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BYD Dolphin SE: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem

22/08/2026
BYD Dolphin SE: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem


O BYD Dolphin voltou a registrar excelentes números de vendas no Brasil. Na parcial de agosto da Fenabrave, foram emplacados exatos 4.874 unidades, mais até do que o “irmão menor” Dolphin Mini, e superando também figurões do mercado, como Volkswagen T-Cross e Fiat Argo.
Uma das razões para o sucesso do modelo é a versão SE, lançada em abril por R$ 159.990 como uma opção intermediária entre a GS (R$ 149.990) e a Plus (R$ 184.800). O diferencial da configuração é trazer visual atualizado, com faróis, para-choque e grade redesenhados, além de lanternas com novo arranjo.
A cabine também foi completamente renovada e o motor de 95 cv foi substituído pelo de 177 cv. Autoesporte testou o modelo e mostra, nos próximos parágrafos os principais pontos positivos e negativos do BYD Dolphin SE.
5 razões para comprar o BYD Dolphin SE
1. Conectividade
Central multimídia do BYD Dolphin SE teve uma atualização
Murilo Góes/Autoesporte
A central multimídia do Dolphin SE passou por uma evolução notável. Se perdeu a questionável função de rotação, a tela de 12,8 polegadas agora tem display muito mais responsivo. Mas a melhor notícia é que o sistema operacional foi atualizado com o ecossistema Google integrado, eliminando quase todos os travamentos, além de ter conexão quase instantânea (e sem fio) com Apple CarPlay e Android Auto. Outro ganho foi na interface, que agora permite personalizações, como deixar os ícones mais utilizados fixos na barra inferior.
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Novo quadro de instrumentos do BYD Dolphin SE tem quase o dobro do tamanho do anterior
Murilo Góes/Autoesporte
O painel de instrumentos digital também melhorou. Começando pelo tamanho da tela, das diminutas 5 polegadas para 8,8 polegadas. Além da visualização mais clara, agora o condutor pode espelhar nesta tela informações de aplicativos de mapas, como Waze e Google Maps, deixando a central livre para exibir outras informações.
2. Itens de conforto e segurança
BYD Dolphin SE 2027 traz faróis redesenhados e com luzes full-LED
Murilo Góes/Autoesporte
Por R$ 159.990, o Dolphin SE tem um excelente pacote de equipamentos de conforto e segurança, com destaque para acesso por chave presencial, partida por botão, ar-condicionado digital (de uma zona), carregador de celular por indução (com função de carga rápida a 50W e ventilação), bancos de couro com ajustes elétricos para o motorista e ventilação para os ocupantes da frente e faróis de LED.
Entre os recursos de segurança, há pacote Adas nível 2, com controle de velocidade adaptativo (ACC), frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa.
3. Espaço interno
Entre-eixos de 2,70 m garante ao BYD Dolphin SE um ótimo espaço interno
Murilo Goes/Autoesporte
Como a maioria dos carros elétricos modernos, o Dolphin SE entrega muito espaço em uma carroceria compacta. São 4,28 metros, praticamente o mesmo que um Jeep Renegade. Mas o entre-eixos de 2,70 m é 14 cm maior que o do SUV e empata com o do Toyota Corolla, um sedã médio.
Ainda facilita a vida de quem vai andar no Dolphin a boa amplitude das portas e o assoalho traseiro plano. Entre as comodidades, há saída de ventilação e portas USB.
BYD Dolphin SE tem saída de ar e duas portas USB
Murilo Goes/Autoesporte
4. Desempenho melhorou
Além de visual atualizado e mais tecnologia, a BYD trouxe para o Dolphin SE o mesmo conjunto mecânico do Yuan Pro. Ou seja, o antigo motor de 95 cv e 18,3 kgfm deu lugar a uma máquina bem mais potente, de 177 cv e 29,5 kgfm de torque. Essa cavalaria extra transformou as respostas do hatch: a aceleração de 0 a 100 km/h despencou da casa dos 10,9 segundos para 7,8 segundos, conferindo ao veículo um comportamento muito mais ágil e seguro em qualquer situação de trânsito.
BYD Dolphin SE tem o mesmo motor do Yuan Pro
Murilo Goes/Autoesporte
5. Ergonomia
A mudança na cabine do Dolphin SE deixou a experiência do usuário mais intuitiva. A antiga chave seletora de marchas giratória instalada no painel foi substituída por uma haste na coluna de direção, liberando espaço no console central redesenhado, que agora abriga porta-objetos e carregador de celular por indução.
