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Teste: Jeep Compass Blackhawk é mais rápido e menos econômico com motor flex

10/06/2026
Teste: Jeep Compass Blackhawk é mais rápido e menos econômico com motor flex


Desde 2024, o Jeep Compass é oferecido na versão “envenenada” Blackhawk no Brasil, com motor 2.0 turbo da família Hurricane, desenvolvendo 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, aliado ao câmbio automático de nove marchas. Essa opção do SUV médio carecia, no entanto, de uma motorização flex. Aos que aguardaram pacientemente por dois anos, a boa notícia é que ela finalmente chegou na linha 2027 — sem perder potência e bons números. O preço é de R$ 279.990.
Para transformar o motor Hurricane em flex, a engenharia da Jeep preparou uma série de mudanças, instalando novas bombas de combustível, novos injetores e novas velas de ignição. O sistema de admissão também passou por um ajuste específico, assim como o turbo e o câmbio automático, que foram recalibrados. Dessa forma, o novo motor entrega os mesmos resultados de potência e torque, independentemente do tanque estar cheio de gasolina ou etanol.
Jeep Compass Blackhawk flex 2026 tem rodas exclusivas aro 19
Caio Bednarski/Autoesporte
A antiga versão com motor a gasolina apresentava bom entrosamento entre motor e câmbio, o que foi mantido pela Jeep na configuração flex, mesmo com a recalibração da caixa automática. As respostas são boas e as trocas de marcha suaves, sem trancos, com o sistema entendendo o momento em que o motorista pressiona o acelerador com mais força. Neste caso, pode reduzir uma ou duas marchas com muita agilidade. Retomadas e ultrapassagens são uma tarefa simples para o Compass Blackhawk.
Ao todo, rodei 130 km com o SUV médio — sendo 70 km na estrada e cerca de 50 km na cidade. Apesar dos 1.720 kg de seu corpanzil, o “falcão preto” é ágil e entrega o desempenho de um esportivo com todos os benefícios de um utilitário. Na rodovia, atinge rapidamente as velocidades permitidas.
Jeep Compass Blackhawk flex 2026 tem interior bem acabado com pouco plástico duro
Caio Bednarski/Autoesporte
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Na cidade, ao encarar buracos, valetas e lombadas, os benefícios de ser um SUV se sobressaem ao desempenho de esportivo. A distância de 19,8 cm do solo ajudou bastante. O ajuste da suspensão — independente McPherson na dianteira e na traseira — tem boa calibração, superando o asfalto ruim da capital paulista sem comprometer o conforto. Na estrada, se mostrou estável em velocidades maiores, tanto em retas quanto em curvas.
Mas será que as atualizações técnicas realizadas no motor Hurricane melhoraram ou pioraram os números de desempenho? Levamos o Compass Blackhawk flex ao Rota 127 Campo de Provas, em Tatuí (SP), para um teste instrumentado em pista. Depois, comparamos os resultados com os dados que obtivemos dois anos atrás, no mesmo local e com o mesmo piloto de testes. Vale lembrar que, embora o novo Compass seja flex, todos os testes de Autoesporte são realizados com o tanque cheio de gasolina.
Felizmente, o bom desempenho que notei na estrada está embasado por números: o Compass Blackhawk flex cumpriu a aceleração de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, contra 6,6 s da versão movida somente a gasolina. Compare abaixo:
Jeep Compass Blackhawk flex 2026 – Testes de aceleração
Na aceleração de 0 a 400 metros, é ponto para o Jeep Compass Blackhawk flex, que precisou de 14,6 segundos para cumprir a tarefa, enquanto o modelo anterior precisou de 14,8 segundos. Para atingir os 1.000 metros, a configuração flex também gastou menos tempo na comparação com a movida apenas a gasolina: 26,6 s contra 26,8 s.
Jeep Compass Blackhawk flex 2026 freia melhor, mesmo sem mudanças nos freios
Caio Bednarski/Autoesporte
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Até agora, a nova versão flex dominou a disputa. Mas, curiosamente, a antiga opção a gasolina atingiu velocidade um pouco superior ao chegar nos 1.000 metros percorridos em pista: 198,4 km/h, ante 197,7 km/h do Compass atual.
E quanto às retomadas? Bem, todas estão mais ágeis após a adoção do sistema flex. O SUV precisou de 2,8 s para ir de 40 a 80 km/h, 3,3 s para ir de 60 a 100 km/h e 4,1 s para disparar de 80 a 120 km/h. Na tabela abaixo, você poderá comparar os dados com a versão movida a gasolina.
