Seguro do carro está mais barato para mulheres e encarece para homens em 2026


Os custos para colocar o carro no seguro no Brasil são altos e um luxo que a maior parte da população não pode contar. Autoesporte já noticiou que 71% da frota brasileira não tem proteção. No primeiro semestre de 2026, nesse sentido, podemos dizer que a situação dos motoristas melhorou para as mulheres, mas piorou para os homens.
Isso porque um estudo feito pela Creditas Seguros mostra que o preço médio do seguro para mulheres diminuiu, passando de R$ 2.908 em janeiro para R$ 2.219 em junho, uma baixa de 23,7%. Já no lado masculino o preço médio passou de R$ 2.390 no primeiro mês do ano para R$ 2.542, aumento de 6,4%.
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O estudo considera as cotações nas onze capitais brasileiras de maior representatividade no mercado automotivo (segundo ranking da Fenabrave) e analisa os dez modelos de veículos mais vendidos em cada período. A variação no preço do seguro mostra uma inversão dos últimos dados coletados pela empresa, entre janeiro e fevereiro, que apontavam um aumento de 14% dos preços para o sexo masculino e de 16% para o feminino.
Vale destacar que a tendência foi um padrão registrado por todo o país. Isso porque, segundo a Créditas Seguros, para os homens o preço subiu em quase todas as capitais, com destaque para Vitória, Brasília e Goiânia, com um aumento de 31%, 17% e 14%, respectivamente. Já para mulheres as maiores quedas aconteceram em Porto Alegre (29%), Salvador e São Paulo, ambas com 26%.
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Queda dos preços em junho
Diferente dos primeiros cinco meses do ano, junho apresentou boas notícias para os dois gêneros. Para homens, a redução média foi de 8,3%, passando de R$ 2.772 em maio para R$ 2.542 em junho. Para mulheres, o recuo foi ainda maior, de 17,6%, com o preço caindo de R$ 2.692 em maio para R$ 2.219 em junho.
Qual carro tem o seguro mais caro? E o mais barato?
BYD Dolphin Mini GS registrou preço médio de seguro de R$ 3.269 para o gênero masculino, e R$ 2.967 para o feminino
Renato Durães/Autoesporte
Já entre os modelos analisados, os eletrificados registram um padrão de aumento neste último mês. Além do BYD Song Plus, que tem o maior valor médio de apólice nacional para ambos os perfis (R$ 4.210 para homens e R$ 4.018 para mulheres), o BYD Dolphin Mini EV 5 também ficou com a apólice mais cara em relação a maio.
O Dolphin Mini GS, que entrou no ranking dos mais vendidos pela primeira vez em junho, também foi outro elétrico a registrar aumento no preço da proteção.
Segundo Marcelo Baseoti, gerente da Creditas Seguros, a diferença se explica pelo custo de peças de reposição: “As seguradoras ainda precificam esses modelos com um prêmio de risco mais elevado, em razão do custo de peças e reposição, que é maior nesses veículos eletrificados”, comentou.
Em contraste, o Chevrolet Onix 1.0 registrou o menor preço médio (R$ 1.680 para homens e R$ 1.483 para mulheres).
Outros modelos que ficaram com o seguro bem mais baratos são Fiat Argo 1.0, com redução de 17,3% no perfil masculino (R$ 2.072) e 29,5% no feminino (R$ 1.633), e o Hyundai Creta Action, com redução de 31,5% nos dois perfis (R$ 1.906 para homens e R$ 1.652 para mulheres).
Vale lembrar que o preço do seguro varia de acordo com uma série de fatores, como endereço, local onde o veículo pernoita, idade, além do histórico de sinistros.
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