Chevrolet Opala restaurados e modernizados pela GM vão à leilão


Em dezembro, um Chevrolet Omega restaurado pela fábrica como parte do projeto Vintage, foi leiloado por R$ 437 mil. Agora, a marca coloca à venda, também em um leilão realizado pelo Carde, dois Chevrolet Opala restaurados ao estilo restomod, que mantém a identidade clássica, mas com atualizações de mecânica, visual e tecnologia.
O Opala é considerado um dos maiores ícones da indústria automotiva brasileira. E a GM escolheu exatamente a versão mais emblemática para restaurar. Estamos falando do Opala SS. No leilão que será realizado no próximo dia 2 de maio, serão vendidos um exemplar na cor amarela do ano 1976 e outro verde, ano 1979.
Os lances começaram em R$ 1.000 para o Opala verde e em R$ 5.000 para o amarelo. Na última atualização da reportagem, as cifras já estavem em R$ 95 mil e R$ 107.500, respectivamente.
Opala cupê original nunca teve opção de cor verde como na versão restaurada
Cauê Lira/Autoesporte
Os dois veículos foram restaurados pela BTS Performance. Porém, ao contrário do Omega, receberam uma releitura moderna, chamada de restomod. No caso dos Opala, estamos falando da atualização do motor 4.1 de seis cilindros em linha a gasolina com injeção eletrônica FuelTech, câmbio Tremec de cinco marchas, amortecedores Bilstein e freios a disco de alta performance.
Na cabine, o painel original passou a ser iluminado com LEDs. Outras modernizações incluem cintos de três pontos, direção hidráulica, ar-condicionado, rádio com Bluetooth e bancos de couro.
Como são os Opala que estão à venda
Chevrolet Opala SS 1976 também recebeu modernizações
Divulgação
Como dito acima, os dois Opala foram restaurados com toques de modernidade. A começar pelo visual, a General Motors deu liberdade para que Batistinha, dono da BTS, elaborasse algo criativo e diferenciado.
No caso do carro verde, a tonalidade da carroceria nunca existiu na linha do cupê, tampouco os acabamentos preto fosco que tomam conta de várias partes — até dos componentes que eram originalmente cromados.
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A dupla ainda foi foi remontada com maior precisão do que quando deixou a fábrica de São Caetano do Sul (SP) nos anos 1970. Os “gaps” de encaixe tinham tolerâncias maiores naquela época, mas a GM replicou, de forma artesanal, o mesmo critério de montagem dos carros novos.
Opala do projeto Vintage teve montagem seguindo padrões modernos
Divulgação
Indo além, rodas de liga leve de 15 polegadas, pneus especiais, volante esportivo da Lotse e bancos de couro legítimo são outras atualizações importantes destes projetos.
O objetivo era incorporar um estilo mais jovial e inovador aos Opala, mas sem descaracterizá-los. Quanto à mecânica, Batistinha teve ainda mais liberdade: o motor 4.1 de seis cilindros em linha recebeu injeção eletrônica e coletor de inox.
A suspensão foi recalibrada, os freios a disco são de alta performance e a transmissão Tremec agora é tem cinco marchas (originalmente eram quatro).
Projeto Vintage
Poucas marcas de carro podem se orgulhar de um passado tão geracional e marcante — e daí veio o projeto Chevrolet Vintage, anunciado no início de 2025.
A Chevrolet adquiriu dez carros que marcaram época e fechou parcerias com oficinas renomadas do antigomobilismo nacional. Os veículos leiloados terão o valor arrecadado revertido aos projetos sociais do Instituto GM.
Alguns dos clássicos que estarão no Chevrolet Vintage
Divulgação
Os responsáveis pelo projeto observaram que o público de carros clássicos, especialmente dos Chevrolet antigos, é diverso. Há quem almeje o maior nível de originalidade possível, como se o veículo tivesse acabado de deixar a fábrica. Até os parafusos que prendem os bancos aos trilhos devem ser fidedignos.
Do outro lado, a indústria do tuning proporciona maior liberdade criativa por parte das oficinas, que customizam tanto o visual quanto a mecânica. Foi então que a Chevrolet decidiu dividir o Vintage em duas categorias:
Restauração: resgata a originalidade de fábrica, mantendo as especificações em todos os detalhes;
Restomod: mantém a identidade clássica, mas com atualizações de mecânica, visual e tecnologia.
Os engenheiros da GM acompanham o processo, desde a compra dos carros até a restauração. Quando finalizados, os clássicos são submetidos a uma avaliação no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), assim como os carros novos da Chevrolet.
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