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Lotus: marca da 1ª vitória de Senna na F1 chega ao Brasil; conheça carros

31/05/2026
Lotus: marca da 1ª vitória de Senna na F1 chega ao Brasil; conheça carros


A Lotus, marca muito conhecida dos brasileiros por conta de sua trajetória na Fórmula 1, está oficialmente chegando ao Brasil, confirmando informação trazida por Autoesporte em abril deste ano. A marca foi apresentada oficialmente no fim da semana passada pela LTS, sua representante oficial no país. A empresa é uma divisão do grupo Bamaq, que já atua com concessionárias de outras marcas de luxo, como Mercedes-Benz e Porsche, e vai se dedicar exclusivamente a esta operação.
Com 78 anos de história, a Lotus é uma fabricante de origem britânica fundada pelo engenheiro Colin Chapman. Surgiu como uma equipe garagista da chamada era de ouro da F1, no final dos anos 1950. Conhecido por sua criatividade, Chapman fez a Lotus ser responsável por algumas das principais inovações da categoria, como os carros com chassi monocoque, aerofólios, radiadores posicionados nas laterais para uma dianteira mais baixa e aerodinâmica e suspensão ativa.
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Também foi a Lotus a primeira escuderia na história da Fórmula 1 a ter um carro pintado com adesivos de patrocinadores. E se o nome ainda lhe soa estranho, saiba que foi pelo time inglês que o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi conquistou o primeiro título dele e o primeiro do Brasil na categoria, em 1972.
Emerson Fittipaldi a bordo do Lotus 72D, que lhe deu o primeiro título mundial, em 1972
Acervo/Autoesporte
Foi pela mesma esquadra que o tricampeão Ayrton Senna obteve as seis primeiras de suas 41 vitórias no campeonato, entre 1985 e 1987. A primeira delas ocorreu em um épico dilúvio durante o Grande Prêmio de Portugal de 1985. As duas últimas, nos GPs de Mônaco e dos Estados Unidos de 1987, foram também os dois primeiros triunfos de um carro com suspensão ativa na história do certame.
Lotus de Ayrton Senna na Fórmula 1, à frente da McLaren de Alain Prost
Reprodução/RM Sotheby’s
Diante de todo esse legado nas pistas, a Lotus também se especializou em produzir superesportivos e carros de luxo para as ruas. Durante muito tempo, a marca chegou a se dividir em duas, o que gerou até uma briga envolvendo familiares de Chapman, falecido em 1982. Nos últimos anos, a gigante chinesa Geely comprou as duas empresas e reunificou a operação. Ou seja, hoje a Lotus é uma marca britânica, mas com um braço chinês e ligações indiretas com Volvo e Zeekr.
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A operação da Lotus no Brasil
No Brasil, a primeira concessionária da Lotus, em São Paulo (SP), será aberta até o mês de julho. Outra será criada no espaço Fazenda Boa Vista, um condomínio fechado de alto luxo em Porto Feliz, no interior do estado. A LTS também pretende abrir revendas em cidades como Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e Goiânia (GO) até o fim de 2027.
Lotus Emira será um dos lançamentos da marca no Brasil
Leonardo Felix/Autoesporte
Inicialmente, o portfólio da Lotus no Brasil terá quatro produtos, mas a ideia da importadora oficial é oferecer “todos os modelos existentes na gama global da marca”, conforme declarou o CEO no país, Clemente Faria Jr., durante o evento de apresentação. Isso porque a LTS estima que 70% das vendas serão feitas por encomenda, com alto índice de personalização.
Os clientes Lotus no Brasil, aliás, terão acesso a três níveis de customização dos carros. No primeiro, poderão escolher itens como pintura externa, rodas e detalhes de acabamento interno. No segundo, a marca deve disponibilizar séries limitadas exclusivas para consumidores brasileiros.
Por fim, quem quiser um carro único poderá viajar à sede da marca com representantes da divisão brasileira da marca no Reino Unido para liderar a produção de um carro personalizado de forma exclusiva. Tudo depende de quanto o comprador está disposto a pagar e se engajar no projeto.
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Os carros que a Lotus vai vender no Brasil
Considerando a linha atual da Lotus e o posicionamento da marca em outros mercados, a concorrente mais clara é a Porsche, mas também há modelos que concorrem com superesportivos de Lamborghini e Ferrari. Atualmente, há quatro modelos. O que pode não agradar aos puristas que lembram da Lotus dos tempos de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna é que três deles são elétricos.
O cronograma prevê a chegada do SUV grande Eletre, uma espécie de rival do Lamborghini Urus, em agosto, junto do sedã-cupê Emeya, que utiliza a mesma plataforma e motorização. Entre setembro e outubro, vêm as duas configurações do cupê esportivo Emira, uma manual e outra automática. Em novembro, será apresentado o Eletre X, variante híbrida plug-in (PHEV), cujas vendas só serão iniciadas de fato em 2027.
