5 carros chineses usados com motor híbrido a partir de R$ 139 mil


Os carros chineses apostam na relação custo-benefício desde que começaram a chegar ao Brasil, cerca de 15 anos atrás: lembra-se do Faustão anunciando o JAC J3 completinho a preço de modelo popular? Nos últimos tempos, as marcas daquele país vêm oferecendo veículos mais sofisticados, mas a estratégia de apelar ao bolso permanece. Afinal, eles entregam muitos equipamentos e propulsão híbrida pelo valor de modelos médios mais simples e com mecânica tradicional.
Os carros chineses de última geração mantêm o bom custo-benefício, inclusive, depois de usados: são negociados por preços que, se não chegam a ser exatamente baixos, mostram-se convidativos em relação ao pacote oferecido. Pois a Autoesporte selecionou cinco desses modelos, com base em preços de classificados do site Mercado Livre. Todos eles são híbridos, bem equipados e têm pouco tempo de uso. Confira o listão.
1. BYD King GS 1.5 2025: R$ 138.900
BYD King é um dos poucos veículos híbridos fora do segmento de SUVs
Autoesporte
Opção para quem não quer um SUV, o BYD King já não é tão recente no Brasil quando comparado a outros carros chineses,: o lançamento data de 2024. No último mês de outubro, o sedã começou a ser montado em Camaçari (BA), mas ainda em esquema SKD (Semi Knocked Down), com kits de peças parcialmente desmontados, importados da China. Até o fim deste ano, a multinacional afirma que ampliará o índice de nacionalização dos produtos locais. Unidades ano 2025 estão à venda no Mercado Livre por preços a partir de R$ 138.900, independentemente da versão.
Tal qual o Song Pro, o BYD King emprega um conjunto de propulsão do tipo plug-in. Ou seja, pode ser recarregado (somente em corrente AC) em um wallbox e utilizado como um carro totalmente elétrico. Nesse caso, a autonomia varia de acordo com a versão: na básica GL, a bateria de 8,3 kWh permite rodar até 35 km sem auxílio do motor a combustão; na topo de linha GS, a capacidade da bateria sobe para 18,3 kWh, e o alcance, para 78 km, segundo o Inmetro.
Por falar em motor a combustão, ele é 1.5, a gasolina, trabalha em ciclo Atkinson e desenvolve, sozinho, 110 cv de potência e 13,8 kgfm de torque, mas o propulsor elétrico muda de uma versão para a outra. Na GL, ele gera 179 cv e 32,2 kgfm, enquanto, na GS, são 197 cv e 33,1 kgfm. Já a potência combinada é de 209 cv na versão de entrada e de 235 cv na top de linha; o torque combinado não é informado pelo fabricante. O câmbio utiliza engrenagem planetária central, como é comum em modelos híbridos.
Em uma avaliação publicada pela Autoesporte em agosto de 2024, o King GS acelerou de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 s, marca digna de carro esportivo. Para a versão GL, a BYD anuncia um tempo só um pouquinho mais alto, de 7,9 s, na mesma prova de arrancada. Quanto ao consumo, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, indica índices de 17,1 km/l na cidade e de 13,6 km/l na estrada para a configuração de entrada. Já para a top de linha, os registros são de 16,4 km/l e de 12,9 km/l, respectivamente.
O BYD King é um sedã médio quase grande, com 4,78 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,49 m de altura e 2,72 m de distância entre-eixos. Ou seja, já começa a fazer o proprietário passar algum aperto em uso urbano. Apesar disso, o porta-malas, apesar de amplo, não impressiona, com 450 litros. O acabamento lembra o dos SUVs Song Pro e Song Plus: inclui tons claros e bancos esportivos, transmitindo qualidade.
A versão de entrada já é bem-equipada: traz central multimídia com tela de 12,8 polegadas, instrumentos digitais com tela de 8,8″, carregador de celular por indução, ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletromecânico, câmeras com visão em 360 graus, chave presencial, banco do motorista com ajustes elétricos, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, estofamento revestido de couro e rodas de liga leve aro 17. A GS acrescenta ajustes elétricos também no banco do passageiro, sistema de som com oito alto-falantes (ante seis na configuração de entrada), luz ambiente personalizável, ar-condicionado de duas zonas e teto solar. Em 2025, o BYD King ainda não dispunha de assistentes eletrônicos à condução, que só foram incorporados a partir da linha 2026 e, mesmo assim, só no top de linha.
