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Citroën Basalt Shine: 5 razões para comprar e 5 motivos para fugir

07/02/2026
Citroën Basalt Shine: 5 razões para comprar e 5 motivos para fugir


O Citroën Basalt é somente o 48° carro mais vendido do Brasil em 2026, o que parece aquém de seu verdadeiro potencial no mercado, considerando sua proposta de “SUV para as massas”. O modelo tem porte de carros de segmentos mais caros, e ainda oferece amplo espaço interno e um generoso porta-malas.
Mesmo assim, o motorista brasileiro não embalou na ideia do SUV francês. Houve ainda a recente polêmica de que ele será excluído da lista do Uber Black a partir de 1° de janeiro de 2027.
No entanto, talvez não tenhamos sido justos com o Citroën Basalt Shine — anunciado por R$ 127.890 no site, mas vendido por R$ 117.690 nas lojas. Foi o que pensei após dirigi-lo por 682 km, tanto na cidade quanto na estrada, ao longo de uma semana. Nesta reportagem, trago cinco pontos positivos que me fariam comprá-lo e outras cinco características que passam longe de agradar no SUV. Confira abaixo:
Razões para comprar
1- Bom espaço interno
Espaço interno é ponto forte do SUV de entrada
Cauê Lira/Autoesporte
O Basalt é um carro avantajado. Tem 4,34 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,58 m de altura e 2,65 m de distância entre-eixos, que garantem excelente espaço interno.
Até passageiros mais altos, na faixa de 1,80 m, ficam confortáveis no banco traseiro. Há bastante espaço entre os bancos dianteiros e os joelhos dos ocupantes, embora o túnel central seja alto e levemente intrusivo, roubando espaço dos pés. Quem viaja na segunda fileira dispõe de duas saídas USB para recarregar o celular.
É justamente neste tópico em que a retirada do Basalt da categoria Uber Black soa contraditória: é um carro grande e confortável para quem viaja na segunda fileira, tanto que fui de São Paulo para Sorocaba com quatro ocupantes e ninguém reclamou de aperto no banco traseiro.
Citroën Basalt Shine é um carro grande para o que custa
Cauê Lira/Autoesporte
2- Porta-malas é amplo
Não é só no espaço interno em que o CItroën Basalt se destaca. O porta-malas também é excelente para um carro nesta faixa de preço: são 490 litros disponíveis no compartimento.
Porta-malas é revestido com um carpete simples e tem bom aproveitamento de espaço
Cauê Lira/Autoesporte
É o terceiro maior porta-malas entre os SUVs compactos, perdendo somente para os irmãos Citroën C3 Aircross (493 litros) e Fiat Fastback (516 litros). Portanto, o Basalt é um carro que atenderia perfeitamente uma família com filhos crescidos que curtem viajar. Dá para aproveitar o passeio sem aperto!
3- Bom desempenho
Motor 1.0 turbo flex da família T200 é o mesmo de Pulse, Fastback, 208 e companhia
Cauê Lira/Autoesporte
Chegou a hora de falar do motor 1.0 turbo flex de três cilindros, que desenvolve 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, sempre atrelado ao câmbio CVT que faz a simulação de sete marchas.
Até por sua simplicidade, o Basalt é um carro leve, pesando somente 1.191 kg nesta versão Shine. Pisando fundo, a Citroën diz que o SUV de entrada vai de 0 a 100 km/h em honestos 9,7 segundos.
Há fôlego suficiente para encarar ladeiras e ultrapassagens desafiadoras
Cauê Lira/Autoesporte
Nas andanças pelo interior de São Paulo — indo para Sorocaba e Mogi Guaçu — não tive qualquer empecilho ao encarar ultrapassagens. Basta cravar o pé no acelerador para o câmbio CVT responder com simulações tão reais que enganam até os motoristas mais experientes.
No entanto, velocidades mais elevadas não são a praia do Citroën Basalt, como iremos elaborar nos tópicos seguintes.
4- Conforto na cidade
Conjunto de suspensão vai muito bem em ambiente urbano; já na estrada…
Cauê Lira/Autoesporte
O acerto de suspensão do Basalt — McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira — foi pensado para garantir o melhor conforto no castigado asfalto das cidades brasileiras. E isso o SUV francês cumpre com esmero.
Os balanços horizontais e verticais dos amortecedores são devidamente alinhados para que a carroceria não chacoalhe ao passar por buracos ou oscilações no solo. Da mesma forma, ao encarar lombadas, a suspensão com pouco curso impede que o Basalt raspe no chão. Inclusive, há um consenso em nossa redação de que o SUV francês tem o melhor acerto neste quesito entre os carros da Citroën.
Mas nem só de aspectos positivos vive este conjunto de suspensão do Basalt. Iremos detalhar este tópico a seguir, quando abordamos os pontos negativos.
5- Pacote de equipamentos generoso pelo preço
Painel do Citroën Basalt tem montagem simplória, onde os acabamentos parecem “ocos”
Cauê Lira/Autoesporte
Por R$ 117.690, o Basalt Shine tem um pacote de equipamentos honesto. Tem quadro de instrumentos de 7’’, central multimídia de 10’’ com câmera de ré, luzes diurnas de LED, retrovisores elétricos, rodas de liga leve aro 16 e seis alto-falantes.