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Em paralelo, a Lotus do Brasil terá direito a vender duas das 130 unidades produzidas do Evija, superesportivo elétrico de mais de 2.000 cv que será o carro mais potente e caro já comercializado no Brasil.
Lotus Eletre
Lotus Eletre 600 deve ser o modelo mais vendido da marca
Leonardo Felix/Autoesporte
Primeiro lançamento da Lotus no Brasil, o Eletre também deve ser o modelo mais vendido da marca em nosso mercado, além de ser o primeiro SUV da Lotus. Inicialmente, chega com motorização elétrica formada por dois motores, um sobre cada eixo, em duas calibrações. O Eletre 600 tem 612 cv de potência e 72,4 kgfm de torque, indo de 0 a 100 km/h em 4,5 s.
Já o Eletre 900 tem 918 cv e 100,4 kgfm, com direito a um câmbio de duas marchas, algo raro para um carro elétrico. Aqui, o 0 a 100 km/h ocorre cerca de 3 s. Em ambas as versões, as baterias de 112 kWh, formadas por íons de lítio (NMC), projetam uma autonomia combinada de 410 km no ciclo europeu WLTP. A arquitetura elétrica de 800 Volts possibilita recargas a até 350 kW de potência (DC), projetando uma recuperação entre 10% e 80% da energia em 20 minutos.
Em dimensões, o Lotus Eletre mede 5,10 m de comprimento, 3,02 m de entre-eixos e 2,02 m de largura. No fim do ano, a LTS vai lançar no Brasil o Eletre X, vairante híbrida plug-in que alia um motor 2.0 turbo a gasolina dianteiro a outro motor elétrico traseiro, formando 952 cv de potência e 100,4 kgfm de torque combinados, com tração integral e 0 a 100 km/h em 3,3 s.
A bateria tem robustos 70 kWh de capacidade, formando uma autonomia elétrica de 350 km (WLTP). A recarga rápida (DC) é de até 150 kW, permitindo recuperar entre 20% e 80% da carga em apenas 9 minutos.
Lotus Emeya
Lotus Emeya tem até 918 cv de potência
Divulgação
Compartilhando a mesma plataforma e conjuntos mecânicos do Eletre, o Lotus Emeya uma carroceria estilo sedã-coupê, está o Emeya. Pela aerodinâmica mais favorável, a versão de 918 cv, única a ser oferecida no Brasil, vai de 0 a 100 km/h em 2,8 s. É um rival direto para o Porsche Taycan Turbo GT, o carro mais rápido já testado por Autoesporte. A bateria tem 102 kWh de capacidade e a autonomia chega a 610 km.
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Lotus Emira
Lotus Emira manual tem motor V6 de origem Toyota
Leonardo Felix/Autoesporte
Já o Emira, um cupê esportivo de dois lugares e duas portas, virá equipado apenas com motores a combustão com montagem central-traseira em variantes manual ou automática, em um portfólio curioso. A versão manual traz um motor V6 3.5 com compressor mecânico (supercharger) de origem Toyota, aliado a um câmbio de seis marchas. Gera 405 cv de potência e 42,8 kgfm de torque, rendendo um 0 a 100 km/h em 4,3 segundos.
Já o automático tem um 2.0 turbo desenvolvido pela AMG, divisão esportiva da Mercedes-Benz, que é o motor de quatro cilindros mais potente do mundo. Aqui, são 420 cv, geranciados por um câmbio automatizado de dupla embreagem com oito marchas. Chega aos 291 km/h e faz de 0 a 100 km/h em apenas 4 segundos. Sua missão será rivalizar com o Porsche 718 Cayman.
Lotus Evija
Lotus Evija é um dos carros mais caros do Brasil
Leonardo Felix/Autoesporte
Fechando nossa lista, um modelo que dificilmente terá apenas duas unidades destinadas ao Brasil. É o Evija, um supercarro elétrico com produção limitada a 130 unidades em todo o mundo. Será o carro mais potente e também mais caro já comercializado oficialmente em nosso país. Afinal, tem quatro motores elétricos, um sobre cada roda, formando absurdos 2.031 cv de potência combinada. Vai de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos e de 0 a 300 km/h em apenas 9 s.
Construído com chassi de fibra de carbono, como os carros de F1, também gera 1.680 kg de pressão aerodinâmica ao atingir 350 km/h. Toda a sua cabine interna lembra carros de corrida, com volante de aro achatado nas duas extremidades e com empunhadura de alcântara, além de bancos esportivos para cinto de cinto pontos e aerofólio traseiro escamoteável. O preço? R$ 30 milhões.
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