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GM amplia investimento a R$ 10,5 bilhões para produzir híbridos no Brasil

25/06/2026
GM amplia investimento a R$ 10,5 bilhões para produzir híbridos no Brasil


A General Motors anunciou um novo aporte de R$ 3,5 bilhões para suas fábricas do estado de São Paulo com o objetivo de produzir modelos híbridos nacionais. O valor total do investimento da fabricante para o Brasil agora chega a R$ 10,5 bilhões, que serão consumidos até meados de 2028. O anúncio foi realizado em Brasília (DF), nesta quarta-feira (24), e contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
O anúncio informa que o novo montante se soma ao plano de R$ 7 bilhões anunciado pela GM em 2024. O valor será utilizado para renovar o portfólio da Chevrolet, modernizar as fábricas de SP e incorporar novas tecnologias aos veículos vendidos no país — citando especificamente a matriz energética híbrida.
No entanto, a GM não especificou qual fábrica paulista receberá este novo aporte. A marca produz automóveis em São Caetano do Sul e São José dos Campos, além de ter uma instalação em Mogi das Cruzes, responsável pela fabricação de componentes estampados e outras peças.
Tampouco foi informada a natureza do novo sistema híbrido prometido para o Brasil. Embora a marca mantenha segredo, Autoesporte pode dizer que se trata de um sistema MHEV (“Mild Hybrid Electric Vehicle”) de 48 Volts — em português, o termo se refere aos híbridos leves.
Como serão os novos híbridos nacionais da Chevrolet
Chevrolet Montana 2027
Foto: Divulgação
Em fevereiro deste ano, o vice-presidente da General Motors América do Sul, Fábio Rua, afirmou para a reportagem de Autoesporte que os primeiros hibridos nacionais estariam “na cara do gol”. O executivo falou no plural e, indiretamente, acabou por confirmar que será mais de um híbrido.
Autoesporte revelou em setembro do ano passado que os modelos escolhidos para receber a nova motorização são o Tracker e a Montana. A dupla terá a missão de inserir a marca na categoria e responder aos avanços da concorrência, já que rivais como Jeep Renegade e Fiat Toro também serão híbridos em breve.
“Esses híbridos foram desenvolvidos pelo Brasil, então foi tudo planejado do zero, o que exige tempo, mas eles estão na boca do gol”, disse Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul.
Conforme já revelado por Autoesporte, tanto o Chevrolet Tracker quanto a Montana terão um sistema híbrido leve (MHEV) associado ao conhecido motor 1.2 turbo flex de três cilindros e 12 válvulas, com injeção direta de combustível, da família CSS Prime.
Chevrolet Tracker Premier 1.2 2026 Traseira Estático
Cauê Lira/Autoesporte
Ou seja, será um híbrido diferente do sistema pleno (HEV) da Toyota e mais próximo do sistema T200 Hybrid de 12 Volts usado pela Fiat no Pulse e Fastback. A diferença é que o GM será de 48 Volts, uma tensão mais alta e que permite um motor elétrico com um pouco mais de potência em relação aos SUVs compactos da Stellantis.
Com um sistema mais robusto, a Chevrolet espera deixar Tracker e Montana consideravelmente mais eficientes. Isso porque o MHEV de 48 volts proporciona ajuda momentânea, aumentando ligeiramente números de potência e torque em condições específicas, como ultrapassagens e retomadas. Dessa forma, reduz o esforço do motor a combustão, contribuindo positivamente para o consumo de combustível e as emissões.
O sistema, como dito, será baseado no motor 1.2 turbo flex e, segundo a própria GM, desenvolvido inteiramente no Brasil. Hoje, o propulsor rende sozinho 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque. O “empurrãozinho” da eletrificação poderá elevar ligeiramente os números, embora ainda não haja confirmação. Já o câmbio seguirá automático de seis marchas, como acontece hoje.
Ainda não está claro se o sistema híbrido leve vai aumentar a potência e o torque combinados do conjunto, nem se se será capaz de tracionar as rodas em modo apenas elétrico. Toda produção será concentrada na fábrica de São Caetano do Sul (SP). A unidade, vale lembrar, dividirá com São José dos Campos parte dos R$ 7 bilhões que a GM investirá no Brasil até 2028.
*reportagem em atualização
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Fonte: Read More 

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