Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300
  • HOME
  • SERVIÇOS
  • ÁREA PCD
  • CONSULTAS
  • SOBRE NÓS
  • DOWNLOAD
  • SEGUROS
  • BLOG
  • NOTÍCIAS
✕

Pneus remold são seguros? Aprenda a identificar e entenda se há risco

20/02/2026
Pneus remold são seguros? Aprenda a identificar e entenda se há risco


Com os preços dos pneus novos em alta, os pneus remold surgem como alternativa para quem busca reduzir custos na manutenção do carro. Mas a economia vem acompanhada de dúvidas importantes: até que ponto esse tipo de pneu é seguro? Existe diferença entre um remold bem feito e uma gambiarra? E em quais situações o uso é aceitável ou totalmente contraindicado?
Tecnicamente, o pneu remold não é ilegal nem automaticamente inseguro. O problema está na qualidade do processo e, principalmente, no estado da carcaça original, que nem sempre é possível avaliar apenas olhando o produto final. Especialistas em engenharia automotiva explicam qual a linha que separa um pneu reformado confiável de um risco real à segurança.
Como saber se o pneu pode ser remoldado
Basicamente, seguindo alguns critérios:
Não ter passado por remoldagem antes
Estrutura preservada
Sem danos internos
O ponto de partida é sempre a seleção da carcaça, que é a estrutura do pneu original. Nem todo pneu usado pode passar pelo processo de remoldagem. Clayton Zabeu, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, explica que, para veículos de passeio, “recomenda-se que o pneu não passe por mais de um processo de remold, uma vez recuperado, não se deve mais recuperar o pneu”.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Além disso, toda a estrutura precisa estar preservada. Segundo o professor, a malha de aço, o talão, que é a região de contato entre o pneu e a roda, e as cintas de aço devem estar íntegras, “sem perfurações graves ou deformações excessivas na banda e ou nas laterais”. A Associação Brasileira de Normas Técnicas estabelece critérios mínimos para essa seleção na norma NBR NM 225.
Mesmo quando o pneu parece aceitável externamente, danos internos podem torná-lo inviável. As malhas metálicas e têxteis internas são responsáveis por dar rigidez ao pneu e suportar as tensões do uso. Zabeu alerta que “se essas malhas internas tiverem sido comprometidas, rasgadas ou deformadas, o pneu não deve ser submetido ao processo de remold”.
Diferença entre remold e recapagem
A confusão entre recapagem (foto) e remoldagem é comund)
Getty Images
Parte da confusão do consumidor vem do uso genérico do termo remold. Tecnicamente, existem processos diferentes. No remold propriamente dito, praticamente toda a borracha do pneu, de uma lateral à outra, é substituída. Depois disso, ocorre a vulcanização a quente, etapa que garante a aderência estrutural da nova borracha à carcaça.
Zabeu explica que esse processo “confere maior aderência das novas camadas e é mais seguro em relação ao risco de destacamento”, desde que siga corretamente os parâmetros industriais.
Da borracha ao carro: entenda as etapas da complexa fabricação de um pneu
Pneu tem prazo de validade?
Como trocar o pneu do carro com segurança: veja passo a passo
Na recapagem, apenas a banda de rodagem é substituída
Getty Images
Já na chamada recapagem, ou retreading, apenas a banda de rodagem é substituída. Uma nova camada de borracha, com sulcos prontos, é aplicada sobre a carcaça existente. Essa técnica é comum em pneus de caminhões e veículos industriais, que possuem carcaças mais robustas, mas não é indicada para pneus de passeio.
A gambiarra aparece quando essas etapas não são respeitadas, como no uso de carcaças antigas, raspagem irregular, falhas na cura ou simples colagem da banda, sem requalificação estrutural.
Onde o processo falha e por quê
Nem sempre os pneus usados para remoldagem estão em boas condições
Getty Images
