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Teste: Geely EX2 Max vale a aposta para ser o seu 1º carro elétrico?

13/05/2026
Teste: Geely EX2 Max vale a aposta para ser o seu 1º carro elétrico?


Rodar com um carro elétrico alguns anos atrás parecia algo desafiador, principalmente quando se falava em viagens. Mas, em 2026, esse tipo de tecnologia já se popularizou no país e a rede de recarga, pelo menos nas grandes cidades, também cresceu. É inegável que a BYD foi uma das grandes responsáveis pela popularização dos modelos elétricos por aqui, com a dupla Dolphin e Dolphin Mini, mas outras marcas também avançaram, como é o caso do Geely EX2.
O Geely EX2 chegou ao mercado brasileiro no final de 2025, aproveitando o caminho aberto no segmento justamente por Dolphin e Dolphin Mini, seus dois principais rivais. Em poucos meses o modelo se popularizou, impulsionado pela participação no BBB 2026 e pelos seus atributos.
O sucesso desde o lançamento foi grande e a demanda ficou acima do esperado pela marca, criando até fila de espera e incentivando a Geely a mudar seus planos e decidir produzir o modelo no Brasil. Atualmente ele é vendido na versão Max, topo de linha que foi avaliada, por R$ 136.800, e também na configuração de entrada, Pro, por R$ 123.800.
Autoesporte passou 15 dias com o modelo elétrico para entender mais sobre o uso diário do EX2. Começo falando de um ponto positivo e importante, o espaço interno do hatch elétrico, que é bom graças aos 2,65 metros de entre-eixos. Essa medida é igual à de alguns SUVs o mercado como Volkswagen T-Cross, GAC GS3 e a nova geração do Honda WR-V. As demais dimensões são: 4,13 m de comprimento, 1,80 m de altura e 1,58 m.
Outro ponto que me agradou bastante foi o porta-malas. São 375 litros de capacidade, espaço que permite acomodar malas médias e até grandes sem sofrimento para viajar, ou até uma compra grande de supermercado. Mais uma vez, vou comparar a litragem com alguns SUVs compactos a combustã: o Volkswagen T-Cross tem os mesmos 375 l e o Jeep Renegade, 320 l.
Porta-malas do Geely EX2 Max 2026 perde um pouco de espaço nas laterais, por conta das caixas de roda, mas ainda entrega boa capacidade
Renato Durães/Autoesporte
A maior vantagem do EX2, porém, é que o espaço para acomodar bagagens não acaba no porta-malas. A Geely incluiu no projeto um compartimento extra na dianteira, que oferece mais 70 litros. É um espaço ideal para guardar compras menores ou mochilas pequenas, e só é possível graças ao motor elétrico montado sobre o eixo traseiro, o que amplia muito o espaço sob o capô.
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Espaço para bagagem na dianteira ampliada a capacidade de armazenamento do Geely EX2 Max 2026
Renato Durães/Autoesporte
Falando no motor elétrico traseiro, o do Geely EX2 rende 116 cv de potência e 15,4 kgfm de torque, com transmissão direta de torque para o diferencial traseiro. Esse conjunto é muito mais potente que o o do BYD Dolphin Mini, de 75 cv e 13,7 kgfm, e também fica acima dos 95 cv do Dolphin de entrada, embora este tenha um torque maior, de 18,3 kgfm.
Dirigindo o Geely EX2 na cidade, o elétrico entregou arrancadas rápidas em faróis e agilidade para ultrapassagens, cenário que melhora caso você use o modo de condução Sport. O modelo ainda oferece os modos Comfort e Eco, sendo o primeiro o mais indicado para uso no dia a dia, já que o segundo torna as respostas bem mais lentas.
Geely EX2 Max 2026 tem rodas de liga leve de 16 polegadas
Renato Durães/Autoesporte
No Brasil a Geely é parceria da Renault e o EX2 passou por uma tropicalização antes de começar a ser vendido. Isso resultou em um ajuste de suspensão exclusivo para o mercado brasileiro, com sistema McPherson na dianteira e uma surpreendente arquitetura multilink na traseira, algo pouco usual para um veículo de menos de R$ 140 mil.
O conjunto vai bem na hora de passar por buracos, valetas e lombadas, sem afetar o conforto dos ocupantes, mas poderia ser um pouco mais firme. Os 16 cm de vão livre em relação ao solo são honestos para um hatch e ajudam a não raspar a parte inferior da carroceria no dia a dia.
