Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300Grupo Sentinela_Logotipo_1_bc300
  • HOME
  • SERVIÇOS
  • ÁREA PCD
  • CONSULTAS
  • SOBRE NÓS
  • DOWNLOAD
  • SEGUROS
  • BLOG
  • NOTÍCIAS
✕

Volkswagen Taigun foi o Tera 13 anos antes da hora; por que deu errado?

05/02/2026
Volkswagen Taigun foi o Tera 13 anos antes da hora; por que deu errado?


O ano era 2012 e a Volkswagen nem sonhava em ausentar-se de um Salão do Automóvel de São Paulo. No estande da marca estava uma das vedetes do evento, o Taigun. Talvez você nem lembre desse conceito, mas seu objetivo na época era ser o que o Tera é hoje.
Ainda que tenha sido apresentado como um conceito, ele era 100% funcional: pintado na cor Seaside Blue, era equipado com um motor 1.0 TSI de três cilindros a gasolina com 110 cv. Pesava 985 kg, ia de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e alcançava 186 km/h de velocidade máxima (dados de fábrica).
O Taigun recebeu status de grande estrela: veio o presidente global, a Volkswagen chamou a apresentação de “estreia mundial” e, em comunicado, disse que “se chegar à produção em série ele poderá ser comercializado internacionalmente, e não apenas na América do Sul”.
A fabricante ainda reforçou que “todos os conceitos que a Volkswagen apresenta nos salões podem se tornar veículos de produção. É bem provável que o Taigun venha um dia a aparecer nas concessionárias”.
Volkswagen Taigun 2012
Divulgação/Acervo Miau
O estilo do Taigun remetia diretamente ao então menor SUV da marca, o Tiguan — até o nome era parecidíssimo, com as mesmas letras em outra ordem. Seu lançamento comercial já era dado como certo: estimava-se 2016, mas isso nunca aconteceu. O que será que deu errado?
Exclusivo: avaliamos o Volkswagen Taigun
Pode-se dizer que matou o Taigun seu berço, bom demais. O modelo nada mais era do que um SUV de entrada do Up!, um subcompacto de excelente qualidade construtiva — não à toa, recebeu cinco estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP da época, conquista inédita no segmento. Porém, isso tinha um preço, literalmente.
O Up! foi lançado no Brasil em 2014, colocado pela própria marca como sucessor do Fusca, um fardo enorme. A expectativa era vender 120 mil unidades apenas no primeiro ano, mas foram apenas 59 mil, menos da metade. O marco de 200 mil Up! nacionais produzidos só foi alcançado três anos depois do lançamento, mesmo engordado por exportações para sete países da América Latina.
Taigun compartilhava com o Up! a base, parte do interior e a cara plataforma PQ12
Divulgação/Acervo Miau
Isso ocorreu por uma soma de razões: estilo não exatamente unânime, uma estranha estratégia de oferecer apenas versões mais caras de início e a concorrência feroz na faixa de entrada, bem diferente de hoje: o Up! tinha de brigar não só dentro de casa, contra Gol e até Fox, mas também na rua, onde estavam Mille, Novo Uno, Palio Fire, Celta, Onix, novo Ka, HB20 e outros.
Em 2015 o Up! ganhou exatamente o conjunto mecânico do Taigun mostrado no salão de 2012, ou seja, o motor 1.0 TSI (turbo com injeção direta). Mesmo assim, suas vendas não decolaram.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
Initial plugin text
Esse cenário acendeu uma luz vermelha enorme na sede da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). Isso porque o plano era que Up! e Taigun, juntos, alcançassem no mínimo 200 mil unidades fabricadas ao ano, justificando o uso de uma plataforma só deles (a PQ12).
Mas o Up! não embalava no mercado e acabou entrando no círculo mais temido por um carro: vendas em queda faziam com que seu já alto custo unitário de produção crescesse, forçando o preço de venda ainda mais para cima e levando as vendas ainda mais para baixo, na mesma proporção.
Volkswagen Tera chegou 13 anos depois para cumprir a missão que o Taigun nunca conseguiu
Autoesporte/Murilo Goes
O financeiro e a engenharia avisaram que não dava para reduzir o custo de produção da PQ12, e a diretoria ficou com medo de que os clientes transferissem ao Taigun a mesma impressão que tinham do Up!: caro demais para o tamanho. Foi o golpe fatal, dado em 2015.
A decisão foi deixar para produzir um SUV pequeno na plataforma MQB do Polo, que tinha chance muito maior de alcançar bom volume e fazer o círculo inverso do Up! — quanto mais vender, menor é o custo de produção e mais competitivo o carro pode ser. Mas de lá até aqui foram necessários 13 anos para nascer um modelo na mesma faixa de mercado do Taigun, o Tera.
Initial plugin text
De qualquer forma, a VW aprendeu a lição e fez o Tera de um tamanho mais próximo ao do T-Cross do que do Up! — o Taigun tinha só 3,85 metros de comprimento, mesma medida de um Nissan March.
No entanto, nem tudo se perdeu: do Taigun sobrou o motor TSI 1.0 embaixo do capô do Tera. Todo o resto, porém, ficou mesmo só na história — e no material de divulgação que hoje é peça do acervo do Miau, o Museu da Imprensa Automotiva.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Fonte: Read More 

Compartilhar
0

Artigos Relacionados

Jeep Renegade é vendido com desconto de R$ quase 30 mil antes de mudar
12/03/2026

Jeep Renegade é vendido com desconto de R$ quase 30 mil antes de mudar


Leia mais
Honda cancela nova família de carros elétricos e calcula prejuízo bilionário
12/03/2026

Honda cancela nova família de carros elétricos e calcula prejuízo bilionário


Leia mais
Ferrari Amalfi Spider é conversível V8 com mais de 600 cv; conheça
12/03/2026

Ferrari Amalfi Spider é conversível V8 com mais de 600 cv; conheça


Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2021 Todos os Direitos Reservados a Sentinela Despachantes.
Elaborado por: Kamilla Ribeiro | Desenvolvido por: Sales Publicidade
      Precisa de ajuda?
      Sentinela Despachantes
      Olá,
      em que podemos te ajudar?
      Iniciar conversa
      Usamos cookies para oferecer uma experiência melhor no site. Mas respeitamos a sua decisão e você pode aceitar ou não em compartilhar a sua experiência em nosso site.