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Chevrolet Sonic: qual versão do SUV de entrada vale mais a pena?

23/08/2026
Chevrolet Sonic: qual versão do SUV de entrada vale mais a pena?


Lançamento mais importante da Chevrolet em 2026, o Sonic ainda é novo entre os chamados SUVs de entrada. Embora o fabricante o classifique como um SUV cupê, tal qual o Fiat Fastback e o Volkswagen Nivus, na prática ele é um meio-termo entre esses dois e modelos com carroceria mais tradicional, como Fiat Pulse, Volkswagen Tera, Renault Kardian e ainda os recém-lançados Hyundai i20 e Jeep Avenger. Ou seja, na prática, todos disputam os mesmos compradores.
Enquanto alguns concorrentes exibem grandes leques de versões, a gama do Sonic é composta por apenas duas configurações, Premier e RS. A segunda, como é de praxe em outros modelos da Chevrolet, tem como grande diferencial a decoração com apelo esportivo, que inclui cintos de segurança vermelhos e rodas, emblemas, racks de teto, capota e retrovisores externos pintados de preto, além de alguns equipamentos (citados mais abaixo). A diferença de preço entre elas é pequena: confira os valores.
Linha do Chevrolet Sonic 2027
Cabe ressaltar que, apesar das diferenças na decoração interna, o padrão de acabamento é exatamente o mesmo nas duas versões, que exibem muito plástico rígido a bordo, associados a uma ou outra superfície macia, como a dos apoios de braço das portas dianteiras. De qualquer modo, os materiais de revestimento não diferem muito daqueles adotados pelos concorrentes: nessa categoria, nenhum modelo é luxuoso.
Motorização
Motor é sempre 1.0 de três cilindros, com 115 cv de potência
Renato Durães/Autoesporte
As duas versões da gama do Sonic trazem a mesmíssima motorização. O motor é o conhecido 1.0 turbo da Chevrolet, na variante com injeção direta (tal qual no Tracker), com correia dentada banhada a óleo. Ele desenvolve 115 cv independentemente do combustível, mas o uso de etanol faz com que o torque chegue a 18,9 kgfm; com gasolina, são 18,3 kgfm. O câmbio é sempre automático de seis marchas, também compartilhado com vários outros veículos da marca. Não há diferenças na calibração da suspensão entre as duas versões, cuja arquitetura emprega barra de torção na traseira.
Desempenho e consumo
Design da traseira é marcado pelas lanternas interligadas
Renato Durães/Autoesporte
Na prática, esse conjunto proporciona bom desempenho. Em um comparativo publicado no último mês de junho, a Autoesporte aferiu 10 s exatos na aceleração de zero a 100 km/h, mesmo tempo divulgado pelo fabricante. Os números de consumo também são elogiáveis: o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, indica, na cidade, médias de 8,4 km/l com etanol e de 12,1 km/l com gasolina. Na estrada, os índices vão para 10,4 km/l (E) e 14,8 km/l (G).
Dimensões
Espaço no banco traseiro é suficiente para dois adultos
Renato Durães/Autoesporte
Lembra daquela história de que o Sonic é uma opção intermediária no segmento? Pois as medidas da carroceria deixam esse posicionamento bem claro. Com 4,23 metros, o comprimento é inferior ao de Fastback e Nivus, mas superior ao de todos os demais. Já a distância entre eixos, de 2,55 m, só é maior que a dos modelos da Fiat. No mais, o modelo tem 1,77 m de largura e 1,53 m de altura, dimensões que estão na média do segmento. A altura livre em relação ao solo é de generosos 20 cm. O espaço no porta-malas é de 392 litros.
As medidas internas, tal qual as externas, deixam o Chevrolet Sonic na média da categoria. No banco traseiro, dois adultos, mesmo de estatura mais elevada, se assentam sem problemas. O vão para as pernas não chega a ser folgado, mas ninguém ficará com os joelhos espremidos. A largura do habitáculo, porém, desencoraja a acomodação de três pessoas, assim como o ressalto pronunciado no centro do assoalho. O espaço é um pouco maior que nos concorrentes da Fiat, semelhante ao dos Volkswagen e inferior ao do Renault e ao do Hyundai.
Com 392 litros, porta-malas tem boa capacidade
Renato Durães/Autoesporte
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Equipamentos
Toda a gama traz painel com telas integradas para os instrumentos e a central multimídia, com 8 e 11 polegadas, respetivamente
Renato Durães/Autoesporte
As duas versões do Chevrolet Sonic vêm equipadas com faróis e lanternas de LED, quadro de instrumentos com tela de 8 polegadas, central multimídia com tela de 11 polegadas e conectividade sem fio para Android Auto e Apple Car Play, Wi-Fi nativo (gratuito durante três meses), chave presencial com botão de partida, ar-condicionado digital, revestimento interno em material que imita couro, sensores e câmera de ré, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, assistente de partida em rampas, rodas de liga-leve de 17 polegadas e seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina).
Também é comum a toda a gama o pacote de recursos de direção semi-autônoma que o fabricante chama de Intelligent Driving, composto por assistentes de permanência em faixa com correção ativa e de manutenção de faixa em situações de perigo, frenagem automática de emergência (que atua a até 130 km/h) e alerta de ponto cego. O sistema não inclui, porém, controlador adaptativo da velocidade de cruzeiro.
Ao contrário do que ocorre nas linhas de outros veículos, como o Tracker, nas quais a versão RS se diferencia unicamente pelos itens cosméticos (já citados, no caso), no Sonic há maior oferta de equipamentos. Entre os itens exclusivos, estão sensores de estacionamento também na dianteira, assistente de estacionamento (que manobra o veículo de maneira semiautônoma) e farol alto com acionamento automático.
Versão RS vale mais a pena
Na versão RS, rodas, retrovisores, racks e emblemas têm pintura preta
Renato Durães/Autoesporte
É exatamente devido ao pacote de equipamentos mais generoso, associado a uma diferença de preço pequena, que a versão RS mostra-se a mais vantajosa da gama do Chevrolet Sonic. São apenas R$ 6.000 a mais, valor mais que justificável pelo conteúdo extra. Mesmo que o comprador não morra de amores pelos itens estéticos, vale a pena levá-los de lambuja e optar pelo topo de linha.
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Nota de transparência: Autoesporte mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, Autoesporte pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a agosto de 2026.

Fonte: Read More 

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