Toyota Corolla completa 60 anos prestes a passar por sua maior revolução


O Toyota Corolla está completando 60 anos de história neste sábado (24), sendo o carro mais vendido da história, com mais de 57 milhões de emplacamentos em seis décadas. A receita de sucesso, que no Brasil é sempre lembrado como um carro que não quebra e com manutenção relativamente acessível, além do conforto que entrega, foi sempre mantida em todas as geraç
Atualmente, o Corolla está na sua 12ª geração no Brasil e no mundo, com produção local na nova fábrica de Sorocaba (SP). Essa, talvez, tenha sido a geração que passou por mais mudanças até agora, uma vez que marcou a chegada do primeiro motor híbrido flex ao país, ganhou um irmão SUV, o Corolla Cross (também híbrido flex). Aliás, a mudança de fábrica citada acima, também foi um marco para o modelo, que desde 1998 era feito na unidade de Indaiatuba (SP).
Atualmente o Toyota Corolla é vendido em versões híbridas ou só com motor a combust
Divulgação/Toyota
E as mudanças não param por aí, a Toyota está usando a base da 12ª geração para desenvolver a sua primeira picape intermediária, que se chamará Deck, conforme divulgado com exclusividade por Autoesporte. A picape chegará no ano que vem para brigar com a rainha do segmento, a Fiat Toro, além de Volkswagen Tukan, BYD Mako e Ford Maverick. Inclusive, a Toyota Deck terá uma nova motorização híbrida, marcando a estreia do novo sistema por aqui.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
13ª geração do Toyota Corolla está chegando
A Toyota já trabalha na 13ª geração do Corolla, que irá concorrer ao posto de geração com maior nível de mudanças, já que marcará a chegada do modelo ao segmento elétrico. Isso mesmo, o Corolla terá versões elétricas e híbridas em seu portfólio, além de um visual bem ousado, diferentemente do que vimos em outras gerações do modelo, quando a marca optou por ser mais conservadora no design.
Novo Toyota Corolla teve conceito revelado em 2025
Divulgação
É possível que o desenho final da nova geração seja divulgado ainda em outubro, como parte da celebração global de 60 anos do modelo, mas a Toyota não confirmou esse movimento. O desenho mais futurista é para atingir, também, o público mais jovem, que pode considerar modelo de “tiozão”.
Por fora, o conceito de 2025 já antecipou que a mudança de design será profunda. Na dianteira, chamam atenção os faróis sofisticados e com assinatura luminosa inédita. O conjunto inclui LEDs com seções verticais no para-choque, barra horizontal com elementos pixelados e luzes principais recortadas junto ao capô.
Projeção mostra como deverá ser a versão final de produção da 13ª geração do Toyota Corolla
Divulgação/Imagem formatada com Google Gemini
O resultado é agressivo e representa uma evolução sobre o design atualmente empregado nos elétricos da linha bZ da marca. A traseira, por sua vez, tem formato retangular e lanternas interligadas.
Na cabine, flagras já adiantaram que o painel será ligeiramente mais baixo e horizontal, enquanto a central multimídia ficará mais integrada ao conjunto. Além disso, as saídas de ar e os painéis das portas serão totalmente redesenhados e prometem formato mais retilíneo.
Com relação a motorização, A Toyota não confirmou quais motores serão usados, mas sabemos que a marca desenvolve uma nova família de propulsores em parceria com a Subaru e a Mazda. Todos funcionarão tanto com combustíveis fósseis (especialmente gasolina) quanto com combustíveis neutros em carbono, como hidrogênio líquido, gasolina sintética e etanol.
Toyota Corolla Concept mostra visual bem futurista e diferente das últimas gerações
Divulgação
Os planos incluem um 2.0 turbo, pensado para suceder o 2.4 turbo usado atualmente, e um novo 1.5 em versões aspirada e turbo, neste caso projetado para substituir o atual 2.5 aspirado. Todos serão significativamente mais potentes e até 30% mais eficientes que os equivalentes atuais. Além disso, poderão ser usados de forma independente ou associados a sistemas híbridos.
Para o Brasil, tudo indica que o modelo adotará o novo sistema híbrido flex plug-in (PHEV) que a Toyota desenvolve especialmente para o mercado nacional. O conjunto, baseado no que já é usado lá fora pelo Prius, inclui motor 2.0 Dynamic Force aspirado, quatro-cilindros, 16V, da família Corolla, com injeção variável entre direta e indireta, atuando em ciclo Atkinson.
Combinado ao propulsor elétrico, poderá entregar até 223 cv com gasolina. O câmbio e-CVT emula transmissão continuamente variável. Esse conjunto fará sua estreia no Brasil na picape Deck, conforme citamos acima, antes da chegada da nova geração do Corolla. O sistema também será adotado pela próxima geração do Corolla Cross, que já está em desenvolvimento.
