Volkswagen terá dois tipos de carros híbridos no Brasil; veja quais


Além da renovação de carros conhecidos e da chegada de modelos novos, o investimento de R$ 16 bilhões que a Volkswagen fará no Brasil resultará no lançamento de inéditos sistemas híbridos. Na última quarta-feira (20), o CEO Thomas Schäfer antecipou que um dos conjuntos será do tipo HEV e chegará para atender importante demanda do mercado. Agora, Autoesporte vai além e adianta que os planos também incluem uma segunda motorização híbrida.
O primeiro híbrido é uma espécie de “super híbrido leve” de 48 Volts, herdado da Audi. O conjunto terá funcionamento similar ao que a Stellantis usará nos Jeep Renegade e Commander Bio-Hybrid e-DCT a partir de 2026, só que mais sofisticado. A principal diferença estará na capacidade de tracionar as rodas do veículo em modo elétrico, emulando a atuação de um híbrido pleno (HEV).
Novo Volkswagen T-Roc será lançado em breve na Europa
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O conjunto é formado por:
Um motor elétrico que funciona tanto para a tração quanto como gerador, chamado PTG, de 24 cv de potência e 23,5 kgfm, acoplado diretamente à transmissão do veículo.
Baterias de 1,7 kWh de capacidade de ferro-lítio-fosfato (LFP), conectadas ao conjunto motriz por correia.
Um “superalternador”, chamado BAS, também movido por correia, que substitui o alternador convencional e o motor de arranque.
Um sistema chamado iBRS, que otimiza a regeneração das baterias por meio das desacelerações e frenagens, inclusive reduzindo a necessidade de uso do freio mecânico, a uma capacidade de 25 kW.
O sistema está sendo desenvolvido a partir do moderno propulsor 1.5 TSI Evo2, considerado uma evolução do 1.4 TSI presente no mercado brasileiro há mais de dez anos. Para tanto, haverá aprimoramentos importantes para gerar ganhos em eficiência energética, consumo de combustível e emissões de poluentes. O motor pertence à família EA211, assim como o 1.6 MSI, o 1.0 TSI e o próprio 1.4 TSI fabricados em São Carlos (SP).
Novo Volkswagen T-Roc dará origem ao próximo Nivus no Brasil
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Por estar acoplado diretamente à transmissão, formada pelo conhecido câmbio automatizado de dupla embreagem DSG, o motor elétrico pode entregar os 18 cv de potência e 23,5 kgfm de torque diretamente para as rodas ou de modo auxiliar ao motor 1.5 TSI Evo2, através do acoplamento e desacoplamento das embreagens.
Assim, momentos como a partida do veículo, arrancadas, retomadas a velocidades mais baixas (como em saídas de farol ou no meio de congestionamentos) e manobras de estacionamento podem ser feitas em modo elétrico.
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Novo Nivus será híbrido
O “super híbrido leve” em questão deverá ser aplicado na próxima geração do Nivus. O modelo já roda em testes no Brasil, como revelado recentemente em flagra, e poderá ser gêmeo do novo T-Roc vendido na Europa. A ligação entre os dois modelos foi sugerida pelo próprio CEO Thomas Schäfer durante entrevista.
Volkswagen Nivus será bem maior na próxima geração
Renato Durães/Autoesporte
A unificação entre os dois SUVs até então era desconhecida, mas faz todo sentido levando em conta a coincidência de propostas e posicionamentos. Ambos têm carroceria com estilo cupê, linhas esportivas e atuação comercial voltada para o público jovem. No caso do Nivus, a integração dos projetos resultará em um crossover maior, mais espaçoso e com mais tecnologia embarcada.
Construída sobre a plataforma MQB 37 do Taos, a segunda geração do SUV cupê deverá saltar dos atuais 4,26 metros para algo perto dos 4,30 metros de comprimento e terá entre-eixos de aproximadamente 2,60 de entre-eixos (contra os 2,56 metros de hoje). O mesmo valerá para a largura, que subirá de 1,75 m para algo em torno de 1,80 m. O ganho em porte abrirá distância em relação ao Tera e posicionará o Nivus de forma mais competitiva diante do Fiat Fastback.
Na nova geração, Nivus terá conjunto híbrido
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A plataforma, chamada pela Volkswagen de MQB Hybrid, na prática será uma evolução da matriz MQB 37 (ou MQB A1) usada por Golf e Taos, substituindo a atual MQB 27 (ou MQB A0). A nova base é considerada mais robusta e capaz de atender com maior nível de precisão aos parâmetros cada vez mais rigorosos de rigidez estrutural e de segurança.
Novo T-Cross também crescerá
A mesma arquitetura será usada pela nova geração do T-Cross, que compartilhará com o Nivus o sistema “super híbrido leve” de 48V. No processo, o SUV compacto deve deixar a fábrica de São José dos Pinhais (PR) para ser produzido na unidade de São Bernardo do Campo (SP), que vem sendo preparada pela marca para produzir veículos eletrificados.
Volkswagen T-Cross ficará maior e também será híbrido na próxima geração
Renato Durães/Autoesporte
Em termos de design, o T-Cross de segunda geração evoluirá em sintonia com modelos como o novo Tiguan, preservando diferenças em relação ao Nivus. A nova plataforma também o deixará maior, crescendo para além dos atuais 4,22 metros.
Segundo conjunto híbrido
Além do conjunto descrito acima, há duas possibilidades para um segundo conjunto híbrido. Uma delas é um sistema híbrido leve de fato, bastante semelhante ao adotado pela Fiat no modelos Pulse e Fastback. A tecnologia seria do tipo MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) e não chegaria a tracionar as rodas, com tensão de 48 Volts. Dessa forma, atuaria apenas dando assistência ao motor a combustão em condições específicas para reduzir consumo e emissões.
O motor 1.5 TSI Evo2 também será usado como base e, nessa aplicação do tipo leve sem tração elétrica, pode equipar a picape monobloco derivada do projeto Udara. A caminhonete usará suspensão traseira por feixe de molas, como na Fiat Strada, e promete ter a tecnologia híbrida como diferencial importante no segmento.
Nova picape da Volkswagen poderá ter tração integral usando um motor elétrico
Kleber Silva/KDesignAG
Outra possibilidade é o desenvolvimento de um sistema híbrido pleno de verdade, com motor elétrico de tração mais robusto e alta tensão, para tracionar as rodas usando a capacidade da bateria. Esta, por sinal, também seria mais parruda, com capacidade próxima a 2 kWh. Seria a interpretação ao pé da letra da fala do chefão da Volkswagen.
Neste caso, a aplicação principal seria na picape fruto do projeto Udara, podendo inclusive fornecer a tão desejada tração integral em um uso ligeiramente mais complexo. De todo modo, o propulsor a combustão a ser usado como base é o mesmíssimo 1.5 TSI Evo2.
Um ponto importante é que tal conjunto não chegaria já no lançamento da Udara, sendo lançado em um momento posterior.
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