China tem maior recall de sua história por causa das maçanetas dos carros


A busca por novidades em pacotes tecnológicos, desempenho e design são motores da disputa entre as diversas marcas do mercado automotivo mundial. Na China, contudo, a tentativa de trazer novos estilos de maçaneta causou o que está sendo considerado como maior recall da história do país, afetando cerca de 4,3 milhões de veículos
De acordo com o portal chinês, Car News China, o chamado é motivado pela dificuldade de socorristas, ou mesmo ocupantes, identificarem as maçanetas e abrirem os carros em momentos de acidentes.
DFM Vigo conta com puxador e maçaneta
Leonardo Felix/Autoesporte
Com ferramentas digitais e visualmente parecidas com o restante do veículo, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China publicou a norma “Requisitos Técnicos para Segurança de Maçanetas de Portas Automotivas”, que prevê que todas as portas tenham maçaneta externa com função de abertura mecânica. Já na parte interna devem ser facilmente identificáveis, claramente visíveis e posicionadas a no máximo 30 cm das bordas da porta. Outra solução sugerida é uma ferramenta para baixar os vidros automaticamente após uma colisão e, assim, facilitar fugas e resgates.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
As regras estabelecidas pelo governo chinês entrarão em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2027, para carros zero. Para os já existentes, o prazo para estarem enquadrados na nova norma é até 2029. Entre as marcas afetadas pelo recall, destaca-se a renomada Tesla, além das já conhecidas por aqui, Geely, Chery, Leapmotor, Zeekr e Xiaomi. Outras marcas que chegarão ao Brasil, como BAIC e DongFeng, também estão na lista.
Apesar de no momento as regras valerem apenas para o país asiático para carros novos a partir de 2027, a decisão pode tomar proporções mundiais e afetar principalmente o Brasil, um dos maiores importadores de carros chinês no mundo. Com a mudança no mercado local, países que importam veículos chineses receberão os modelos a partir do ano que vem com mudanças nas maçanetas.
Caoa Chery Tiggo 7 2027 vai mudar visual também nas versões a combustão
Jaecoo 7: saiba o que traz cada versão do SUV híbrido plug-in
Denza B3, SUV da marca de luxo da BYD, já tem data para chegar ao Brasil
Chineses chegando ao topo no Brasil
BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido do 1º semestre de 2026, com 35.680 emplacamentos
Renato Durães/Autoesporte
Atualmente, no mercado automotivo brasileiro, nenhum indicador estratégico é tão expressivo quanto o desempenho dos fabricantes chineses. No acumulado até julho, os veículos chineses somaram 284.878 unidades, considerando carros e comerciais leves. O crescimento em relação ao mesmo período de 2025 foi de impressionantes 146,67%.
Outro ponto que chama a atenção é na venda de elétricos. Em julho, o segmento somou 25.764 unidades emplacadas em todo o território nacional e trouxe, pela primeira vez na história, três diferentes modelos elétricos, todos chineses, entre os 10 mais vendidos no ranking geral.
O feito foi alcançado pela BYD, que marcou duas presenças na lista com os modelos Dolphin Mini e Dolphin, que venderam 7.265 e 6.492 unidades, respectivamente, ficando em 6º e 8º no ranking geral e pela Geely, que celebrou o desempenho do EX2, que vendeu 5.898 unidades e foi o 9º colocado do mês. Vale lembrar que até 2028 ao menos 8 novas marcas chinesas irão estrear no Brasil.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Fonte: Read More



