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4 carros usados por menos de R$ 50 mil para levar 7 pessoas e fugir de SUVs

07/08/2026
4 carros usados por menos de R$ 50 mil para levar 7 pessoas e fugir de SUVs


O carro de sete lugares 0 km mais barato à venda no Brasil parte de cerca de R$ 120 mil e, com todos os assentos ocupados, deixa 42 litros de porta-malas. Diriam alguns que é o que acontece quando se entrega a um SUV uma tarefa antes de minivans e furgões. É também um bom argumento para se procurar um carro usado com lugar para sete ocupantes e preço bem mais baixo no Mercado Livre.
Por isso, Autoesporte preparou uma lista só com veículos abaixo de R$ 50 mil e com espaço para a família inteira. O menor porta-malas da seleção, com todos os assentos em uso, tem 123 litros e seus preços partem de R$ 30.900.
Os valores foram apurados no Mercado Livre em julho de 2026 e podem variar conforme ano-modelo, versão, quilometragem e estado de conservação. A lista segue do mais barato ao mais caro.
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1. Fiat Doblò Essence 1.8 2012 – a partir de R$ 30.900
Fiat Doblò Essence trazia o sexto banco de série, mas o sétimo assento era pago à parte
Fiat/Divulgação
A Fiat Doblò abre a lista como a mais barata do grupo e também como o carro mais alto em termos de teto. Vendida no Brasil de 2001 a 2021, a minivan de passageiros da Fiat foi reestilizada no fim de 2009 e, em julho daquele ano, trocou o antigo motor 1.8 de oito válvulas fornecido pela GM pelo então inédito 1.8 flex E.torQ.
É esse conjunto que move as unidades 2012, quando estrearam as versões Attractive (1.4) e Essence (1.8) — essa última cujos anúncios partem de R$ 30.900 no Mercado Livre. O motor 1.8 da Fiat Doblò Essence entrega 132 cv com etanol e 130 cv com gasolina, além de 18,9 kgfm e 18,4 kgfm de torque respectivamente, sempre com câmbio manual de cinco marchas.
Segundo o Inmetro, o modelo faz 6,4 km/l (etanol) e 9,3 km/l (gasolina) na cidade e 7 km/l (E) e 10,2 km/l (G) na estrada — médias modestas que o tanque de 60 litros ajuda a disfarçar em viagem.
A configuração de sete lugares guarda um detalhe curioso: a Doblò Essence vinha com o sexto assento de série, embutido no porta-malas, e o sétimo era pago à parte, na lista de opcionais.
Com todos os bancos armados sobram 200 litros de bagageiro; recolhida a terceira fileira, o volume salta para 665 l. O entre-eixos de 2,57 m é o menor daqui, mas a altura do teto rende espaço de sobra para a cabeça de quem viaja atrás.
A lista de série reúne ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos com função one touch, banco traseiro bipartido e rebatível, faróis com função follow me home e volante com ajuste de altura. O duplo airbag frontal e os freios ABS com EBD, que a Fiat vendia como kit HSD, também estavam presentes.
2. Nissan Grand Livina 1.8 S 2010 – a partir de R$ 33.900
Nissan Grand Livina S vinha com rodas de liga leve e retrovisores elétricos retráteis, mas sem freios ABS
Nissan/Divulgação
Segunda em preço da lista, a Nissan Grand Livina é a única opção de marcas japonesas do páreo, mas teve produção no Brasil. Revelada no Salão de Guangzhou (China) em 2006, a minivan estreou no mercado nacional em 2009 como o primeiro Nissan flex do mundo e o primeiro automóvel de passeio da marca produzido no país, em São José dos Pinhais (PR).
A variante Grand Livina, 24 cm mais longa que a Livina de cinco lugares, recebeu a terceira fileira de bancos poucos meses depois. As duas deixaram de ser vendidas em 2015, sem substituto direto. Unidades da Nissan Grand Livina partem de R$ 33.900 no Mercado Livre, em valor que pode subir conforme o estado de conservação e o ano de fabricação.
São exemplares da linha 2010, que tinha duas configurações, ambas de sete lugares: a 1.8 S, de câmbio manual de seis marchas, e a 1.8 SL, com automático de quatro marchas e função overdrive.
O motor 1.8 16V flex é o mesmo nas duas, com 126 cv a etanol e 125 cv a gasolina e 17,5 kgfm de torque com qualquer dos combustíveis. Na Grand Livina S manual, o consumo fica em 6,4 km/l (E) e 9,0 km/l (G) na cidade e 8 km/l (E) e 11,5 km/l (G) na estrada — as melhores médias entre as duas opções de câmbio.
Com os sete lugares ocupados, o porta-malas é o mais apertado da lista: 123 l pelo padrão VDA. Rebatida a terceira fileira, sobe-se para 607 l e, com a segunda também dobrada, chega-se a 964 l. O entre-eixos de 2,60 m rende bom espaço na fila do meio, cujo banco é bipartido 60/40, reclinável e corre longitudinalmente.
Configuração de entrada, a S guarda um contraste curioso: do lado bom, há ‘mimos’ incomuns para uma versão básica de 2010, como rodas de liga leve de 15″, retrovisores externos com ajuste elétrico e recolhimento, vidros elétricos nas quatro portas com função one touch no lado do motorista, direção elétrica com assistência variável, ar-condicionado e travamento das portas por sistema keyless.
O rádio AM/FM/CD traz MP3, quatro alto-falantes e entrada auxiliar para iPod, e há uma luz de cabine dedicada à terceira fileira, detalhe que faz diferença para quem viaja no fundo. Do lado ruim, faltava os freios ABS com EBD, que eram exclusividade da SL.