Toyota Prius Prius
2. BYD Song Pro GL 1.5 2025- R$ 149.900
BYD Song Pro está no mercado brasileiro desde 2024
Cauê Lira/Autoesporte
Já mais consolidado entre os SUVs chineses, o BYD Song Pro chegou ao mercado brasileiro em 2024. No ano seguinte, passou a ser montado em Camaçari (BA), em esquema SKD (Semi-Knocked Down), com kits de peças trazidos da China. No último mês de agosto, recebeu tecnologia híbrida-flex. Porém, essa última atualização ainda é muito recente, de modo que quem quer um seminovo praticamente só encontrará veículos a gasolina. No Mercado Livre, os anúncios começam em R$ 152.900 para unidades GL 2025 e R$ 157.890 para exemplares GS.
O conjunto mecânico é híbrido do tipo plug-in, aquele no qual as baterias podem ser recarregadas diretamente na rede elétrica. O BYD Song Pro, no entanto, não permite recarga rápida, somente em corrente alternada (AC). O motor a combustão é 1.5 aspirado, com injeção indireta, e desenvolve até 98 cv e 12,4 kgfm, enquanto a unidade elétrica gera 197 cv e 30,6 kgfm. Na versão GL, a potência combinada é de 223 cv, enquanto o torque combinado é de 40,8 kgfm. Na GS, os números combinados vão para 235 cv e 43 kgfm.
Essa diferença ocorre em função da capacidade da bateria, que tem 13,9 kWh na versão GL e 18,3 kWh na GS. Consequentemente, na primeira, a autonomia em modo totalmente elétrico é de 49 km, mas chega a 72 km na segunda, de acordo com o padrão do Inmetro. Vale a pena pagar a diferença de cerca de R$ 5 mil. O conjunto mecânico inclui ainda um câmbio de uma marcha mecânica, mas com múltiplas relações, possíveis graças à combinação entre os motores, com tração dianteira. As suspensões são independentes nos dois eixos, com arquitetura multilink no traseiro.
Nos testes da Autoesporte, o tempo aferido na aceleração de 0 a 100 km/h pelo SUV da BYD foi de 8,2 s. A unidade avaliada era a mais potente da gama (235 cv). Já as médias de consumo do BYD Song Pro GS, segundo os dados do PBEV, do Inmetro, são de 14,8 km/l na cidade, e de 12 km/l na estrada, com gasolina. Na versão GL, as marcas caem para 13,9 km/l e 10,7 km/l, respectivamente.
BYD Song Pro tem 4,74 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,71 m de altura e 2,71 m de distância entre eixos. Tais medidas resultam em ótimo espaço interno, inclusive no banco traseiro, onde o assoalho plano e assento largo permitem acomodar três adultos sem sacrifício. Já o porta-malas comporta generosos 520 l, mas há um porém: todo esse volume é obtido às custas da ausência de estepe, substituído por um kit de reparos. Por sua vez, o acabamento tem bom padrão, com materiais macios no painel e nas forrações das portas.
O pacote de equipamentos mudou um pouco ao longo do tempo. Inicialmente, o BYD Song Pro não trazia assistentes eletrônicos à condução em nenhuma versão, enquanto a básica GL era desprovida de banco do motorista com ajustes elétricos. A configuração GL trazia, então, faróis e limpadores com acionamento automático, chave presencial com botão de partida, central multimídia com tela de 12,8 polegadas, tela de 8,8 polegadas para os instrumentos, câmeras com visão em 360 graus, rodas de 18 polegadas e porta-malas com abertura elétrica. A GS acrescentava teto solar panorâmico e carregador de celular por indução. A linha 2026 disponibilizou controlador adaptativo da velocidade de cruzeiro, frenagem automática de emergência, assistente de manutenção de faixa e alerta de ponto cego para o top de gama.