Toyota Corolla Concept também tem linhas agressivas nas laterais
Divulgação
Nesta geração, vale dizer, o Corolla elétrico ganhará espaço importante dentro do portfólio e será uma das principais apostas da marca para enfrentar a crescente concorrência chinesa e, inclusive, será feito na China. A produção do sedã elétrico será iniciada no país asiático em 2028 e realizada em parceria com o grupo estatal FAW, parceiro de longa data da marca japonesa. Rumores indicam que o modelo será oferecido em versões com um ou dois motores e autonomia na casa dos 400 km.
Relembre as outras 11 gerações do Toyota Corolla
1ª geração (1966-1970)
Toyota Corolla em sua primeira geração
Divulgação
O Corolla nasceu com 3,85 metros de comprimento e 2,28 m de entre-eixos. O tamanhinho permitiu usar um motor 1.1 de 60 cv e 8,5 kgfm de torque. Embora um 1.0 de 45 cv tenha sido cogitado, o 1 litro foi descartado por não dar a força extra desejada pela marca. Foram de trabalho no desenvolvimento do primeiro Corolla, sendo que o primeiro protótipo rodou apenas 500 metros antes de apresentar um problema.
De tanta experimentação e alterações, acabou que o Corolla se tornou bem mais sofisticado e aceito do que o Toyota compacto anterior, o bem mais barato Publica de 1961. Virou líder de mercado no Japão em três anos.
2ª geração (1970-1974)
Toyota Corolla em sua segunda geração chegou ao mercado global em 1970
Divulgação
Em junho de 1970, foi alcançada a marca de um milhão de unidades produzidas do Corolla. Tamanha importância em vendas pedia por uma geração capaz de manter o sucesso, sem arriscar demais. Pouco maior, o Corolla passou a ter 3,94 metros e 2,33 m de entre-eixos e estava disponível em várias carrocerias, do sedã ao modelo van. Para ficar logo abaixo do médio Corona, recebeu um 1.4 mais forte, o mesmo usado pelo Celica e Carina. A opção era bem mais potente do que o 1.2 básico e gerava 86 cv e 11,7 kgfm de torque.
O ano de 1972 foi marcado pelo lançamento do Corolla Levin, o primeiro cupê esportivo feito com base no compacto. Equipado com motor 1.6 2T-G de 115 cv e 14,5 kgfm, a versão tinha apenas câmbio manual de cinco marchas, algo ainda raro na ocasião.
3ª geração (1974-1979)
Toyota Corolla em sua terceira geração teve mais de 300 mil unidades exportadas a partir do Jap
Divulgação
A missão era manter o Corolla em alta pelo maior tempo possível. O resultado deu certo mundialmente, o quarto Corolla foi o primeiro a ter mais de 300 mil unidades exportadas anualmente. As variações de carroceria incluíam um liftback. Os motores eram basicamente os mesmos, apenas um novo 1.3 foi adicionado – às novas leis de emissões descartaram alguns dos antigos propulsores.
A fronteira dos 3,99 metros de comprimento ainda não havia sido rompida, porém, a distância longitudinal entre as rodas chegou a 2,37 m. Pensar pequeno não foi um impeditivo para o Toyota ser bem aceito no mercado norte-americano. Um automático de três marchas foi uma das novidades, prova de que o carro já estava pensando cada vez mais no conforto.
4ª geração (1979-1983)
Toyota Corolla em sua quarta geração ultrapassou o Volkswagen Golf em vendas globais
Divulgação
Entre 1979 e 1982, o Corolla ultrapassou o Golf como o modelo mais produzido do mundo. Mais de 500 mil automóveis eram exportados anualmente graças ao conjunto que unia mais luxo ao mesmo requisito de economia de combustível de antes. A quarta geração foi lançada com cinco tipos de carroceria, entre elas sedã de duas e quatro portas, hardtop, liftback e van. Uma perua chegou em 1982. Para ampliar o conforto de rodagem, o carro abandonou a suspensão por feixes de molas atrás para adotar molas helicoidais, mas ainda tinha tração traseira.
Como a expansão do carro era inevitável, o três volumes ultrapassou os quatro metros de comprimento. Eram 4,05 m e 2,40 m de entre-eixos. Havia três motores a gasolina, com 1.3, 1.5 e 1.6 litro e um diesel 1.8 fez a sua estreia.
5ª geração (1983-1987)
Foi na quinta geração que o Toyota Corolla chegou quase aos 4,20 metros de comprimento
Divulgação
A quinta encarnação estreou em março de 1983, logo após o Corolla chegar ao número de dez milhões de carros produzidos. A expansão nas dimensões foi notável, o sedã chegou a 4,18 m de um para-choque a outro e 2,43 m de entre-eixos.