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Nos testes de consumo de Autoesporte, sempre com ar ligado, o Geely EX2 marcou 10,8 km/kWh de consumo na cidade e 6,8 km/kWh na estrada. Levando em consideração a bateria de 39,4 kWh, projetamos uma autonomia urbana total de 425 km e uma autonomia rodoviária de 267 km. No Inmetro, o elétrico está homologado com 289 km, mas a Geely fala em até 410 km.
Aproveitei os dias com o Geely EX2 para ir até Sorocaba (SP) e constatar a autonomia na prática. Saí de casa com a bateria praticamente cheia e o painel indicando 401 km de alcance. No trajeto de 91 km até o interior de São Paulo, com ar desligado e velocidade média de 100 km/h, cheguei no meu destino com 305 km de autonomia, mostrando que a autonomia projetada no quadro de instrumentos é muito fidedigna.
Geely EX2 Max 2026 tem entradas de ar posicionadas na parte inferior do para-choque
Renato Durães/Autoesporte
Na hora de voltar para casa, o cenário mudou completamente. A temperatura passava dos 30º e eu precisei usar o ar-condicionado em todo o trajeto de volta. A velocidade média também subiu, para 120 km/h. Nessas condições, o consumo da bateria foi bem maior: caiu de 305 km projetados no painel para 155 km após outros 91 km rodados. Em rodovia, cheguei à conclusão de que o ideal é rodar sem pressa e, se possível, sem o ar.
A direção elétrica se mostrou direta e firme na medida certa a velocidades mais altas, e a suspensão cumpriu seu papel ao passar por junções de pista ou fazer curvas mais velozes. O nível de estabilidade e o isolamento acústico também me agradaram para um carro nesta faixa de preço. Por ser um hach compacto, o EX2 também facilita a vida na hora de estacionar, missão que fica ainda mais fácil com o sistema de câmeras em 540°, de ótima resolução.
Geely EX2 Max 2026 é bem mais potente que seu principal concorrente, o BYD Dolphin Mini
Renato Durães/Autoesporte
Na estrada, o hatch elétrico também se mostrou ágil e com boas respostas na hora das ultrapassagens e saídas de pedágio, ainda que sua velocidade máxima seja de 140 km/h. Em nossos testes, realizados no Rota 127 Campo de Provas, o modelo levou 9,7 s para atingir de 0 a 100 km/h, número bem melhor que os 11,6 s do BYD Dolphin GS, seu principal concorrente. Relembre o comparativo que já fizemos entre os dois:
Comparativo: Geely EX2 Max é mais barato, mas supera o BYD Dolphin GS?
Os números de retomada do hatch da Geely também são satisfatório, com destaque para os 3,7 s para ir de 40 km/h até 80 km/h, o que demonstra as vantagens do torque elétrico instantâneo e permite um ótimo desempenho em reacelerações na cidade.
Nas frenagens, ainda que o Geely EX2 tenha um pedal sensível e com curso mais longo no primeiro estágio, apresentou números ok nos testes de frenagem: 26,1 m na prova de 80 km/h a 0 e 14,9 m para frear de 60 km/h até a imobilidade. Já na frenagem de 100 a 0 km/h, os freios sentiram mais a fadiga e apresentaram 40,9 m, mais do que os 40,4 m do EX5 EM-i, um híbrido quase 550 kg mais pesado.
Geely EX2 Max 2026 tem antena do tipo tubarão
Renato Durães/Autoesporte
A recarga lenta do Geely EX2, em carregadores de corrente alternada (AC), ocorre a até 6,6 kW. Já a do tipo rápido, em corrente contínua (DC), pode chegar a 70 kW. Isso significa que é possível recuperar a bateria entre 30% e 80% em 21 minutos.
Considerando o preço médio de R$ 2 por kWh em eletropostos privados, e custo médio de R$ 0,80 por kWh para uso doméstico de energia elétrica no estado de São Paulo, o custo médio para recarregar o Geely EX2 em carregadores públicos é de R$ 78,80, caindo para apenas R$ 31,52 caso o proprietário instale um wallbox em casa. É muito menos do que se gastaria com qualquer carro a combustão.
