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GWM Haval H6 ou Omoda 7? Conheça as versões mais caras dos SUVs híbridos

18/09/2026
GWM Haval H6 ou Omoda 7? Conheça as versões mais caras dos SUVs híbridos


O SUV médio híbrido plug-in deixou de ser artigo de nicho no Brasil, e dois dos nomes mais fortes dessa faixa vêm da China por caminhos bem diferentes. O GWM Haval H6 é produzido em Iracemápolis (SP) e, desde a linha 2027, tornou-se o primeiro híbrido plug-in flex fabricado no país. Nas versões de carroceria convencional, a PHEV35 é a mais cara da gama. Já o recém-lançado Omoda 7 chega importado da China, movido só a gasolina, com a segunda geração do sistema SHS. A Prestige é a mais completa das duas versões e o carro mais caro da Omoda & Jaecoo à venda por aqui.
A ideia do estreante é abocanhar parte da fatia que hoje pertence ao Haval H6 e que, de tão grande, fez desse o décimo carro mais vendido do país em agosto, no ranking geral. Ambos trazem faixa mais ampla de preço ao longo do catálogo, e selecionamos as mais cara de cada um para compará-las. São modelos que duelam diretamente na faixa logo abaixo dos R$ 300 mil.
GWM Haval H6 é montado em Iracemápolis (SP), na fábrica comprada da Mercedes-Benz e inaugurada em agosto de 2025
Divulgação
A seguir, você confere como cada um se sai em preços, motorização, desempenho, consumo, dimensões, equipamentos e garantia. Os valores foram apurados em setembro de 2026 e podem variar conforme a região, as campanhas e a negociação na rede.
Preço
Omoda 7 Prestige custa R$ 10.010 menos que o Haval H6 PHEV35 — diferença pequena para a faixa dos R$ 280 mil
Renato Durães/Autoesporte
A diferença entre as versões topo de linha é pequena: o Omoda 7 Prestige sai por R$ 279.990 e o GWM Haval H6 PHEV35, por R$ 290.000. São R$ 10.010 a favor do importado.
Isso considerando que, na linha Haval H6, ainda existe a variante GT, de R$ 326.000, única com com preparo esportivo e carroceria de SUV cupê. Como a proposta muda de formato, ela fica fora deste confronto.
Quem quiser gastar menos, por outro lado, encontra degraus abaixo nas duas marcas: o Omoda 7 Luxury custa R$ 254.990 e o Haval H6 PHEV19, R$ 250.000, com bateria menor, menos potência e tração dianteira. Também há opção do H6 híbrido pleno, com preço abaixo de R$ 200 mil.
A GWM vende o Haval H6 em loja oficial no Mercado Livre, nas concessionárias e no site da marca, e a compra pode ser iniciada com um sinal de R$ 9 mil pago via Pix, abatido do valor final do veículo.
Valores de compra
Motorização
O conjunto de 279 cv do Omoda 7 é o mesmo do Jaecoo 7, com um único motor elétrico no eixo dianteiro
Renato Durães/Autoesporte
O Omoda 7 Prestige usa um motor 1.5 turbo a gasolina de injeção direta, com 135 cv e 20,4 kgfm, associado a um motor elétrico dianteiro de 204 cv e 31,6 kgfm. Juntos, entregam 279 cv e 37,2 kgfm.
A bateria tem 18,4 kWh, a tração é dianteira e o câmbio é do tipo DHT, dedicado a híbridos, com uma marcha mecânica e múltiplas relações. A suspensão é independente nas quatro rodas, com multibraço atrás.
Motor 1.5 turbo flex do Haval H6 recebeu velas, filtros, bombas, bicos injetores e um sensor de etanol no tanque
GWM/Divulgação
O GWM Haval H6 PHEV35 parte de um propulsor 1.5 turbo flex de 150 cv e trabalha com dois motores elétricos: um no eixo dianteiro, de 177 cv, e outro no traseiro, de 184 cv e 23,7 kgfm. É daí que vem a tração integral, batizada de Hi4.
A potência combinada chega a 393 cv, com 65,5 kgfm, alimentados por uma bateria de 35 kWh. Na linha 2027, o câmbio DHT passou a ter quatro marchas (o mesmo do Wey 07) e a suspensão também é independente nas quatro rodas, com multibraço atrás.
A diferença de projeto, portanto, é grande: o SUV da GWM tem 114 cv e 28,3 kgfm a mais, bateria quase o dobro maior e o único sistema de tração integral do confronto. O Omoda 7 responde com um arranjo mais simples e mais leve.
Desempenho
Com 393 cv e tração integral, o GWM Haval H6 PHEV35 vai de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos
GWM/Divulgação
No cronômetro, não há discussão possíve, pois o Omoda 7 Prestige cumpre arrancada de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos, com velocidade máxima de 180 km/h, segundo a fabricante.
Já o GWM Haval H6 PHEV35 faz a mesma prova em 4,8 s, de acordo com a marca, com máxima elevada para 190 km/h na linha 2027. São 3,6 s de vantagem, uma diferença que costuma separar categorias inteiras.
Consumo e autonomia elétrica
Em autonomia elétrica, a vantagem é da GWM, e por larga margem. O Omoda 7 percorre 60 km apenas com eletricidade pelo ciclo Inmetro, enquanto o Haval H6 PHEV35 chega a 126 km, mais do que o dobro.
Na hora de repor a carga, os dois aceitam corrente contínua: o Omoda 7 recebe até 40 kW em DC e 6,6 kW em AC, ao passo que a GWM informa que um carregador rápido de 48 kW leva a bateria de 20% a 80% em cerca de 30 minutos.