3. Chevrolet Zafira Elite 2.0 2008 – a partir de R$ 39.900
Chevrolet Zafira teve o conceito de estrutura e de suspensão desenvolvido pela engenharia da Porsche
Chevrolet/Divulgação
Anúncios da Zafira Elite 2008 começam em R$ 39.900 no Mercado Livre, e talvez seja o dinheiro melhor aplicado da lista em termos de engenharia. Isso porque, quando preparou a minivan no fim dos anos 1990, a Opel contratou a divisão de engenharia da Porsche para desenvolver o conceito de estrutura e de suspensão — o que explica por que um monovolume de 1,68 m de altura faz curvas com compostura elogiada pelos donos.
A Zafira foi apresentada no Brasil em abril de 2001, derivada do Astra de segunda geração, e ficou 11 anos em linha, até 2012, somando cerca de 100 mil unidades produzidas. Seu grande truque de espaço está no sistema Flex7, presente desde a estreia: dois assentos extras embutidos no assoalho do porta-malas, que desaparecem por completo quando não são usados e deixam o piso plano.
Com os sete lugares armados restam 150 litros de bagageiro; rebatendo tudo, o espaço chega a 1.700 l, com 28 combinações possíveis de arranjo dos bancos. O entre-eixos de 2,70 m é o mais generoso daqui.
Sob o capô fica o motor 2.0 Flexpower da família II da GM, com 127 cv a etanol e 121 cv a gasolina, além de 19,6 kgfm e 18,3 kgfm de torque, respectivamente. Com câmbio automático de quatro marchas, a Zafira Elite 2008 faz 6 km/l (E) e 7,4 km/l (G) na cidade e 8,4 km/l (E) e 10,5 km/l (G) na estrada.
Vale atenção ao ano-modelo, pois 2008 foi o último ano da calibração antiga do propulsor. Em abril de 2009, o mesmo bloco foi elevado a 140 cv e 133 cv, respectivamente, de modo que unidades dessa época podem oferecer mais performance por pouco dinheiro a mais.
Topo de linha, a Zafira Elite vinha completa para a época: bancos revestidos de couro, ar-condicionado digital, piloto automático, quatro airbags (frontais e laterais), freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, retrovisor interno eletrocrômico, computador de bordo com check control, rádio-CD com comandos no volante, rodas de liga leve de 16″ e faróis de neblina.
Entre as benesses herdadas da variante Elegance estão o apoio lombar regulável e as mesinhas retráteis atrás dos bancos dianteiros, do tipo que se vê em avião. O teto solar elétrico era opcional.
4. Chevrolet Spin LTZ 1.8 2013 – a partir de R$ 49.900
Chevrolet Spin foi projetada inteiramente no Brasil e é a única minivan do segmento ainda em linha
Chevrolet/Divulgação
A opção mais nova e cara da lista é também a única que ainda pode ser comprada 0 km. A Chevrolet Spin foi apresentada em junho de 2012, com projeto inteiramente brasileiro e plataforma Gamma II compartilhada com o sedã Cobalt.
De lá para cá, ganhou a versão aventureira Activ no fim de 2014, um motor recalibrado em 2016 — até 30% mais econômico —, carroceria redesenhada na linha 2019, controles de estabilidade e tração em 2021 e, na linha 2025, quadro de instrumentos digital, central multimídia maior e assistentes de condução. A base, no entanto, continua a mesma de 2012.
Na estreia havia apenas duas versões: LT, de cinco lugares, e LTZ, de sete. O motor 1.8 Econo.Flex, herdeiro do Monza, rende 108 cv com etanol e 106 cv com gasolina na Spin LTZ, com 17,1 kgfm e 16,4 kgfm de torque.
O câmbio automático de seis marchas era opcional nas duas versões e vinha de fábrica acompanhado do piloto automático. Na configuração automática, o Inmetro aponta 6,1 km/l (E) e 7,9 km/l (G) na cidade e 8,2 km/l (E) e 10,6 km/l (G) na estrada — quem quisesse gastar menos ficava com o manual de cinco marchas.
Com 2,62 m de entre-eixos e 4,36 m de comprimento, a Spin 2013 tem praticamente o porte da Zafira, mas organiza a cabine em degraus: a segunda fileira senta mais alto que os bancos dianteiros e a terceira, mais alto que a segunda, o que melhora a visão de quem viaja no fundo.
Com os sete lugares em uso, o porta-malas fica em 162 litros e sobe para 553 l com a última fileira recolhida. São mais de 30 porta-objetos espalhados pela cabine, incluindo um porta-luvas na parte de cima do painel. A Chevrolet até gostava de dizer que cabia uma bicicleta inteira dentro do carro, sem desmontá-la.
Unidades 2013 da Spin LTZ têm anúncios a partir de R$ 51.900 no Mercado Livre. Por esse valor, há itens já incluídos na Spin LT, como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas, banco do motorista e volante com ajuste de altura, duplo airbag, ABS e rodas de aço de 15″ com calotas.
Itens exclusivos incluem a terceira fileira que completa os sete lugares, rack de teto, computador de bordo, sensores de estacionamento traseiros, retrovisores externos elétricos e volante multifuncional.
O rádio de fábrica tinha MP3 e Bluetooth, e a central multimídia MyLink de 7″ só entrou de série na LTZ na linha 2014. A lista de acessórios de concessionária chegava a oferecer telas de DVD nos encostos de cabeça dianteiros, em um agrado para quem viaja atrás.
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Fonte: Read More 

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