Jeep Compass Blackhawk flex 2026 – Testes de retomada
Porta-malas do Jeep Compass Blackhawk flex 2026 é ponto fraco do SUV com 410 litros
Caio Bednarski/Autoesporte
Quanto à frenagem, o Compass Blackhawk fez valer os freios a discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. O SUV médio percorreu 60 metros para ir de 120 km/h até a imobilidade. Já a frenagem de 100 km/h a 0 foi realizada em 41,2 metros. Vale lembrar que as rodas de aro 19 são calçadas pelos pneus Pirelli Scorpion 235/45 R19 95 V.
Quem pensa em adquirir um carro flex pensa no consumo de combustível. Curiosamente, embora tenha melhorado seu desempenho em quase todos os indicadores, o Compass Blackhawk flex consome mais do que a versão a gasolina. No teste realizado por Autoesporte, atingimos 8,7 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada, enquanto o modelo o modelo anterior marcou 8,8 km/l e 14,5 km/l, respectivamente.
Novamente, os testes urbano e rodoviário foram realizados pelo mesmo piloto, com o ar-condicionado sempre ligado, o que elimina variáveis. Mas a variação, embora tênue, chamou nossa atenção.
Jeep Compass Blackhawh flex 2026 – Testes de consumo
Quanto ao interior e o pacote de equipamentos, nada muda. O acabamento é bom, com peças bem cortadas e encaixadas. O plástico duro é pouco presente no painel e na lateral das portas, sendo esse um ponto positivo do SUV. No entanto, tudo isso é esperado para um carro que custa R$ 279.990.
Dianteira do Jeep Compass Blackhawk flex 2026 mantém o visual da antiga configuração com motor só a gasolina
Caio Bednarski/Autoesporte
O quadro de instrumentos é digital e configurável com tela de 10,2 polegadas, enquanto a multimídia, que é intuitiva e funcionou bem durante os dias que usei o sistema, tem tela sensível ao toque de 10,1 polegadas, com espelhamento para smartphones sem fio. Ainda destaco a presença de botões físicos para controlar os vidros, os retrovisores e ajustar o ar-condicionado, algo que tem se tornado raro atualmente, mas que é bem mais funcional.
Os pontos negativos do interior ficam por conta do espaço limitado para os ocupantes do banco traseiro, graças ao entre-eixos de 2,63 metros. O porta-malas de 410 litros fica na média da categoria. Ainda assim, é menor do que os 423 litros do Volkswagen Tiguan e os 440 litros do Toyota Corolla Cross.
Jeep Compass Blackhawk flex 2026 tem consumo maior do que a configuração anterior
Caio Bednarski/Autoesporte
A lista de itens de série do SUV ainda é recheada e oferece bancos revestidos em couro com regulagem elétrica nos dianteiros, seis airbags, alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, ar-condicionado digital e automático de zona dupla, câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, faróis de LED, ajuste de altura e profundidade do volante, quatro modos de condução, tração 4×4, entre outros.
Quando falamos sobre SUVs com pegada esportiva nesta faixa de preço, o Jeep Compass Blackhawk (R$ 278.990) surge como concorrente direto do moderno Volkswagen Tiguan R-Line (R$ 299.990). Este tem motor 2.0 turbo de origem Audi, com 272 cv, câmbio automático de oito marchas e tração integral. Pela longevidade do projeto do Jeep, o Volkswagen surge com mais frescor e pode agradar os aficcionados por tecnologia.
Nesta faixa de preço, a diferença de R$ 20 mil pode ser justificada pelo “salto” de um carro para o outro, pois o Volkswagen realmente faz os olhos brilharem. Autoesporte levou o Tiguan R-Line para a pista e você pode conferir as impressões clicando aqui ou assistindo o vídeo abaixo:
O Compass Blackhawk 2027 tem desempenho mais aceso com o motor flex. Não é exagero chamá-lo de esportivo vestido de SUV, mas a “escorregada” fica por conta do consumo de combustível, que poderia ter melhorado nesta atualização. Além disso, trata-se de um carro de quase 10 anos cuja nova geração já foi lançada na Europa. A chegada do Tiguan neste ano só expõe a defasagem do Compass, que precisa ser atualizado para retomar a liderança que por tantos anos ostentou no Brasil.
Pontos positivos: aceleração, retomadas de velocidade, acabamento interno e conforto
Pontos negativos: capacidade do porta-malas, consumo mais elevado e espaço interno acanhado
Teste – Jeep Compass Blackhawk flex 2026
Ficha Técnica – Jeep Compass Blackhawk flex
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Fonte: Read More 

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