Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300
  • HOME
  • SERVIÇOS
  • ÁREA PCD
  • CONSULTAS
  • SOBRE NÓS
  • DOWNLOAD
  • SEGUROS
  • BLOG
  • NOTÍCIAS
✕

Carro elétrico causa enjoo? Entenda por que os passageiros podem passar mal

12/06/2026
Carro elétrico causa enjoo? Entenda por que os passageiros podem passar mal


Os carros elétricos prometem viagens mais silenciosas, suaves e confortáveis. Mas, para alguns passageiros, a experiência pode vir acompanhada de um efeito inesperado: enjoo. Relatos de náusea, tontura e mal-estar dentro de veículos eletrificados têm se tornado mais frequentes nas redes sociais e em fóruns de proprietários, especialmente entre quem usa o celular durante os trajetos.
Embora o problema não seja exclusivo dos elétricos, especialistas afirmam que algumas características desses modelos podem intensificar a chamada cinetose, condição popularmente conhecida como enjoo de movimento. Aceleração instantânea, frenagem regenerativa e ausência de ruídos mecânicos mudam a forma como o cérebro interpreta o deslocamento do carro.
Segundo o médico Flavio Adura, diretor científico da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), o desconforto acontece quando o cérebro recebe sinais contraditórios dos sistemas responsáveis pelo equilíbrio e pela percepção de movimento.
O cérebro “se confunde” dentro do carro
A cinetose acontece quando o ouvido interno percebe que o corpo está em movimento, enquanto os olhos recebem outra informação, principalmente quando o passageiro está olhando para uma tela, lendo ou focado no interior do carro.
“O cérebro passa a receber mensagens contraditórias sobre o movimento do corpo e reage estimulando substâncias como histamina, acetilcolina e serotonina, que provocam tontura, suor frio, palidez e náusea”, explica Adura.
Uma das teorias mais aceitas é que o organismo interpreta esse conflito sensorial como um possível sinal de intoxicação. O vômito seria, portanto, uma reação primitiva de defesa do corpo.
O problema pode acontecer em qualquer automóvel, mas os elétricos criam um ambiente diferente daquele ao qual o cérebro humano se acostumou durante décadas nos carros a combustão.
Por que carros elétricos podem aumentar o enjoo?
Entenda como o carro elétrico interfere no seu corpo
Renato Durães/Autoesporte
Nos modelos elétricos, a aceleração costuma ser imediata. Diferentemente dos carros a combustão, que aumentam a velocidade de forma progressiva e acompanhada pelo som do motor e pelas trocas de marcha, os elétricos entregam torque máximo instantaneamente.
Além disso, a frenagem regenerativa, sistema que recupera energia durante as desacelerações, provoca reduções de velocidade mais constantes e perceptíveis, muitas vezes sem que o motorista precise pressionar o pedal de freio.
Outro ponto importante é justamente o silêncio. Nos carros tradicionais, o cérebro usa o ruído do motor e as vibrações como pistas para antecipar acelerações, frenagens e mudanças de velocidade. Já nos elétricos, essas referências praticamente desaparecem.
“Para algumas pessoas, o corpo sente a aceleração ou desaceleração, mas o cérebro recebe menos pistas para antecipar esse movimento”, afirma Adura.
Celular é um dos maiores gatilhos
Olhar para telas pode aumentar o enjoo
Murilo Góes/Autoesporte
A administradora Jaqueline Fragatte Aguilar, de 32 anos, afirma que sente enjoo principalmente quando usa o celular durante viagens. Segundo ela, os sintomas aparecem tanto em carros elétricos quanto em modelos a combustão, mas os elétricos parecem reduzir ainda mais o limite entre conforto e mal-estar.
“Bastam poucos minutos olhando para a tela com o carro em movimento para que eu comece a me sentir mal”, relata.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Ela diz que a sensação começa com “cabeça pesada” e evolui rapidamente para náusea. Olhar para a estrada costuma ajudar, mas nem sempre resolve completamente o desconforto.
O relato reforça o que apontam os especialistas: olhar para telas faz os olhos “informarem” ao cérebro que o corpo está parado, enquanto o ouvido interno percebe curvas, acelerações e freadas. Esse desencontro sensorial aumenta significativamente a chance de enjoo.
Crianças costumam sofrer mais
Crianças são mais vulneráveis ao movimento dos carros elétricos
Getty Images
Segundo a Abramet, crianças entre dois e 12 anos estão entre as mais suscetíveis à cinetose. Isso acontece porque o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, ainda está em desenvolvimento.
Além disso, crianças geralmente têm um campo de visão mais limitado dentro do carro e nem sempre conseguem olhar para o horizonte. Quando usam tablets ou celulares durante a viagem, o conflito sensorial tende a aumentar ainda mais.
Com o crescimento, o cérebro aprende a interpretar melhor os estímulos de movimento, reduzindo a incidência de enjoo em muitos casos.
Como reduzir o enjoo em carros elétricos
Algumas medidas simples ajudam a diminuir os sintomas, tanto em carros elétricos quanto em modelos a combustão:
evitar usar celular ou ler durante a viagem;
olhar para a estrada ou para o horizonte;
preferir o banco dianteiro;
manter boa ventilação dentro do carro;
evitar refeições pesadas antes de viajar;
fazer pausas em trajetos longos.
Nos elétricos, uma condução mais suave também pode ajudar bastante. Acelerações progressivas e desacelerações menos bruscas reduzem os estímulos no sistema de equilíbrio.
Jaqueline afirma que já conseguiu adaptar parte da rotina para conviver melhor com o problema. Ela também destaca um novo recurso disponível em iPhones chamado “Indícios de Movimento do Veículo”, que adiciona pontos animados nas bordas da tela para acompanhar os movimentos do carro e reduzir o conflito sensorial. “Ele minimiza bastante os sintomas”, conta.
Mesmo com os relatos de desconforto, especialistas reforçam que os carros elétricos não “causam” enjoo necessariamente. O fenômeno depende da sensibilidade individual e dos hábitos dos passageiros. Ainda assim, o comportamento diferente desses veículos mostra que a eletrificação também está mudando a forma como nosso cérebro percebe o movimento nas viagens.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Fonte: Read More 

Compartilhar
0

Artigos Relacionados

Toyota Corolla: 5 opções usadas do sedã de R$ 30 mil a R$ 120 mil
12/06/2026

Toyota Corolla: 5 opções usadas do sedã de R$ 30 mil a R$ 120 mil


Leia mais
Governo aprova linha de crédito para que entregadores financiem motos novas
12/06/2026

Governo aprova linha de crédito para que entregadores financiem motos novas


Leia mais
5 luvas de microfibra para uma limpeza profunda, segura e eficiente
12/06/2026

5 luvas de microfibra para uma limpeza profunda, segura e eficiente


Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2021 Todos os Direitos Reservados a Sentinela Despachantes.
Elaborado por: Kamilla Ribeiro | Desenvolvido por: Sales Publicidade
      Precisa de ajuda?
      Sentinela Despachantes
      Olá,
      em que podemos te ajudar?
      Iniciar conversa
      Usamos cookies para oferecer uma experiência melhor no site. Mas respeitamos a sua decisão e você pode aceitar ou não em compartilhar a sua experiência em nosso site.