Leapmotor A10 é registrado no Brasil e pode ser rival elétrico do T-Cross


Durante visita a uma fábrica da Leapmotor em Hangzhou (China), executivos da marca admitiram estudos e apontaram para a possibilidade de lançar o A10 no mercado brasileiro. Seria uma forma de ter um produto mais popular do que B10 e C10 no portfólio da marca, atuando em uma faixa entre R$ 160 mil e R$ 180 mil.
O Leapmotor A10, SUV compacto elétrico com tração traseira e porte similar ao de um Volkswagen T-Cross, surgiu nesta terça-feira (22) em uma patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O registro vem bem a calhar, pois o modelo está em estudo para ser lançado no Brasil.
Patente do Leapmotor A10 no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi)
Reprodução/Inpi
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Todas as fontes consultadas ressaltam que não há ainda um martelo batido a respeito do lançamento efetivo, o que significa que dificilmente ocorreria antes de 2027. Mas todas também concordam que é um produto que faz muito sentido para aumentar o volume de vendas da Leapmotor, especialmente dentro da estratégia da marca de aumentar de 26 para 70 o número de concessionárias no país até o final deste ano.
Curiosamente, a aparição do A10 no Inpi ocorreu na mesma data em que Autoesporte conheceu o SUV compacto elétrico na China. Mas há um entrave para sua eventual chegada ao mercado brasileiro: o nome. A sigla A10 usada na China não pode ser replicada em nenhum país ocidental, pois este nome já é registrado pela Audi. Caso a Leapmotor o fizesse, incorreria no mesmo erro da E-Motors com os elétricos EV2 e EV3 em relação à Kia. Não será o caso.
Leapmotor A10 está em estudos e pode vir ao Brasil
Reprodução
Na Europa, esse mesmo modelo já foi lançado e, por lá, devido ao mesmo motivo, se chama B03x. Ainda não se sabe se a Stellantis vai topar manter essa mesma nomenclatura para o Brasil, caso decida mesmo por sua chegada, ou se apostará em algo mais simples.
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Como é o Leapmotor A10?
Leapmotor A10 tem 4,27 metros de comprimento
Divulgação
Construído sobre uma plataforma chamada Leap 3.5, a mesma do B10, voltada a modelos compactos, o Leapmotor A10 ou B03x tem porte muito similar ao de um Volkswagen T-Cross ou Hyundai Creta. Em dimensões, são 4,27 metros de comprimento, 2,61 m de entre-eixos, 1,81 m de largura e 1,64 m de altura.
Oferecido por enquanto em versão apenas elétrica, o SUV dispõe de um motor elétrico traseiro com uma curiosa especificação de 204 cv de potência e 20,4 kgfm de torque. Curiosa pois estamos falando da potência de um propulsor 2.0 TSI e o torque de um 1.0 TSI da Volkswagen. A tração também é traseira, mas o inversor, curiosamente, fica na parte da frente do veículo.
Segundo a marca, é possível recarregar o A10 entre 30% e 80% em apenas 16 minutos
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Isso ajuda a ampliar o espaço do porta-malas, mas limita o trabalho de aplicar um frunk no modelo, algo que o Geely EX2, outro elétrico de tração traseira, possui. No lugar, sob o capô ficam expostos diversos elementos de refrigeração do sistema elétrico, o próprio inversor e os fios de alta tensão sob as capas alaranjadas.
A sacada é que o local tem espaço suficiente para aplicar um motor a combustão caso a Leapmotor deseje lançar uma configuração híbrida em série ou de autonomia estendida (REEV). Ainda não há previsão para que isso aconteça, mas pode ser a peça chave que falta para que a Stellantis lance de vez o produto no Brasil.
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Voltando a falar da versão elétrica, seu conjunto de baterias, de lítio-ferro-fosfato (LFP), tem 53,8 kWh de capacidade, o que rende uma autonomia de até 505 km no ciclo chinês CLTC. Já se sabe que, em uma eventual homologação no Inmetro, este número cairia para menos de 400 km.
Leapmotor A10 tem pacote Adas nível 2
Divulgação
Segundo a marca, é possível recarregar o A10 entre 30% e 80% em apenas 16 minutos, e também há um sistema de gerenciamento de temperatura da bateria a velocidades mais altas, a fim de controlar o consumo de energia e garantir uma maior eficiência.
O pacote Adas nível 2+ traz um sensor Lidar no teto do veículo, que permite trazer controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem autônoma emergencial e outros sistemas de segurança ativa. A central multimídia de 14,6 polegadas funciona em alta velocidade, graças ao uso de chips Qualcomm 8295 e 8650.
A central multimídia de 14,6 polegadas funciona em alta velocidade, graças ao uso de chips Qualcomm 8295 e 8650
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Há algumas economias de custo no projeto típicas de um SUV compacto e até piores, como a suspensão traseira por eixo de torção, a abertura do capô sem qualquer tipo de amortecimento e os quebra-sóis sem iluminação dedicada. Por outro lado, o nível de acabamento está muito acima de um T-Cross ou Creta, assim como a presença de alguns equipamentos específicos de tecnologia e segurança.
Assim como outros chineses, o A10 quase não tem botões físicos e concentra diversos comandos na tela de entretenimento. Pelo menos a Leapmotor facilitou um pouco a vida do usuário ao aplicar funções como ajuste dos retrovisores elétricos, abertura e fechamento da cortina do enorme teto panorâmico e até abertura do porta-malas em atalhos logo na página inicial do sistema. Já os comandos do ar-condicionado ficam em uma régua fixa na base. Também há comando de voz com auxílio de Inteligência Artificial (IA).
Faróis de LED com projetor, lanternas traseiras de LED, rodas de liga leve aro 18, freios a disco nas quatro rodas, bancos dianteiros elétricos e com aquecimento e ventilação, som com 12 alto-falantes, e um sistema que solta fragrância na cabine, igual ao Caoa Changan Uni-T, completam o pacote do Leapmotor A10.
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