Ford Fusion Hybrid Titanium Fusion Hybrid Titanium
3. GAC GS4 2.0 2025 – R$ 154.990
Design mais arrojado é um dos diferenciais do GAC GS4
Renato Durães/Autoesporte
Lançado no Brasil em maio de 2025, o GAC GS4 começa agora a ter maior oferta de unidades seminovas à venda. Por enquanto, o modelo segue sendo importado da China, mas, a partir do ano que vem, a marca começará a montar veículos em Catalão (GO), por meio de uma parceria com a HPE Motors, aquela mesma empresa que representa a Mitsubishi e a Suzuki. Os anúncios no Mercado Livre partem de R$ 154.990.
A mecânica do GAC GS4 é do tipo híbrida plena e inclui um motor 2.0 a combustão, com injeção direta, que trabalha em ciclo Atkinson: sozinho, ele desenvolve 140 cv e 18,3 kgfm. Por sua vez, a unidade elétrica entrega 182 cv e 30,6 kgfm, sendo que a bateria tem 2,1 kWh de capacidade. O fabricante divulga apenas a potência combinada, que é de 235 cv. O câmbio é automático de duas marchas com transeixo, e a tração, dianteira.
Em um teste realizado pela Autoesporte, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 8 s cravados. Esse número é ligeiramente pior que o divulgado pelo fabricante, de 7,5 s, mas ainda bom. O consumo do GAC GS4, de acordo com os registros do PBEV, do Inmetro, é de 14,1 km/l no ciclo urbano e de 11,8 km/l no rodoviário, sempre com gasolina, único combustível que ele é apto a consumir.
O GS4 tem 4,68 m de comprimento, 1,90 m de largura, 1,66 de altura e 2,75 m de distância entre eixos. Assim, entrega espaço interno generoso, inclusive no banco traseiro, onde o vão para as pernas dos ocupantes é amplo. Há ainda assoalho plano e um assento largo, o que permite que três adultos se acomodem sem aperto. O porta-malas do GS4 tem capacidade para 450 l. O acabamento interno emprega materiais macios no painel e nas forrações das portas.
A versão de entrada Premium já traz rodas de liga-leve aro 18, controlador adaptativo da velocidade de cruzeiro, frenagem automática de emergência, assistente de mudança de faixa, faróis e limpadores com acionamento automático, ar-condicionado digital, chave presencial com botão de partida e banco do motorista com ajustes elétricos. O GAC GS4 Premium inclui alerta de pontos cegos, farol alto automático e bancos dianteiros com ventilação e aquecimento. As telas dos instrumentos e da central multimídia são de 7 polegadas e de 10,7″ respectivamente. Top de linha Elite acrescenta rodas de 19″, head-up display, porta-malas com acionamento elétrico, ajustes elétricos também para o banco do passageiro, iluminação ambiente configurável, teto solar panorâmico, quadro de instrumentos com tela de 10,25″, sistema de som com seis alto-falantes, retrovisores com rebatimento elétrico e desembaçador, sensor de qualidade do ar interno, carregador de celular por indução, câmeras com visão em 360° e alerta de abertura de porta.
Lexus CT 200 H CT 200 H
4. GWM Haval H6 1.5 turbo 2023 – R$ 166.990
GWM Haval H6 HEV já pode ser encontrado por preço de SUV compacto de entrada
Divulgação/GWM
Outro que está mais consolidado no mercado nacional é o Haval H6, que chegou em 2023, ainda importado, e marcou o início das operações da Great Wall Motors (GWM) no país. Desde o início, o SUV oferecia versões com motorização híbrida-plena ou do tipo plug-in: o foco aqui á e primeira, que tem preços mais acessíveis. É possível encontrar veículos do ano de lançamento por preços a partir de R$ 166.990 no Mercado Livre.
A mecânica do SUV chinês é composta por um motor 1.5 turbo, a gasolina capaz de desenvolver 150 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, associado a uma unidade elétrica que responde por mais 177 cv e 30,6 kgfm. Os números combinados chegam a 243 cv de potência e a 55 kgfm de torque. O SUV é equipado ainda com uma suspensão traseira do tipo multilink, que, porém, poderia ter melhor acerto: apesar da calibração macia, que permite que a carroceria role sobre os eixos, poderia absorver melhor as imperfeições.
Quanto ao desempenho, não há do que reclamar: a GWM anuncia um tempo de apenas 7,9 s para a aceleração de zero a 100 km/h, número surpreendente para um SUV de proposta familiar. Já o consumo, para um carro híbrido, não é extremamente baixo, com médias, de acordo com o PBEV, do Inmetro, de 14,4 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, sempre com gasolina, único combustível que o SUV consome.