Do ponto de vista de engenharia, as principais brechas do mercado estão na falta de exigência de inspeções mais profundas. Fernando Malvezzi, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá, explica que carcaças com mais de cinco anos idealmente não deveriam ser usadas, pois “a borracha já está em processo de degradação”.
Ele destaca ainda que métodos não destrutivos, como a shearografia, conseguem identificar falhas internas invisíveis a olho nu, mas “esse tipo de ensaio não é exigido por lei, o que permite que pneus com defeitos estruturais sejam remoldados”.
Falhas também podem ocorrer na etapa de vulcanização. Malvezzi alerta que pneus sub ou supervulcanizados têm maior risco de descolamento da banda, especialmente em altas velocidades ou temperaturas elevadas, e que “somente a inspeção visual não garante que o processo foi satisfatório”.
Acertar na vulcanização é essencial para os pneus remoldados
Nick Dimbleby
Limites reais de uso: onde dá para usar e onde não
Mesmo quando bem feito, o pneu remold apresenta menor margem térmica e menor previsibilidade do que um pneu novo. Por isso, o uso urbano é o cenário mais favorável. Segundo Malvezzi, “as velocidades mais baixas, em geral até 90 km/h, tornam o uso mais seguro”.
Em relação à carga, a recomendação é conservadora. O ideal é não ultrapassar cerca de 70% da carga nominal indicada no pneu. Já o uso rodoviário contínuo, em altas velocidades, estradas muito quentes ou veículos frequentemente carregados aumenta significativamente o risco.
O professor ressalta que, nessas condições, “não há garantia de resistência mecânica e à fadiga para os pneus remoldados, diferentemente do que ocorre com pneus novos”.
Como identificar um remold dentro da lei
Pneu remoldado deve trazer a inscrição na lateral da banda
Divulgação
A legislação ajuda, mas não elimina todos os riscos. Pela resolução 913 de 2022 do Contran, todo pneu remold deve trazer, na lateral, a palavra REFORMADO ou REMOLDADO e a marca do reformador. O Inmetro também define requisitos técnicos e novos índices de carga e velocidade para pneus reformados.
Ainda assim, o histórico da carcaça pesa muito. Malvezzi explica que “o desempenho final depende da marca original, da aplicação, da idade e do tipo de uso do pneu”, e que carcaças de melhor qualidade tendem a gerar remolds mais duráveis e seguros.
Índice de carga em pneu é mostrado logo após a medida
André Paixão/Autoesporte
Pneu remold não é sinônimo de perigo, mas também está longe de ser equivalente a um pneu novo. Quando produzido com critério técnico, carcaça adequada e processo industrial correto, pode funcionar em uso urbano e moderado. Fora desse cenário, o risco cresce rapidamente. Em pneus, não existe gambiarra segura.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Fonte: Read More 

Compartilhar
0

Artigos Relacionados

Combustível aditivado x comum: o que realmente muda no carro e no bolso
12/03/2026

Combustível aditivado x comum: o que realmente muda no carro e no bolso


Leia mais
MG 4X é novo rival do BYD Yuan Pro com bateria inovadora que vem ao Brasil
12/03/2026

MG 4X é novo rival do BYD Yuan Pro com bateria inovadora que vem ao Brasil


Leia mais
Chevrolet e Hyundai vão compartilhar carros, mas não a produção, diz GM
12/03/2026

Chevrolet e Hyundai vão compartilhar carros, mas não a produção, diz GM


Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2021 Todos os Direitos Reservados a Sentinela Despachantes.
Elaborado por: Kamilla Ribeiro | Desenvolvido por: Sales Publicidade
      Precisa de ajuda?
      Sentinela Despachantes
      Olá,
      em que podemos te ajudar?
      Iniciar conversa
      Usamos cookies para oferecer uma experiência melhor no site. Mas respeitamos a sua decisão e você pode aceitar ou não em compartilhar a sua experiência em nosso site.