Para alguns, foi o fim de uma era. Para outros, o início do Corolla como nós o conhecemos. A tração dianteira virou padrão no sedã e perua, uma decisão tomada em 1979. Apenas o cupê AE86 manteve a traseira. Motores 1.3 e 1.5 movimentavam os mais vendidos, porém, o cupê tinha o 1.6 16V de 130 cv e ajudou a variante a se tornar um ícone capaz de estimular a criação do GT86.
6ª geração (1987-1991)
Sexta geração do Toyota Corolla adotou tração dianteira em toda a gama
Divulgação
O comprimento foi ampliado em somente oito centímetros. Mas as dimensões parecidas escondem a evolução face ao quinto Corolla. Todos os modelos passaram a ter tração dianteira. Uma das raras exceções ficavam por conta da opção 4X4 com motor 2.0 turbodiesel, uma das maiores novidades dessa geração.
A esportividade ficava por conta do 1.6 comprimido de 145 cv e 19 kgfm, um belo incremento face os 120 cv e 14,5 kgfm gerados pelo aspirado.
7ª geração (1991-1995)
Toyota Corolla adotou desenho mais arredondado na sétima geração
Divulgação
Caracterizado pelas linhas arredondadas, o Corolla de 1991 foi o primeiro a chegar ao Brasil como importado oficial e vinha também como perua. O cupê ganhou motor 1.6 de duplo comando de válvulas variável na abertura e ótimos 160 cv (índice de potência específica típico dos Honda VTi de então), bem mais forte que o 1.6 básico de 115 cv. A suspensão traseira adotou o sistema dual-link independente para dar maior estabilidade – mesmo o Corolla atual usa eixo de torção.
O sedã importado para o nosso mercado tinha 4,27 m de comprimento e 2,46 m de entre-eixos. As opções de motores incluíam o 1.6 nos DX e o 1.8 de 117 cv na versão LE, sendo que o câmbio automático tinha sempre quatro marchas.
8ª geração (1995-2000)
Toyota Corolla começou a ser fabricado no Brasil em sua oitava geração
Divulgação
Chegou primeiro como importado de faróis redondos e motor 1.6, visual que causou polêmica até no exterior. Isso mudou em 1998, quando o Corolla começou a ser produzido na nova fábrica da Toyota em Indaiatuba, interior de São Paulo. Feito apenas como sedã, o nacional tinha visual mais comportado do que o japonês.
Padrão em todas as versões (XLi, XEi e SE-G), o motor 1.8 tinha 116 cv de potência e podia vir com uma caixa automática de quatro velocidades nas versões mais caras. Incapaz de concorrer em números de vendas com os líderes de mercado, a oitava edição do Corolla pavimentou o caminho para a nona geração, bem mais vendida.
9ª geração (2000-2006)
Nona geração do Toyota Corolla ficou famosa pelo comercial com Brad Pitt
Divulgação
Com Brad Pitt como garoto-propaganda e INXS na trilha do comercial, o novo Corolla vendeu muito mais do que antes. A produção de 15 mil carros em 2002 passou a quase 41 mil carros em 2003. O motor 1.8 era bem mais forte e chegava aos 136 cv e 17,5 kgfm de torque. Da mesma forma, o comprimento foi ampliado e chegou a 4,53 m e 2,60 m de entre-eixos.
A geração se destacou por ter sido a única a oferecer a versão perua como nacional. Batizada como Fielder, a station wagon deixou orfãos ao ser descontinuada sem deixar sucessora no país.
10ª geração (2006-2013)
Toyota Corolla em sua décima geração manteve quase o mesmo tamanho da anterior
Divulgação
Essa geração cometeu o vacilo de manter a plataforma anterior, mudou apenas 1 centímetro no comprimento. Ainda assim, o Corolla foi capaz de competir em vendas com o revolucionário Honda New Civic.
Por outro lado, foi nesta fase que o Corolla nacional ganhou o seu primeiro 2.0, dotado de 142 cv e 19,8 kgfm, contra os 136 cv do 1.8. O senão estava no uso de câmbio automático de quatro marchas.
11ª geração (2013 – 2019)
Foi na décima primeira geração que o Toyota Corolla chegou a 2,70 metros de entre-eixos
Divulgação
Lançado aqui em 2014, o carro que acaba de ser reestilizado colheu todos os benefícios de uma nova base. O entre-eixos de 2,70 metros transformou o sedã em um mini-Camry. Ele chegou a ficar muito grande para o mercado japonês, onde a Toyota vende um Corolla mais estreitinho e conservador para atender os limites de largura pretendidos. Os motores 1.8 e 2.0 foram mantidos com pequenas evoluções, a grande transformação mecânica ficou por conta da adoção da transmissão CVT.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas
Fonte: Read More



