Fiat Argo X vai conviver com geração antiga e isso é ruim para o Mobi
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Ao anunciar o lançamento do novo Argo X para o Brasil, a Fiat confirmou que o modelo atual, lançado em 2017, não vai sair de linha. Os modelos irão compartilhar tanto a linha de montagem de Betim (MG) quanto o espaço das concessionárias a partir do final deste ano. Totalmente renovado, o Argo X é baseado no Grande Panda europeu, e será o primeiro integrante de uma nova família de veículos da marca italiana para o país.
Segundo a Fiat, não há pressa para determinar um prazo de validade para a atual geração do Argo. De acordo com Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, o modelo continuará em linha “pelo tempo que o mercado desejar”. Na prática, a Fiat repete uma estratégia que o motorista brasileiro conhece bem: vender duas gerações de um carro ao mesmo tempo.
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Isso já ocorreu com o Uno, cuja primeira geração — lançada em 1984 e reestilizada em 2004 — não deixou de ser vendida após a apresentação do modelo totalmente renovado em 2010. No ano seguinte, a mesma estratégia foi aplicada ao Palio, pois a primeira geração do hatch — lançada em 1996 — passou por diversas atualizações para continuar em linha, mesmo após a chegada do novo modelo em 2011.
Fiat Argo não tem prazo de validade no mercado brasileiro
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Dessa forma, a sobrevivência da atual geração do Argo, mesmo após o lançamento do Argo X, soa natural dentro das estratégias históricas da marca. No entanto, levantam-se questionamentos sobre o futuro de outro carro importante da marca: o Mobi.
Fiat Mobi pode ser afetado pela permanência do Argo?
Autoesporte
Afinal, se o objetivo da Stellantis é manter o Argo como opção de entrada, com versões mais enxutas e pacote de equipamentos simplificado, onde o Mobi se encaixaria? Por mais que exista o risco de causar “canibalização” — quando um modelo rouba vendas do outro, tornando a convivência insustentável — a Fiat não sinalizou que o Mobi sairá de linha, ao menos por enquanto.
O que já sabemos sobre o Fiat Argo X
O Argo X terá motor 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opção manual ou automática do tipo CVT) e 1.0 turbo nos pacotes mais equipados. Nesta última opção, conforme Autoesporte também antecipou com exclusividade, haverá um descenso de potência para pagar menos IPI, o que fará os resultados atuais mudarem de 130 cv para 116 cv. Já o torque será preservado em 20,4 kgfm.
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Divulgação
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A confirmação da produção da nova geração é um desdobramento do investimento de R$ 14 bilhões feito pela marca italiana na fábrica mineira em 2024. O montante será consumido pela Stellantis até meados de 2030. Baseado no Grande Panda europeu, as dimensões do novo Argo X devem ser as seguintes: 3,99 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,57 de altura e 2,54 m de entre-eixos.
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Leonardo Felix/Autoesporte
A Stellantis anunciou no fim do ano passado o plano de lançar um carro novo por ano no Brasil até 2030. Estes modelos serão derivados do Argo X, e compreendem as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e, provavelmente, o inédito SUV de sete lugares flagrado recentemente nas intermediações da fábrica de Betim.
Dessa forma, a Fiat chegará perto de renovar por completo o seu catálogo de carros no Brasil. A nova geração da Toro ainda não foi confirmada oficialmente, mas a Stellantis antecipou que irá investir R$ 350 bilhões no desenvolvimento de suas novas picapes. Este montante também deve incluir a próxima geração da Titano.
50 anos de Fiat no Brasil
A inauguração da fábrica de Betim (MG) no dia 9 de julho de 1976 deu início à operação da Fiat no Brasil. O primeiro carro a deixar a linha de montagem foi o 147. De lá para cá, mais de 18 milhões de veículos fizeram o mesmo — recorde absoluto para uma única fábrica no país.
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