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Central multimídia funciona bem e tem Android Auto e Apple CarPlay sem fio
Cauê Lira/Autoesporte
Este pacote ainda inclui ar-condicionado digital, bancos com revestimento que imita couro, faróis de neblina, controlador de velocidade, rodas de liga leve diamantadas aro 16, sensor de estacionamento traseiro, volante com revestimento de couro e pintura bitom (opcional).
Razões para pensar bem
1- Tirou zero em teste de colisão
Citroën Basalt reprovou no teste de colisão realizado pelo Latin NCAP em 2025
Reprodução/Latin NCAP
O Citroën Basalt foi testado pelo Latin NCAP em outubro de 2025, quando recebeu nota zero. Equipado com apenas dois airbags laterais, além das bolsas frontais, obrigatórias, o SUV obteve 39% de nota para ocupantes adultos, 58% para crianças, 53% para proteção de pedestres e 35% para assistência à segurança.
De acordo com o relatório do Latin NCAP, a proteção oferecida à cabeça e ao pescoço dos ocupantes dianteiros é boa nos impactos frontais. Por outro lado, a segurança ao peito do motorista foi considerada marginal, e a proteção proporcionada ao peito do passageiro foi insuficiente.
Além disso, a estrutura do habitáculo foi classificada instável e incapaz de suportar cargas maiores. No impacto lateral, cabeça, pelve, peito e abdômen obtiveram boa proteção. No teste de “whiplash”, com movimento brusco da cabeça para frente e para trás, o assento apresentou “proteção marginal”, segundo o Latin NCAP.
2- Isolamento acústico ruim
Dirigir na estrada deixou o Citroën Basalt exposto quanto ao péssimo isolamento acústico que tem. E isso surge em diversos aspectos.
Primeiro, o som do vento irrompendo a carroceria em velocidades acima de 100 km/h é muito presente. Outra característica notória é o som do motor 1.0 turbo, que “grita” dentro da cabine, diferentemente de outros carros da Stellantis em que também marca presença, como o Peugeot 208.
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Por fim, o som do rolamento dos pneus também é alto, especialmente no asfalto poroso das regiões mais quentes e afetadas pela chuva constante. Some as três características e você terá um carro barulhento na estrada.
3- Consumo na vida real
Talvez você não atinja os bons números de consumo declarados pelo Inmetro
Cauê Lira/Autoesporte
De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o Basalt pode marcar 8,4 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol, além de 12,1 km/l em trajeto urbano e 13,7 km/l em circuito rodoviário.
Porém, o resultado de consumo que obtive no uso do dia a dia foi inferior. Com gasolina, o máximo que consegui aferir na cidade foram 10,1 km/l. Na estrada, o número não passou de 12 km/l.
Este não é o único carro da Stellantis com tal característica. Neste fim de ano fiz um teste de autonomia com o Peugeot 208, que traz este mesmo motor 1.0 turbo atrelado ao sistema híbrido leve de 12 Volts. Fiz somente 9 km/l com gasolina na cidade, contra 13 km/l declarados pelo Inmetro.
4- Comportamento dinâmico em altas velocidades
Quando o velocímetro digital marcou 120 km/h na Rodovia dos Bandeirantes, a suspensão do Basalt começou a balançar. As pequenas oscilações no asfalto o tornam inconstante.
A impressão ao volante, de forma grosseira, é que o SUV se torna “bambo” em altas velocidades. A rigidez da direção, demasiadamente leve, obriga correções constantes. Cada escolha vem com uma renúncia — e, no caso do Basalt, o acerto da suspensão voltado ao conforto urbano afetou a dinâmica na estrada.
5- Deixa a desejar em ergonomia
Falta ajuste de profundidade para o volante, além dos bancos serem duros
Cauê Lira/Autoesporte
O Citroën Basalt não tem ajuste de profundidade no volante multifuncional. É possível ajustá-lo verticalmente, mas a regulagem de profundidade faz falta, especialmente aos motoristas mais altos — tenho 1,85 m de altura e os braços compridos.
Quando me acomodo num carro sem regulagem de profundidade no volante, sinto a necessidade de posicionar o banco do motorista um pouco para trás. Dessa forma, tomo parte do espaço que poderia ser aproveitado pelo ocupante traseiro.
Além disso, o estofamento dos bancos pareceu duro, tornando o Basalt um carro desconfortável para dirigir por muitas horas. Isso ficou claro no trajeto rodoviário.
Após quase 700 km ao volante, fico com a impressão de que o Basalt é um carro bem posicionado. Seu ótimo custo-benefício, pacote de equipamentos e o amplo espaço, tanto na cabine quanto no porta-malas, são pontos fortíssimos para o SUV de entrada, que deveria ser uma figura mais frequente em nossas ruas. Por enquanto, as vendas continuam tímidas, mas há uma fagulha de esperança para este Citroën, enfim, conquistar o seu lugar.
Citroën Basalt Shine
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Fonte: Read More 

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