4 SUVs japoneses usados a partir de R$ 73 mil com mecânica confiável


No mês de junho, os SUVs representaram mais da metade dos carros de passeio vendidos no Brasil, segundo dados da Fenabrave. Esse tipo de carroceria já é o preferido do público, com forte crescimento em relação à 2015, por exemplo, quando apenas 15% dos carros vendidos eram utilitário esportivos.
Com o aumento do segmento, também crescem as ofertas de SUVs usados, que podem ser encontrados no Mercado Livre por preços bem menores do que os de um zero-quilômetro. Entre tais opções, os modelos de marcas do Japão são ainda mais interessantes para quem busca uma escolha segura.
A fama dos japoneses não veio à toa: são carros conhecidos pela durabilidade mecânica e pela boa liquidez na revenda, justamente pela confiabilidade com o passar do tempo. Por isso, selecionamos quatro SUVs de marcas japonesas que se destacam em diferentes portes, de um compacto urbano a um médio híbrido de ponta.
Os preços deste guia foram apurados em julho de 2026 e podem variar conforme ano-modelo, versão, quilometragem e estado de conservação.
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1. Honda HR-V EXL: a partir de R$ 72.900
Honda HR-V EXL traz o LaneWatch — câmera sob o retrovisor direito que mostra o ponto cego na tela
Honda/Divulgação
O Honda HR-V chegou ao país em 2015 e fez tanto sucesso que virou sinônimo de SUV compacto confiável quando os SUVs ainda estavam sendo descobertos pelo brasileiro. A primeira geração ficou em linha até 2022, quando deu lugar à atual. Ao longo dessa fase houve uma novidade importante: em 2019, uma reestilização trouxe a versão Touring, com motor 1.5 turbo de 173 cv. O restante da linha — LX, EX e a EXL — manteve o consagrado 1.8 aspirado.
Aqui focamos no HR-V original, em sua versão EXL, que é o topo entre as versões flex, um degrau acima da EX e da LX de entrada. É ela que reúne os bancos revestidos de couro, a chave presencial com partida por botão, o ar-condicionado digital, o retrovisor interno fotocrômico, o freio de estacionamento elétrico com retenção automática e a central multimídia com tela de 7″ — tudo somado aos seis airbags e aos controles de estabilidade e tração de toda a linha . Um detalhe bem à moda da Honda é o LaneWatch: uma câmera sob o retrovisor direito que exibe na tela o ponto cego daquele lado ao acionar a seta.
O motor é o 1.8 i-VTEC flex, que rende 140 cv e 17,3 kgfm com gasolina 139 cv e 17,4 kgfm com etanol, sempre com câmbio automático do tipo CVT. O consumo pelo Inmetro é de 7,1 km/l (Etanol) e 10,5 km/l (Gasolina) na cidade, e 8,5 km/l (E) e 12,1 km/l (G) na estrada. Na pista da Autoesporte, o EXL foi de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos.
Com 2,61 m de entre-eixos e um porta-malas de 437 litros — um dos maiores da categoria na época —, o HR-V ganha ainda um coringa: o banco traseiro Magic Seat, cujos assentos dobram de várias formas para acomodar até objetos altos.
Vale um cuidado na hora da compra: unidades a partir da reestilização de 2019 passaram a oferecer Android Auto e Apple CarPlay na multimídia, ausentes nos primeiros anos — por isso, confirme a conectividade no exemplar desejado. O Honda HR-V EXL está no Mercado Livre a partir de R$ 72.900, preço que varia de acordo com o ano-modelo, a quilometragem e o estado geral do veículo.
2. Nissan Kicks Exclusive: a partir de R$ 82.900
Reestilizado em 2022, o Nissan Kicks Exclusive trouxe câmera de 360º e pintura em dois tons
Nissan/Divulgação
O Nissan Kicks Exclusive é a versão topo de linha e é nela que se concentram os itens que interessam a quem quer conforto sem gastar muito. Reestilizado em 2022, o modelo ganhou visual atualizado e passou a oferecer, de série, câmera de ré com visão periférica de 360º, ar-condicionado digital, apoio de braço para o motorista, retrovisores com rebatimento elétrico e um pacote de assistências que inclui frenagem automática de emergência, alerta de colisão frontal e alerta de ponto cego.
Unidades do Kicks Exclusive estão no Mercado Livre a partir de R$ 82.900. A cereja do topo de linha é a possibilidade de pintura em duas cores e os acabamentos internos premium, em preto ou macchiato, exclusivos da Exclusive com câmbio automático. A central multimídia Nissan Connect tem tela de 8″ com Apple CarPlay e Android Auto por cabo.
A mecânica é a mesma desde a estreia, em 2016: o motor 1.6 16V flex, com 114 cv e 15,5 kgfm — números idênticos com etanol ou gasolina —, associado ao câmbio automático do tipo CVT. Não é um foguete, mas, por ser leve, vai de 0 a 100 km/h em 11,6 s. Ou seja, cumpre bem o papel urbano e brilha no posto: pelo Inmetro, faz 7,6 km/l (E) e 11,3 km/l (G) na cidade, e 9,3 km/l (E) e 13,6 km/l (G) na estrada. Uma vulnerabilidade é o tanque pequeno, de apenas 41 litros.
