Novo Volkswagen Tiguan já tem data para chegar ao Brasil; veja quando


A Volkswagen confirmou que a terceira geração do Tiguan será lançada no Brasil em março. O anúncio oficial foi feito por Ciro Possobom, CEO da marca no Brasil, em um evento realizado nesta segunda-feira (02). Os preços e versões, no entanto, ainda não foram divulgados.
Apesar da confirmação, a Volkswagen não revelou mais detalhes sobre as especificações do novo Tiguan no Brasil. O modelo será importado do México, onde começou a ser produzido nesta geração em meados de 2025. Portanto, terá benefício do imposto de importação zerado, como fruto de um acordo comercial entre os países. Por lá, a única motorização disponível é uma velha conhecida dos brasileiro: 1.4 turbo de 150 cv, o mesmo usado em T-Cross, Taos e Virtus.
No entanto, de acordo com o site Autos Segredos, o Tiguan será lançado no Brasil com motor 2.0 turbo a gasolina de 204 cv. O objetivo da Volkswagen é que o novo SUV ocupe a lacuna acima do novo Taos, vendido exclusivamente com o motor 1.4 turbo.
Nova geração do Volkswagen Tiguan é produzida no México
Divulgação
Ainda sobre o mercado mexicano, a nova geração do Tiguan é oferecida nos pacotes Trendline, Comfortline e R-Line, sempre com cinco lugares. Até por isso, o SUV perdeu o nome “Allspace”, usado desde 2018 para indicar que se trata de uma carroceria alongada. Veja abaixo os preços do modelo mexicano e os valores convertidos:
Tiguan Trendline 1.4 – 599.990 pesos (R$ 169.932)
Tiguan Comfortline 1.4 – 677.990 pesos (R$ 192.024)
Tiguan R-Line 1.4 – 771.990 pesos (R$ 218.647)
Já a cabine segue a identidade visual dos carros mais recentes da Volkswagen, com central multimídia flutuante de 13 polegadas (com Android Auto e Apple CarPlay) e um generoso painel de instrumentos digital. O acabamento mistura tecido texturizado e couro, e tem costuras aparentes.
Acabamento do Tiguan mistura tecido e couro
Divulgação
E o híbrido?
Em outros mercados, o SUV tem grande variedade de opções mecânicas. As versões básicas vêm equipadas com motor 1.5 turbo de 150 cv com conjunto híbrido leve (MHEV) de 48V. Acima delas há duas configurações intermediárias 2.0 a gasolina de 204 cv e 265 cv, sem eletrificação.
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Por fim, os modelos híbridos plug-in (PHEV) têm propulsor 1.5 turbo (o TSI Evo2, que será produzido no Brasil) que pode desenvolver 204 cv ou 272 cv. Este último tem tração integral e utiliza embreagem 4Motion de sexta geração para acionar o eixo traseiro. O câmbio é automatizado de dupla embreagem e seis marchas em quase todas as versões, exceto a PHEV de 272 cv, com sete marchas.
Com baterias de 19,7 kWh, as configurações híbridas plug-in propiciam autonomia elétrica adequada para o dia a dia, na faixa de 126 km (ciclo WLTP). A recarga pode ser feita em corrente alternada (AC) a até 11 kW e contínua (DC) a até 50 kW. Para muitos deslocamentos urbanos, é mais que suficiente. Mas não há indicação de que alguma delas vá chegar por aqui.
Volkswagen Tera foi o lançamento de maior sucesso da marca no Brasil em 2025
Murilo Goes/Autoesporte
A marca também relembrou que o ciclo atual de investimentos de R$ 20 bilhões anunciado em 2024 terá 21 lançamentos na América do Sul. Desses, 18 são no Brasil. E 11 deles já chegaram ao mercado, incluindo Tera, Nivus, T-Cross e Amarok reestilizados, além de Jetta GLI e Golf GTI.
A partir de 2026, todos os novos produtos da marca terão versões eletrificadas. E o primeiro híbrido flex nacional da marca será feito na unidade de São Bernardo do Campo (SP). Para isso, a fabricante vai trazer a plataforma MQB 37 ou MQB Evo, conforme antecipado por Autoesporte desde março de 2025 e confirmada com exclusividade pelo CEO Global da marca à nossa reportagem em setembro.
Por fim, a Volkswagen celebrou crescimento nas vendas na América do Sul. Em 2025, a marca espera produzir mais de 550 mli veículos no Brasil e na Argentina.
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