Conheça os melhores aplicativos para encontrar carregador de carro elétrico


Se você está pensando em comprar um carro elétrico, algo cada vez mais comum no Brasil, talvez seja bom reservar um bom espaço de armazenamento no seu celular. Isso porque a rotina de quem depende de recarga pública cruza com uma série de aplicativos que são obrigatórios para o dia a dia para encontrar eletropostos, planejar viagens, iniciar carregamentos e fazer pagamentos..
O principal e, talvez, mais usado entre os proprietários é o PlugShare, que funciona como um grande mapa colaborativo de pontos de recarga no país. A partir da localização do usuário, o aplicativo mostra os eletropostos próximos e reúne informações como horário de funcionamento, potência, tipo de conector e rede responsável pela estação. Atualmente, o Brasil tem 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga, segundo o levantamento mais recente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), com dados até maio de 2026.
Brasil tem mais de 25 mil pontos de recarga espalhados pelo país
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Mais do que um mapa, porém, o PlugShare se tornou essencial na vida dos donos de carros elétricos porque funciona como uma espécie de rede social para os proprietários. Os usuários podem fazer check-in nos pontos de recarga, publicar comentários, fotos e informar, por exemplo, se determinado carregador está funcionando, se o local é seguro, entre outras informações.
Essa colaboração pode ser especialmente útil porque complementa os dados cadastrados na plataforma. Antes de escolher onde carregar, é possível conferir relatos recentes de outros motoristas e descobrir problemas que eventualmente ainda não aparecem no status oficial da estação.
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O PlugShare também permite filtrar os eletropostos de acordo com o tipo de conector e a velocidade de recarga, além de indicar estabelecimentos e outras comodidades próximas. Também é possível usar o planejador de viagens, que ajuda a calcular a melhor rota, indicando onde você irá parar, usando como base a autonomia do seu carro.
Geely EX2 e BYD Dolphin Mini são dois modelos cada vez mais presentes na garagem dos brasileiros
Renato Durães/Autoesporte
Vale ressaltar que esse trabalho também é oferecido por outros aplicativos, como o ABRP, que inclui até o tempo que você ficará parado carregando a bateria, de acordo com a potência do eletroposto e a capacidade de recarga do carro.
Google Maps e Waze também podem ser usados para encontrar eletropostos próximos, porém, eles não têm o mesmo nível de precisão do PlugShare. Isso significa que nem todos os equipamentos aparecem ali, assim como o nível de informações é menor.
Outra alternativa é o Easy Volt App, da EZVolt, que reúne eletropostos disponíveis de uma série de empresas parceiras. É como se fosse um agrupador de estações de recarga, mas considera apenas os seus parceiros. Essa é a grande diferença entre ele o PlugShare.
Aplicativo PlugShare reúne todos os eletropostos públicos instalados no Brasil
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Porém, o EZVolt traz outras comodidades como reservar o eletroposto que você pretende usar em um horário específico. Também é possível realizar o pagamento por ali, sem a necessidade de baixar outro aplicativo, algo que vamos começar a falar mais logo abaixo.
Cada eletroposto tem o seu sistema próprio de cobrança
Um exemplo das grandes redes: Shell Recharge, Teld, ChargeOn, Zletric e Tupinambá Energia, além das redes da BYD e da Volvo. Para usar cada uma delas, você precisa de um aplicativo diferente para iniciar a recarga e, depois, realizar o pagamento no final, seja por cartão de crédito ou por saldo em carteira.
Considerando que é sempre bom ter os aplicativos PlugShare e EZVolt em seu smartphone, prepara-se para baixar mais alguns para realizar o processo de recarga. Isso acontece porque, na maioria dos casos, cada empresa tem o seu próprio sistema de cobrança.
Diversos postos Shell têm carregadores para carros elétricos
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É justamente aí que a experiência com um carro elétrico pode se tornar menos prática. Não é necessário manter no celular os aplicativos de todas as redes disponíveis no país, claro, mas quem utiliza diferentes eletropostos — principalmente em viagens — provavelmente terá de lidar com mais de uma plataforma.
Para quem roda principalmente na cidade, a situação tende a ficar mais simples depois de algum tempo. Ao descobrir quais pontos de recarga fazem parte da rotina, basta manter os aplicativos das redes mais utilizadas. No meu caso, por exemplo, tenho o Zletric, responsável pelo eletroposto instalado no prédio onde trabalho, e o da Teld, que concentra algumas das opções que costumo encontrar perto de casa.
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Algumas das redes citadas acima, aliás, estão presentes além do Estado de São Paulo. É o caso da de BYD e da Volvo. A rede Shell Recharge também está presente em diversos estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Carros elétricos podem ser receber corre AC (lenta) e DC (rápida)
Renato Durães/Autoesporte
Zletric, Tupinambá e ChargeOn também estão presentes em muitas regiões brasileiras. A primeira já chegou a 15 estados, enquanto a segunda está em 13 e a ChargeOn em seis. A Teld, que tem eletropostos rápidos em diversas regiões da cidade de São Paulo, mira o avanço para o Estado de Goiás.
Potência e preço também mudam de um eletroposto para outro
Com uma grande varidade de eletropostos e empresas que operam esses equipamentos, é preciso ter um pouco de atenção com alguns pontos importantes. Um deles é a potência dos carregadores, que variam bastante de uma unidade para outra e, em alguns casos, se você dirigir alguns minutos a mais, terá acesso a um equipamento bem mais potente, capaz de carregar sua bateria em um tempo menor.
Até dentro de um mesmo local pode haver equipamentos com potências diferentes. Antes de conectar o veículo, portanto, vale conferir qual carregador oferece a melhor condição para aquele automóvel.
Preço do kWh pode mudar de acordo com o horá
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O preço do kWh também muda conforme a rede, a estação e até o horário. Algumas operadoras adotam tarifas diferenciadas de acordo com a demanda, enquanto outras acrescentam cobranças extras além da energia consumida.
Um exemplo prático acontece na cidade de São Paulo, onde um mesmo eletroposto tem dois preços diferentes, um mais caro que vale das 6 da manhã até as 22 horas, e outro mais barato para quem deseja realizar a recarga em um período de menor demanda. É o caso da Teld, que cobra entre R$ 2,29 a R$ 2,69, dependendo do eletroposto e do horário.
No caso da rede Volvo, também é necessário ter atenção caso, pois há uma taxa extra de R$ 2,50 para iniciar a recarga, além dos R$ 2,90 que todos devem pagar por cada kWh consumido, enquanto os equipamentos de corrente alternada (AC) custam R$ 2 por kWh. Há ainda uma taxa de conectividade de R$ 2,50 no início da sessão. Nos carregadores rápidos instalados em rodovias, a marca também cobra R$ 5 por minuto de ociosidade após uma tolerância de 15 minutos depois do fim da recarga.
Por isso, não basta olhar apenas a localização do eletroposto. Potência, preço, tipo de conector, horário de funcionamento e eventuais taxas extras podem fazer uma diferença considerável tanto no tempo parado quanto no custo final.
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