Apesar de ser classificado como um SUV médio, o Haval H6 é significativamente maior que concorrentes como Corolla Cross e Jeep Compass. São 4,70 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,73 m de altura e 2,74 m de distância entre eixos. Assim, não falta espaço a bordo, nem mesmo para três ocupantes no banco traseiro, tampouco no porta-malas, cuja capacidade é de nada menos que 560 l. E o acabamento é caprichado, com boa montagem e materiais macios ao toque.
Quando chegou ao mercado, a linha do Haval H6 se diferenciava apenas pela mecânica: o pacote de equipamentos era o mesmo e incluía itens sofisticados, como teto solar panorâmico, head-up display, controlador de velocidade adaptativo, frenagem automática de emergência, alertas de tráfego cruzado na traseira e de pontos cegos, assistente de permanência e centralização de faixa, central multimídia com tela de 12,3″ e rodas de 18″. Em 2025, veio a versão de entrada One, sem teto solar e acionamento elétrico da tampa do porta-malas, mas com a central multimídia com tela de 14,6″ que, então, já equipava a gama.
Toyota Corolla Altis Hybrid Corolla Altis Hybrid
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5. Leapmotor C10 1.5 2025 – R$ 189.990
Leapmotor C10 é comercializado em versões híbrida (REEV) ou elétrica (BEV)
Autoesporte/Renato Durães
Para quem não sabe, a Leapmotor é a integrante do Grupo Stellantis, conglomerado formado por 15 marcas, das quais Fiat, Abarth, Peugeot, Citroën, Jeep e Ram estão presentes no Brasil. Também já está confirmada a montagem de veículos da divisão chinesa em Goiana (PE) ainda em 2026. Ou seja, lastro é o que não falta às operações locais. O SUV C10 na configuração Reev, híbrida, lançada por aqui no ano passado, é anunciada no Mercado Livre por valores a partir de R$ 189.990.
O C10 Reev é um híbrido plug-in (há também a versão elétrica, BEV), mas, ao contrário do que ocorre em outros modelos desse gênero, o motor a combustão, um 1.5 aspirado a gasolina, com injeção multiponto, não traciona as rodas e funciona sempre como carregador para as baterias. Assim, desenvolve apenas 88 cv de potência e 12,7 kgfm de torque. A propulsão propriamente dita fica por conta da unidade elétrica, de 215 cv e 32,6 kgfm.
Já a bateria, de 28,4 kWh de capacidade, permite uma autonomia de até 111 km em modo totalmente elétrico, no padrão do Inmetro. Se o proprietário quiser recarregá-la na rede de energia, a boa notícia é que o sistema permite corrente contínua (DC): em um aparelho rápido, bastam 18 minutos para repor de 30% a 80% a carga. Caso prefira utilizar gasolina mesmo, o Leapmotor C10 obtém médias de 12 km/l tanto na cidade quanto na estrada. Quanto ao desempenho, em um teste publicado pela Autoesporte no último mês de fevereiro, acelerou de zero a 100 km/h em 7,8 s.
Corpulento, o Leapmotor C10 tem 4,74 m de comprimento, 1,90 m de largura, 1.68 m de altura e 2.82 m de distância entre eixos. Assim, o que não falta é espaço a bordo: o banco traseiro oferece acomodações cômodas para três ocupantes. Por outro lado, o porta-malas é apenas razoável em relação ao porte da carroceria, com 435 l de volume. Já o acabamento, assim como o de outros modelos chineses, está em bom patamar, com muitos materiais macios ao toque e bons arremates.
O Leapmotor C10 vem com pacote único de equipamentos, que inclui sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e um central entre os bancos dianteiros), ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, teto solar panorâmico, sistema de som com 12 alto-falantes, carregador de celular por indução, porta-malas com abertura e fechamento elétrico, bancos dianteiros com ajustes elétricos, memória, aquecimento e ventilação, câmeras com visão em 360°, controlador eletrônico de velocidade, frenagem automática de emergência, alertas de ponto cego, de colisão traseira e de fadiga do motorista, aviso de tráfego cruzado em ré com frenagem automática, leitor de placas e assistente de permanência em faixa.
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