Volkswagen terá elétrico barato e chinês no Brasil contra BYD Dolphin Mini


O crescimento acelerado de elétricos de entrada no mercado brasileiro está fazendo as principais fabricantes instaladas no país se mexerem. É o caso da GM, que terá um compacto elétrico já em 2027, lançado pela Chevrolet, e a Stellantis, que apostará no Leapmotor A05 ou B03X. Faltava a Volkswagen, mas aparentemente a montadora também está em processo acelerado de resolução desse problema.
E como o ditado popular “se não pode vencê-los, junte-se a eles” é soberano, a fabricante alemã também vai adotar um elétrico compacto chinês para chamar de seu na luta contra os BYD Dolphin e Dolphin Mini, além do Geely EX2. Em conversa com executivos da marca na Alemanha, a sinalização foi de que as negociações já está em estágio avançado, e preveem tanto a importação, como solução paliativa para ter uma resposta rápida de mercado, como a produção local em uma segunda fase do projeto. As imagens que ilustram a matéria foram criadas usando inteligência artificial.
Projeção de possível carro elétrico de entrada da Volkswagen
Imagem gerada por IA/Gemini
Qual será ou quais serão os produtos escolhidos para essa missão? Esse ainda é um mistério. Na China, a Volkswagen trabalha com três joint-ventures diferentes: uma é com a Saic, da qual a fabricante já aproveita o projeto do nosso Taos (derivado do chinês Tharu) e vai usar a picape média-grande MG U9 como base para a nova geração da Amarok sul-americana.
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Outra é com a FAW, da qual deriva, por exemplo, o Jetta VS8, SUV que servirá para a criação da nova geração do Taos híbrido brasileiro. Uma terceira sociedade é com a JAC, parceria conhecida como Volkswagen Anhui, e que é responsável por produzir toda a família ID no gigante asiático, a partir da plataforma MEB.
Volkswagen ID Cross pode ter versão chinesa para o Brasil
Foto: Divulgação
É possível, por exemplo, que a Volkswagen opte por lançar no Brasil uma versão do ID. Cross adaptada para a China com custos melhores. Nossa reportagem entende que a versão elétrica do T-Cross vem sendo estudada pela filial brasileira da marca com muito afinco desde sua apresentação na Europa. Para isso, a conta precisaria fechar.
Todavia, o novo portfólio de elétricos compactos da Volkswagen no Brasil pode tanto passar por apenas uma dessas associações quanto por duas ou até todas. Uma coisa parece certa: o produto escolhido parece ainda não existir. A Volkswagen quer aproveitar a capacidade acelerada de desenvolvimento chinês para ter um elétrico compacto no Brasil para chamar de seu já nos próximos dois anos.
Como dissemos, o plano inicial prevê o início das vendas desse novo elétrico ou uma possível família de elétricos compactos por importação, mas há um forte movimento interno para que haja produção nacional até o fim desta década, já com um plano adicional de investimentos para além dos R$ 20 bilhões anunciados na América do Sul até 2028.
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