por outro lado, a dirigibilidade é beneficiada pelo sistema de tração integral sob demanda, que vem associado a um câmbio automático de cinco velocidades. A suspensão, com arquitetura multibraço na traseira, tem calibração confortável, mas consegue proporcionar boa estabilidade em curvas.
Em 2016, o Honda CR-V era vendido no Brasil unicamente na versão top de linha EXL, para não competir internamente com o HR-V. O pacote de equipamentos incluía chave presencial com botão de partida, ar-condicionado digital, teto solar elétrico, central multimídia com tela de 7 polegadas, faróis e limpadores de pára-brisa com acionamento automático e seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina).
Espaço é o que não falta a bordo do Honda CR-V. Atrás, até mesmo cinco pessoas conseguem se acomodar sem aperto. Ali, o vão para as pernas é generoso, e ainda há a comodidade do assoalho plano. Gigantesco, o porta-malas tem nada menos que 589 l de capacidade, de acordo com a Honda. E olha que as dimensões externas nem são grandes a ponto de atrapalhar a utilização urbana: são 4,58 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e 2,62 m de distância entre eixos.
Mitsubishi Eclipse Cross 2019 – R$ 110 mil
Mitsubishi Eclipse Cross tem design mais ousado que dos rivais
Divulgação/Mitsubishi
O Mitsubishi Eclipse Cross se destaca da concorrência pelo design. Enquanto a maioria dos SUVs médios costuma adotar traços mais tradicionais, ele ousa com uma dianteira enflechada e uma traseira com vidro bastante inclinado, lanternas elevadas e vidro bipartido, ainda que a reestilização adotada na linha 2023 tenha suprimido esses dois últimos elementos. Nem todos gostam de tanto arrojo, mas o fato é que esse modelo rompe com a mesmice. A turma que aprecia tal “personalidade forte” encontra veículos ano 2019, já nacionais, no Mercado Livre anunciados a partir de R$ 110 mil.
O motor 1.5 turbo não proporciona desempenho interessante como o do Mitsubishi Eclipse da década de 1990, mas vai bem. São 165 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, gerenciados por um câmbio do tipo CVT, capaz de simular oito marchas. Esse conjunto levou o SUV da imobilidade aos 100 km/h em 9,7 segundos em um teste realizado pela Autoesporte em 2021. E olha que ele não é leve: o peso varia de 1.536 kg a 1.603 kg, dependendo da configuração.
Nas versões GLS, HPE e HPE-S, a tração é dianteira; a HPE-S AWD vem com tração integral. Em toda a gama, a suspensão traseira é independente, do tipo multilink. O Eclipse Cross tem uma boa dirigibilidade. O PBEV informa consumo de 10,3 km/l em percursos urbanos e de 11,9 km/l em trajetos rodoviários, sempre com gasolina, pois não há sistema flex.
Quanto aos equipamentos, todas as versões têm central multimídia com tela de 7 polegadas, monitoramento de pressão dos pneus, faróis e limpadores com acionamento automático e sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista).
A HPE adiciona bancos em couro, sendo os dianteiros com aquecimento e o do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado de duas zonas, chave presencial com botão de partida, freio de estacionamento eletromecânico, retrovisores rebatíveis eletricamente, head-up display e shift-paddles.
Na HPE-S, há ainda teto solar panorâmico, faróis de LED, sensores de estacionamento dianteiros, alertas de ponto cego, de tráfego cruzado e de permanência em faixa, controlador de velocidade adaptativo e retrovisor eletrocrômico. Por fim, a HPE-S AWD inclui, além da tração integral, um seletor de modos de condução.
Ligeiramente menor que o Toyota RAV-4 e o Honda CR-V, o Mitsubishi Eclipse Cross tem 4,40 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,68 m de altura e 2,67 m de distância entre eixos. Consequentemente, as medidas internas também são um pouco menores, mas os ocupantes ainda têm bom espaço a bordo. No banco traseiro, dois adultos, mesmo de estatura mais elevada, não sofrem apertos, enquanto o porta-malas, com 473 l está na média da categoria.
Honda CR-V Touring 1.5 turbo 2018 – R$ 130 mil
Na quinta geração, Honda CR-V adotou motor 1.5 turbo a gasolina
Divulgação/Honda
A quinta geração do Honda CR-V chegou ao Brasil em 2018. Com a mudança de linhagem, o SUV deixou de vir do México e passou a ser importado dos Estados Unidos, o que elevou os preços bastante e reduziu as vendas em igual proporção. Assim, exemplares usados são menos abundantes, mas ainda há boa oferta deles à venda. No Mercado Livre, os classificados estão na faixa de R$ 130 mil.
