Chevrolet Captiva PHEV é confirmado como primeiro híbrido nacional da marca


Pouco mais de dois meses depois de iniciar a montagem do Captiva EV na Planta Automotiva do Ceará (Pace), a Chevrolet anuncia que a variante híbrida do SUV também ganhará as linhas de produção da unidade. Em nota, a marca confirma que o modelo PHEV será nacionalizado ainda neste ano e chegará às lojas como o primeiro híbrido plug-in da marca feito no país.
A montagem local do Captiva híbrido já era esperada e será uma resposta direta da General Motors ao domínio chinês na categoria. Logo de cara, o modelo terá a missão de encarar rivais como GWM Haval H6, BYD Song Pro, Jaecoo 7 e Omoda 7. A estreia acontecerá no último trimestre de 2026 e, desde já, Autoesporte aposta em preços na casa dos R$ 200 mil.
Com exatamente as mesmas linhas do elétrico, o Captiva híbrido segue à risca a estratégia de rebadge adotada pela Chevrolet desde o Spark EUV. Diferente do primeiro Captiva, que usava a plataforma GM Theta, o novo Captiva PHEV é baseado na arquitetura do chinês Wuling Starlight S, do grupo Saic (parceiro da General Motors).
Chevrolet Captiva PHEV já é vendido em mercados vizinhos, como na Argentina
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Na dianteira, a tradicional gravata da Chevrolet e a parte inferior do para-choque são novidade, mas todo o resto vem do Wuling. O mesmo vale para a traseira, que tem exatamente o mesmo design do SUV chinês (mudando apenas os emblemas). Nas dimensões, o PHEV não deve mudar em relação ao EV, mantendo os 4,75 metros de comprimento, 1,89 m de largura, 1,67 m de altura e 2,80 m de entre-eixos. O porta-malas tem 610 litros de capacidade.
Chevrolet Captiva híbrido terá o mesmo visual do irmão elétrico
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Conjunto PHEV
Oficialmente, a Chevrolet do Brasil ainda não confirma detalhes sobre o conjunto híbrido do Captiva, mas não precisa ir longe para saber. Na Argentina, onde o SUV PHEV já é vendido, o sistema é formado pela combinação de um motor 1.5 aspirado a gasolina de quatro cilindros e 16 válvulas a um propulsor elétrico, entregando potência total de 204 cv. O câmbio é DHT (Transmissão Híbrida Dedicada) com tração dianteira.
Chevrolet Captiva tem volante multifuncional de dois aios e console central elevado
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A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) tem capacidade de 20,5 kWh e entrega autonomia de 90 km apenas no modo elétrico e 950 km combinados (ciclo NEDC). No Brasil, os números devem variar por conta dos padrões de medição de Inmetro.
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Na cabine, Chevrolet Captiva híbrido leva até cinco pessoas
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Como é a montagem na Pace
Até então de propriedade da Ford, a fábrica de Horizonte produziu o jipão Troller T4 até 2021 e foi comprada pela Comexport em 2024, passando a se chamar Pace (Planta Automotiva do Ceará). Desde então, recebeu cerca de R$ 400 milhões em investimentos e foi transformada em um centro multimarcas.
Chevrolet Captiva EV é montado no Ceará em regime de SKD
Caio Bednarski/Autoesporte
Todos os equipamentos foram trocados (sendo 35% nacionais), os setores desgastados pelo tempo foram recuperados e a área total foi ampliada para 600 mil m². As instalações têm capacidade para montar anualmente 80 mil veículos de diferentes marcas.
No caso da Chevrolet, o Spark EUV e o Captiva EV são montados em regime de SKD (Semi Knocked-Down) e a expectativa é de que o PHEV seja feito dentro do mesmo esquema.
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