BYD Shark troca motor, fica mais potente, resolve um problema e piora outro


A BYD está promovendo atualizações no catálogo de versões da Shark no mercado internacional. Na Austrália, onde a picape média foi lançada há poucos meses, a marca atende importante reivindicação do público e passa a oferecer no portfólio a variante topo de linha Performance. Como o próprio nome sugere, a nova configuração se diferencia das demais por entregar dose extra de potência, além de contar com detalhes adicionais no acabamento interno.
Na Shark Performance, o conjunto híbrido plug-in DMO é formado por um motor 2.0 turbo a gasolina de 245 cv combinado com duas máquinas elétricas, entregando no total 475 cv de potência e 71,3 kgfm de torque. Já nas demais versões da gama (incluindo as vendidas no Brasil), o conjunto PHEV é formado por um 1.5 turbo a gasolina com 183 cv de potência e as mesmas unidades elétricas, produzindo ao todo 437 cv e 65 kgfm de força.
BYD Shark Performance tem capacidade de reboque de 3.500 kg
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Graças aos números adicionais de potência e torque, a Shark Performance amplia consideravelmente sua capacidade de reboque e resolve um dos pontos mais criticados da picape atual. Dados de fábrica indicam aptidão para rebocar até 3.500 kg (padrão da categoria), contra 2.500 kg das demais versões com motor 1.5. A aceleração de 0 a 100 km/h também melhorou, sendo feita agora em 5,5 segundos (contra 5,7 s das demais variantes).
BYD Shark Performance em conjunto PHEV com 475 cv de potência e 71,3 kgfm de torque
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Por outro lado, a Shark Performance piora no quesito capacidade de carga (ponto que já era alvo de críticas nas demais versões). Mesmo mais potente, a picape leva agora apenas 752 kg, contra 825 kg das variantes 1.5 na homologação australiana. Segundo a marca, a redução foi necessária por conta do peso adicional do conjunto motriz. O peso em ordem de marcha saiu de 2.675 kg para 2.738 kg.
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No Brasil, a Shark carrega 790 kg e fica bem aquém do padrão das rivais — todas com capacidade de carga superior a 1.000 kg. Para efeito de comparação, a Fiat Strada carrega 720 kg nas versões cabine simples equipadas com motor 1.3 aspirado.
BYD Shark Performance tem multimídia de 15,6 polegadas e novo volante
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Já do ponto de vista técnico, nada muda. A Shark, tanto na versão Performance quanto nas demais, continua construída com estrutura monobloco e equipada com suspensões independentes de braços sobrepostos com molas helicoidais, tanto na dianteira quanto na traseira.
BYD Shark Performance troca manopla no console por comando do câmbio na coluna de direção
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Novidades no interior
Por dentro, a Shark Performance se diferencia das demais pela ausência da alavanca de câmbio no console central. Ao contrário das outras versões, que ostentam a tradicional manopla, a variante com motor 2.0 concentra todos os comandos do câmbio na coluna de direção. A central multimídia de 15,6 polegadas é maior que a oferecida no Brasil, de 12,8 polegadas.
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