Essa geração também mudou bastante sob o ponto de vista mecânico. No lugar da unidade 2.0, entrou a 1.5 turbo, que, então, já era utilizado no saudoso Civic nacional. Com ele, o Honda CR-V passou a entregar 190 cv e 24,5 kgfm. O sistema de tração integral foi mantido, mas passou a ser associado a um câmbio do tipo CVT, com simulação de sete marchas e shift-paddles no volante para trocá-las sequencialmente.
Tal qual a antecessora, a quinta geração é equipada com um sistema de suspensão com arquitetura multilink na traseira, calibrada com foco no conforto. Ainda que a direção tenha ficado mais direta, o foco do Honda CR-V não é emocionar o motorista. Mesmo assim, o desempenho é bom: em 2018, o modelo cravou 8,4 s na aceleração de zero a 100 km/h. O Inmetro indica consumo de 10,4 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, com gasolina, até porque o sistema flex foi abandonado junto com a motorização 2.0. São bons números para um SUV de 1.607 kg de massa.
Entre os equipamentos, a versão Touring, única da gama em 2018, vinha com head-up display, teto solar, chave presencial com botão de partida, bancos em couro, sendo os dianteiros elétricos, ar-condicionado de duas zonas, seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), monitoramento da pressão dos pneus, teto solar, rodas de 18 polegadas, telas de instrumentos de 7 polegadas para os instrumentos e a central multimídia, que tem função com Lane Watch (aquela que exibe imagens em uma câmera instalada no retrovisor direito) e freio de estacionamento eletromecânico com Auto Hold. Não há, porém, assistentes eletrônicos à condução.
O habitáculo é ainda mais espaçoso que o da geração anterior, graças a um discreto aumento das dimensões da carroceria, que tem 4,59 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,67 m de altura e 2,66 m de distância entre eixos. O acabamento passou a empregar materiais mais nobres. O porta-malas, de 522 l, é generoso e tem tampa com abertura elétrica por aproximação.
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Toyota RAV4 2.5 S Hybrid 2020 – R$ 150 mil
Toyota RAV4 Hybrid é um híbrido do tipo paralelo
Divulgação
Que tal um SUV médio que, além de mais novo, ainda tem motorização híbrida? Pois o modelo em questão é o Toyota RAV4 de quinta geração, que chegou ao país em 2019 como linha 2020 e só neste ano foi substituído pela nova safra. Embora o volume de vendas nunca tenha sido expressivo, há exemplares dessa linhagem em oferta no Mercado Livre por preços na faixa de R$ 150 mil.
O conjunto mecânico é bem diferente em relação ao do Corolla Cross. No caso, há um motor 2.5 de 178 cv e 22,5 kgfm, além de outras três unidades elétricas, que desenvolvem mais 120 cv e 20,6 kgfm de torque. A potên­cia combinada é de 222 cv, mas o fabricante não informa o torque combinado. Há ainda um sistema de tração integral formado pelos motores elétricos: dois deles estão instalados diretamente no eixo dianteiro, e o terceiro, no eixo traseiro.
Em um teste realizado pela Autoesporte em 2019, o RAV4 acelerou de zero a 100 km/h em 8,8 s. Além de bom desempenho, o conjunto mecânico também entrega baixo consumo de combustível, com médias de 14,3 km/l na cidade e de 12,8 km/l na estrada, de acordo com o Inmetro. Isso, com um peso total de massivos 1.730 kg. A tônica da direção e da suspensão, que exibe braços sobrepostos na traseira, é aquela bem característica desse segmento: prioridade no conforto de marcha.
A gama 2018 do Toyota RAV4 era composta por duas versões. A de entrada S já dispunha de rodas de 18 polegadas, chave presencial com botão de partida, bancos dianteiros com ventilação e ajustes elétricos, sendo que o do motorista tem memória, ar-condicionado de duas zo­nas, sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e central multimídia com tela de de sete polegadas. A top de linha SX acrescenta teto solar panorâmi­co, carregador de celular por indução e um pacote de auxílios eletrônicos à condução, que incluem frenagem autônoma, controlador adaptativo da velocidade de cruzeiro e assistentes de manutenção em faixa de roda­gem e de farol alto.
A bordo, o espaço é muito generoso nas duas fileiras de bancos. O porta-malas, segundo a Toyota, é cavernoso, com 580 l de volume, e ainda com tampa de abertura elétrica na configuração SX. As dimensões externas mantiveram-se generosas, mas não exageradas: são 4,60 m de comprimento, 1,85 m de largura; 1,68 m de altura e 2,69 m de distância entre-eixos. O acabamento evoluiu em relação à geração anterior e emprega materiais macios no painel e nas forrações das portas.
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Fonte: Read More 

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