Geely EX2 Max 2026 tem interior ergonômico, mas sem botões físicos no painel
Renato Durães/Autoesporte
E por dentro? Logo de cara, o Geely EX2 Max mostra conservar um dos grandes trunfos de todo carro chinês, que é o bom acabamento. Sim, o compacto elétrico traz elementos de plástico duro no painel central e forrações das portas, mais do que se vê em modelos da BYD, mas também traz materiais sensíveis ao toque e tem uma boa montagem das peças.
E, claro, há as excentricidades chinesas, como um desenho luminoso no painel que simula uma cidade iluminada à noite e funciona como luz ambiente interna. É até legal, mas um pouco cansativo.
Quadro de instrumentos do Geely EX2 Max 2026 é digital, mas não é configurável
Renato Durães/Autoesporte
Outro ponto positivo é o sistema de partida sem precisar de botão. Basta entrar no carro com a chave presencial, pisar no freio e mudar a alavanca de câmbio do P para ou D ou o R, e depois sair com o carro. Ao parar, basta posicionar a alavanca no P, desembarcar e se afastar com a chave, que ele desliga e tranca as portas automaticamente.
A central multimídia de 14,6 polegadas fica bem posicionada, de modo destacado no painel, com ótima resolução de tela e sistema operacional fácil de usar. Desde março de 2026, a Geely corrigiu uma das maiores falhas do EX2 e passou a oferecer projeção para smartphones via Android Auto ou Apple CarPlay.
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Porém, nem tudo foi resolvido e preciso dizer que o espelhamento só funciona por cabo e apenas na entrada USB-A, uma vez que a entrada USB-C, compatível com a grande maioria dos celulares mais modernos e também presente no console, só funciona como carregador. Para mim, é o vacilo mais imperdoável do modelo.
O quadro de instrumentos digital é de 8,1 polegadas e também fica bem posicionado, mas as informações que aparecem na tela não são configuráveis, o que tira o sentido de ter um cluster digital. O volante até traz alguns comandos multifuncionais, mas pelo menos eu não consegui fazer nenhum ajuste no painel a partir deles. Outro pênalti.
Bancos do Geely EX2 Max 2026 têm revestimento que simula couro
Renato Durães/Autoesporte
Na versão topo de linha, que avaliamos, o Geely EX2 tem bancos revestidos de couro sintético e o do motorista tem regulagem elétrica. Esse item, junto com a regulagem de altura do volante, permite encontrar uma boa posição para dirigir, tanto para pessoas mais altas quanto para as mais baixas.
Além dos itens de série citados no texto, o Geely EX2 Max tem sistema de som com seis alto-falantes, carregador de celular por indução, aplicativo para monitoramento e acionamento remoto do veículo, farol alto com controle inteligente, alerta de mudança de faixa, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência e luz ambiente interna com 256 cores.
Espaço traseiro do Geely EX2 Max 2026 é bom para até dois ocupantes
Renato Durães/Autoesporte
Vale lembrar que quem compra um carro elétrico tem direito a alguns benefícios que vão além da redução nos gastos com combustível. Em shoppings e mercados é possível encontrar vagas exclusivas para recarga; na cidade de São Paulo, esse tipo de veículo é isento do rodízio municipal e, em muitos outros estados e municípios, recebe desconto de IPVA.
Depois de tudo que contei para vocês até agora, acredito que a receita usada pela Geely no EX2 atende bem quem deseja comprar o seu primeiro carro elétrico, ainda que escorregue em conectividade, ponto em que os chineses costumam ir bem.
Comparativo: BYD Dolphin Mini ou Geely EX2, qual é melhor por R$ 120 mil?
A autonomia é ótima para uso urbano e decente em ambiente rodoviário, permitindo fazer viagens curtas e médias sem recarregar. A lista de equipamentos é interessante e o preço, competitivo. Além disso, o Geely EX2 Max tem um visual harmonioso e bem acertado, sem exageros. Na opinião deste repórter, ele é mais bonito que o dos rivais.
Pontos positivos: pacote de equipamentos recheado, espaço interno, porta-malas e compartimento para bagagens na dianteira.
Pontos negativos: espelhamento para smartphones apenas via cabo USB, quadro de instrumentos sem opção de configurar as informações e pedal do freio sensível e de curso longo.
Teste – Geely EX2 Max 2026
Geely EX2 Max – Ficha técnica
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