Novos Jeep nacionais terão motor híbrido da Leapmotor que roda como elétrico


Depois de anunciar a montagem de veículos da Leapmotor na fábrica de Goiana (PE), a Stellantis revela que as motorizações híbridas em série (REEV) da marca chinesa, também conhecidas como de autonomia estendida, serão compartilhadas com outras fabricantes do grupo no Brasil. Durante conversa com jornalistas na última semana, o presidente do grupo para a América do Sul, Herlander Zola, confirmou que o sistema híbrido REEV da Leapmotor será combinado com motores flex nacionais da Stellantis e usado em carros de outras marcas da conglomerado.
Hoje, o conjunto REEV é aplicado nos SUVs B10 e C10 em associação com um propulsor 1.5 a gasolina da própria Leapmotor. Agora, a ideia é usar motores flex nacionais da Stellantis, como os 1.0 e 1.3 aspirado ou turbo da família GSE, e ampliar o alcance para diversos veículos (incluindo inéditos). Segundo Zola, o sistema da Leapmotor tem ampla aceitação pelo consumidor brasileiro e alta capacidade de adaptação para ser combinado a outros motores.
O executivo não especificou quais motores serão empregados no sistema, mas atualmente a Stellantis produz em Betim (MG) os conhecidos Firefly (aspirados) e GSE (turbo) 1.0 ou 1.3, de três e quatro cilindros, além do recente 2.0 Hurricane flex. Sobre os modelos contemplados, o executivo não entrou em detalhes, mas Autoesporte aposta principalmente nas novas gerações dos Jeep Renegade, Compass e Commander, já confirmadas para o Brasil.
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Carros da Fiat, como a Toro de próxima geração, também podem adotar motorização REEV
Divulgação
Corre por fora ainda a aplicação em veículos da Fiat, como a nova geração da Toro, e até da Peugeot, que passará a adotar status de marca premium no Brasil.
Como funciona um conjunto híbrido REEV
Leapmotor C10 é o primeiro carro REEV à venda no Brasil
Autoesporte/Renato Durães
A tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle) vem ganhando cada vez mais espaço entre marcas chinesas e foi inaugurada no Brasil pela própria Leapmotor com o SUV C10, ainda em 2025.
O sistema é tecnicamente considerado híbrido em série, mas faz o carro funcionar dentro de uma espécie de “truque elétrico”. Isso porque o motor a combustão funciona exclusivamente como gerador para carregar a bateria. Esta, por sua vez, traciona as rodas e move o carro.
Leapmotor B10 também tem versão REEV que logo mais será lançada no Brasil
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Dessa forma, a tração é 100% elétrica, sem que as rodas se movam com interferência direta da unidade a combustão. Já em híbridos plenos (HEV) ou plug-in (PHEV), o motor a combustão do conjunto também pode tracionar as rodas, variando de acordo com a velocidade e a demanda.
Leapmotor C10 REEV usa motor a combustão apenas como gerador de energia para a bateria
Autoesporte/Renato Durães
A vantagem do REEV é que, em viagens longas, quando a bateria acaba, o motor a combustão liga automaticamente apenas para gerar eletricidade e manter o carro rodando, eliminando a chamada “ansiedade de autonomia”. Na prática, o motorista passa a não depender exclusivamente da infraestrutura de recarga, como em um elétrico tradicional.
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Outro diferencial está no baixo consumo de combustível, já que o motor a combustão (atuante apenas para carregar a bateria) trabalha sempre na sua rotação mais eficiente, funcionando como um gerador estacionário e sem a necessidade de tracionar as rodas.
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