Com a bateria descarregada, rodando como híbrido comum, o Omoda 7 faz 14 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, sempre com gasolina.Nessa mesma condição, o Haval H6 PHEV35 registra 12,5/9,2 km/l (gasolina/etanol) na cidade e 10,7/7,4 km/l na estrada. Ou seja: sem carga na bateria, o importado é mais econômico.
Quando a etiqueta do Inmetro considera a contribuição da bateria, o quadro se inverte: o Haval H6 PHEV35 sobe para 30,7/22,8 km/l (gasolina/etanol) na cidade e 26,1/18,1 km/l na estrada. A Omoda & Jaecoo não divulga índice equivalente para o Omoda 7.
Há ainda o trunfo do etanol: o Haval H6 é o único plug-in flex fabricado no Brasil, e o Omoda 7 só aceita gasolina.
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Dimensões
Omoda 7 garante amplo espaço para quem vai atrás
Renato Durães/Autoesporte
Os dois SUVs estão muito próximos em tamanho. O Omoda 7 tem 4,66 m de comprimento, 2,72 m de entre-eixos, 1,87 m de largura e 1,67 m de altura, com porta-malas de 590 litros, que chega a 1.368 l com os bancos rebatidos. O tanque leva 60 l.
GWM Haval H6 entrega 560 litros de porta-malas e 18,1 cm de vão livre do solo
GWM/Divulgação
O GWM Haval H6 é ligeiramente maior em todas as medidas: 4,68 m de comprimento, 2,74 m de entre-eixos, 1,89 m de largura e 1,73 m de altura, além de 18,1 cm de vão livre do solo. O porta-malas fica em 560 l.
Nenhum dos dois traz estepe: ambos saem de fábrica com kit de reparo, solução comum entre os chineses e que ainda incomoda parte dos compradores brasileiros.
Equipamentos
A tela de 15,6″ do Omoda 7 desliza e é a maior do confronto; o quadro de instrumentos digital tem 8,88″
Renato Durães/Autoesporte
Os dois são muito bem equipados e compartilham uma base generosa: teto solar panorâmico, ar-condicionado digital de duas zonas com ionizador e saídas traseiras, faróis full-LED, chave presencial, head-up display, carregador de celular por indução de 50W, bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação, tampa do porta-malas com acionamento elétrico e pacote de assistentes com controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência, permanência em faixa, sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro.
Nas telas, o Omoda 7 Prestige leva a melhor: a central multimídia tem 15,6″, resolução 2,5K e mecanismo deslizante, acompanhada de quadro de instrumentos digital de 8,88″. O espelhamento de Apple CarPlay e Android Auto é sem fio, e há reconhecimento de voz em quatro zonas da cabine.
A multimídia de 14,6″ do GWM Haval H6 se tornou flutuante no facelift do ano passado e tem Wi-Fi 4G com função de roteador
GWM/Divulgação
No Haval H6 PHEV35, a multimídia tem 14,6″ e roda o CoffeeOS 3, com espelhamento sem fio, navegação embarcada com informação de trânsito em tempo real, Wi-Fi 4G com função de roteador e atualizações remotas de software. O quadro de instrumentos digital tem 10,25 polegadas.
O placar da segurança é do Omoda 7 Prestige, com oito airbags, contra seis do rival. Já a GWM responde com assistências de nível 2+, alimentadas por 12 sensores, cinco câmeras e dois radares, além de câmera 360° com função de capô transparente. O SUV da Omoda Jaecoo tem câmera com visão de 540°.
O banco VIP de configuração “zero gravidade” com massagem é o principal item de requinte do Omoda 7 Prestige
Renato Durães/Autoesporte
Na disputa do requinte, o Omoda 7 Prestige tem argumentos raros nessa faixa: banco VIP de configuração “zero gravidade” com massagem, sistema de fragrâncias, som Sony, iluminação ambiente de 256 cores, volante e bancos aquecidos, estacionamento semiautônomo e rodas de 20″.
O Haval H6 PHEV35 aposta em outro tipo de conteúdo: porta-luvas climatizado, retrovisor interno fotocrômico, quatro modos de condução, seletor de marchas na coluna de direção, que libera o console central, e o recurso V2L, que transforma o SUV em tomada para alimentar equipamentos de 220V.
Garantia e produção
A Omoda & Jaecoo oferece sete anos de garantia para o veículo e oito anos para a bateria, prazo entre os mais generosos do mercado. A GWM cobre cinco anos sem limite de quilometragem, com oito anos ou 200 mil km para a bateria do sistema híbrido, e dá assistência 24 horas por dois anos.
A origem também separa os dois. O Haval H6 sai da fábrica de Iracemápolis (SP), comprada da Mercedes-Benz em 2021 e inaugurada em agosto de 2025, com capacidade instalada de 50 mil unidades por ano. O Omoda 7 é importado da China, e a Omoda Jaecoo deve assumir em breve a fábrica que vinha sendo operada pela Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ), embora isso ainda não tenha sido confirmado. Quem quiser acompanhar preços e ofertas dos dois SUVs encontra anúncios no Mercado Livre.
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Nota de transparência: Autoesporte mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, Autoesporte pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a setembro de 2026.

Fonte: Read More 

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