Console central é novo e tem mais espaço para objetos no BYD Dolphin SE
Murilo Goes/Autoesporte
Outra mudança ergonômica essencial foi a substituição dos bancos dianteiros inteiriços (estilo concha) por novos assentos com encostos de cabeça retráteis. Além de mais confortáveis, também permitem ajustes adequados a diversos biotipos.
5 motivos para pensar bem
1. Porta-malas
Porta-malas do Dolphin SE acomoda 250 litros
Murilo Góes/Autoesporte
O grande ponto fraco do BYD Dolphin SE é o porta-malas. Com apenas 250 litros, supera por pouco o Dolphin Mini (230 litros) e perde para vários hatches compactos menores. O Citroën C3, por exemplo, acomoda ótimos 315 litros. Na comparação com o Geely EX2, a disparidade fica clara. O rival, além de acomodar 375 litros no compartimento principal, tem outros 70 litros em um bagageiro dianteiro. Porém, o apelo do Dolphin SE é o estepe, que vem de série na configuração.
Recentemente, donos de Dolphin e Dolphin Mini têm recorrido à uma gambiarra para aumentar a capacidade do porta-malas. Usando furos feitos pela BYD para a passagem de robôs de solda na linha de produção, os proprietários têm instalado um suporte para acomodar a roda sobressalente. A prática não é recomendada pela fabricante e pode ser insegura, com o possível desprendimento do estepe do modelo.
2. Autonomia
Embora a capacidade da bateria Blade LFP tenha subido discretamente para 45,1 kWh (ante 44,9 kWh), a autonomia não teve ganhos expressivos. Pelo padrão do Inmetro, o alcance homologado é de 272 km.
Em nossos testes, a autonomia projetada foi maior, de 402 km. Ainda assim, é mais baixa que a de todos os rivais diretos. Confira a tabela abaixo:
Autonomia dos hatches compactos elétricos
3. Consumo
Há duas explicações para uma autonomia menor que a dos rivais. Uma delas está na capacidade da bateria, menor que a de GAC Aion UT, MG4 Urban e GWM Ora 5.
A outra razão é o próprio gerenciamento de energia. Em nossos testes de consumo, o Dolphin cravou 8,9 km/kWh na cidade e 5,9 km/kWh na estrada. No ciclo urbano, foi melhor que Aion UT (8,4 km/kWh) e Ora 5 (8,1 km/kWh), mas perdeu para o EX2 (10,8 km/kWh) e ficou bem abaixo do MG4 Urban (11,1 km/kWh). No rodoviário, só não foi pior que o concorrente da GAC.
4. Revisões e seguro
Mesmo sendo um carro elétrico, BYD Dolphin tem revisões mais caras que de alguns modelos de preço similar a combustão
Murilo Goes/Autoesporte
Apesar da promessa de menor manutenção em relação a modelos a combustão, os custos agregados de propriedade do Dolphin seguem elevados. De acordo com a Creditas Seguros, a apólice do BYD está orçada em R$ 4.025 para homens e salgados R$ 8.295 para mulheres. Nenhum dos rivais diretos tem uma conta tão alta.
Já a tabela de revisões, considerando cinco anos de uso, é orçada em R$ 4.128, mais alta que a de modelos a combustão de preços similares, como Chevrolet Tracker (R$ 3.352) e Hyundai Creta (R$ 3.653). Vale lembrar que carros elétricos não têm troca de óleo, filtro de combustível, velas ou qualquer peça móvel presente em um veículo com motor a combustão.
Mesmo entre os pares, as revisões do Dolphin são mais caras que a de rivais como MG4 Urban, EX2, Spark e Aion UT.
5. Suspensão ainda é dura demais
BYD Dolphin SE teve suspensão recalibrada, mas ainda é dura demais
Murilo Goes/Autoesporte
Mesmo com ajustes na calibração de molas e amortecedores para o mercado brasileiro, o acerto da suspensão do Dolphin SE permanece excessivamente firme no uso diário. Ao passar por emendas de asfalto, paralelepípedos, valetas ou buracos, o conjunto transmite pancadas secas e vibrações excessivas diretamente para a cabine, comprometendo o conforto dos passageiros traseiros.
O curso limitado dos amortecedores faz com que a suspensão chegue ao batente com facilidade. Falta ao conjunto um amortecimento progressivo, exatamente como o que a própria BYD conseguiu no Song Pro e no Dolphin Mini.
Ficha técnica: BYD Dolphin SE
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Fonte: Read More 

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