Apesar do porte compacto, o espaço é honesto: são 2,61 m de entre-eixos e um porta-malas de 432 litros, dos maiores da categoria. Todas as versões, vale reforçar, saem de fábrica com seis airbags e controles de estabilidade e tração.
3. Toyota RAV4 S Hybrid: a partir de R$ 119.000
No Toyota RAV4 Hybrid, as rodas traseiras são tocadas por um motor elétrico: não há cardã ligando os eixos
Toyota/Divulgação
O terceiro da lista é o único carro híbrido da seleção e, provavelmente, o SUV médio mais eficiente que você compra por esse valor. A quinta geração do Toyota RAV4 estreou no Brasil em 2019 sobre a plataforma TNGA, a mesma do sedã Camry, e só veio em versões híbridas.
O destaque da mecânica é o motor 2.5 a gasolina de 178 cv e 22,5 kgfm, que trabalha ao lado de três motores elétricos e de uma bateria que se recarrega sozinha, sem tomada, para uma potência combinada de 222 cv. O câmbio é automático do tipo CVT e a tração é integral — com uma sacada: não há cardã ligando os eixos, pois quem move as rodas traseiras é um motor elétrico dedicado.
O grande benefício desse arranjo é o consumo, surpreendente para um SUV de mais de 1,7 tonelada: pelo Inmetro, são 14,3 km/l na cidade, onde o sistema híbrido mais aproveita a parte elétrica, e 12,8 km/l na estrada, sempre com gasolina. Com o tanque de 55 litros, a autonomia flerta com os 1.000 km. E o desempenho é mais do que satisfatório. No teste da revista Autoesporte, o Toyota foi de 0 a 100 km/h em 8,8 s.
Aqui o foco é a S Hybrid AWD, a porta de entrada da linha: mesmo sendo o RAV básico, já vem completo com sete airbags (incluindo o de joelhos do motorista), ar-condicionado digital de duas zonas, bancos com revestimento parcial em couro e ajuste elétrico com memória para o motorista, chave presencial, sensores de estacionamento nas duas pontas e rodas de 18″.
A multimídia é uma tela de 7″ — modesta para o preço e que, num toque de nostalgia, ainda traz leitor de DVD. Para chegar à versão SX é preciso desembolsar mais, mas ela agrega itens de peso: teto solar panorâmico, controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e o pacote de segurança Toyota Safety Sense, além de porta-malas com abertura elétrica por gesto, carregador de celular por indução e aletas de troca no volante. De resto, as duas dividem a mesma mecânica, o mesmo espaço interno — 2,69 m de entre-eixos e generosos 580 l de porta-malas — e a mesma tração integral.
O Toyota RAV4 S Hybrid AWD aparece no Mercado Livre a partir de R$ 119.000, em cifra que oscila conforme ano-modelo, rodagem e conservação de cada exemplar.
4. Honda CR-V Touring: a partir de R$ 133.900
O Honda CR-V de quinta geração foi vendido no Brasil só na versão Touring e projeta velocidade e alertas no para-brisa com HUD
Divulgação/Honda
A quinta geração do CR-V chegou ao Brasil importada dos Estados Unidos e teve um detalhe que simplifica a busca: foi vendida exclusivamente na configuração Touring. Ou seja, não há versões de entrada como LX ou EX para comparar — todo CR-V dessa fase é topo de linha. Lançado por R$ 179.900, hoje aparece bem mais em conta: unidades entre 2018 e 2021 estão no Mercado Livre a partir de R$ 133.900.
Sob o capô, o SUV abandona o antigo motor 2.0 aspirado e traz o 1.5 turbo de injeção direta, igual ao que equipa o Civic da época, com 190 cv e 24,7 kgfm de torque. O câmbio é automático do tipo CVT e a tração é integral Real Time AWD, capaz de enviar parte da força ao eixo traseiro conforme o piso.
Diferentemente dos CR-V mais antigos, o desempenho está longe de ser pacato: são apenas 8,4 s de 0 a 100 km/h, de acordo com o teste de pista da Autoesporte. Rodando somente com gasolina, o CR-V em unidades mais antigas faz, pelo Inmetro, 10,4 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada. As unidades 2021 ganharam start-stop e melhoraram para 11 km/l e 12,3 km/l.
Com 2,66 m de entre-eixos, o modelo tem cabine folgada para cinco adultos e porta-malas de 522 l, com abertura elétrica acionada por um gesto do pé sob o para-choque. O requinte aparece nos bancos de couro com ajustes elétricos e memória para o motorista, no teto solar panorâmico, no ar-condicionado digital de duas zonas, na chave presencial com partida remota e no freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold.
A conectividade fica a cargo de uma central multimídia de 7″ com Apple CarPlay e Android Auto por cabo, somada a um quadro de instrumentos digital de 7″ configurável. O item que rouba a cena, porém, é o head-up display, que projeta velocidade e alertas no para-brisa, acompanhado de um sistema de cancelamento ativo de ruídos para silenciar a cabine.
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