Chassis de caminhões e ônibus tomam conta do Sambódromo

Saiba como motores de veículos se tornam o ponto de partida para os carros alegóricos, símbolos da magia dos desfiles Nos dias que antecedem o carnaval, vias movimentadas do Rio de Janeiro, como a Avenida Presidente Vargas e a Rodrigues Alves, ganham um colorido especial com os carros alegóricos que começam a sair dos barracões na Cidade do Samba em direção ao Sambódromo. Se a paisagemmdo centro da cidade vai se modificando, o mesmo não acontece com o asfalto dos acessos à Marquês de Sapucaí, que, durante os desfiles das escolas do Grupo Especial e da Série Ouro, é tomado pelos mesmos motores de ônibus e caminhões que frequentam as vias no ritmo frenético do cotidiano.
“Quem vê as escolas de samba desfilando com tantas alegorias criativas, repletas de esculturas e adereços, nem imagina que tudo isso foi montado em cima de uma estrutura que começou com um chassi automotivo. Essa é a magia do Rio Carnaval”, destaca Gabriel David, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).
Para que os chassis aguentem todo o peso das alegorias e atravessem a Marquês de Sapucaí, são necessárias adaptações, manutenção, calibração de pneus, entre outros cuidados imprescindíveis para a circulação de um automotivo. Entrar na Avenida só é possível com a autorização do Corpo de Bombeiros e do Detran, para garantir a segurança dos profissionais do carnaval e dos foliões. Cada agremiação do Grupo Especial desfila com até seis carros alegóricos – além de três tripés.
MANUTENÇÃO DOS MOTORES
Para adaptar um caminhão, ônibus ou carreta para o desfile, os mecânicos modificam o eixo, freios, posição de motorista e dos pedais. A concentração de peso na dianteira ou na traseira, por exemplo, influencia na adequação dos carros para a folia, coordenada pelo carnavalesco e pelo mecânico da escola.
Como os carros alegóricos são grandes, os eixos são alongados. As marchas também são adaptadas
Divulgação – Rio Carnaval
Os mecânicos recebem o chassi e, como como os carros alegóricos são grandes, são alongados os eixos para eliminar o balanço, tanto na lateral quanto no comprimento. As marchas também são adaptadas: para cruzar a Marquês de Sapucaí, são necessárias apenas a primeira, segunda e a ré.
“Cabe ressaltar que, como todo processo de amadurecimento, todas as experiências foram sendo acertadas ao longo do tempo, junto com os órgãos públicos e os profissionais habilitados, garantindo toda a segurança nos desfiles”, ressalta o diretor de Carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos.
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