Honda só volta a lançar carros elétricos após 2030 e vai priorizar híbridos


Apesar de ter sofrido prejuízos bilionários com o desenvolvimento de veículos elétricos, a Honda não vai desistir totalmente do segmento. De acordo com a revista norte-americana Motor Trend, a marca tem planos para voltar a investir na categoria e, dessa forma, atingir importantes metas de emissões de carbono. A diferença é que agora o projeto será tocado de forma bem mais cautelosa e estratégica para evitar novas perdas.
Nesse sentido, a publicação revela que a Honda não terá pressa para lançar seus novos veículos elétricos. A marca desenvolverá seus projetos com tempo suficiente para aperfeiçoar a tecnologia e ganhar competitividade, e só deve realizar lançamentos depois de 2030. Dessa forma, o cliente que quiser um Honda elétrico novo terá de esperar até a próxima década.
A cautela será tomada como forma de evitar novas perdas após o prejuízo bilionário registrado no início do ano. Na ocasião, a Honda anunciou o cancelamento de três carros elétricos globais que seriam produzidos nos Estados Unidos, amargando um saldo negativo de US$ 3,6 bilhões (R$ 18 bilhões). Foi o primeiro prejuízo anual da companhia desde que foi listada no mercado de ações, em 1957.
Honda 0 Alpha Concept foi cancelado após marca registrar prejuízos bilionários com elétricos
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Honda vai apostar em híbridos
Diante das dificuldades enfrentadas para crescer no mercado de elétricos, a Honda vai depositar todas as sua fichas no segmento de híbridos. A marca prepara uma plataforma inédita para apoiar seus próximos modelos, chamada de PF2, e promete versões híbridas significativamente mais baratas e eficientes. Além disso, novos veículos terão processos de fabricação simplificados e até 60% das peças compartilhadas.
Nova plataforma da Honda para carros híbridos será mais eficiente e barata
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Detalhes sobre o funcionamento do conjunto não foram revelados, mas desde já sabe-se que será do tipo pleno (HEV) — ou seja, sem necessidade de recarga externa, como em modelos plug-in. O sistema virá associado aos motores 1.5 ou 2.0 a gasolina. No primeiro caso, a marca diz que ampliou em 40% a faixa das rotações em que a unidade trabalha e é consideravelmente mais eficiente que a atual
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Já a versão com motor 2.0 será destinada a modelos maiores. Nos dois casos, a marca diz que haverá total compatibilidade de peças e uso ampliado de componentes comuns para redução dos custos de fabricação. Os novos híbridos serão um resposta direta da marca ao avanço das rivais chinesas como BYD, Chery e GWM.
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Até 2030, a Honda planeja vender 1,3 milhão de híbridos por ano. O cronograma prevê o lançamento de 13 novos modelos do tipo até o final da década, o que deve incluir as novas gerações de veículos importantes para a marca como Civic, HR-V, CR-V e Fit.
Já para 2040, o objetivo é oferecer apenas veículos elétricos com bateria ou célula de combustível. Por fim, em 2050, a meta é alcançar a neutralidade de carbono em todas as operações.
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