Veja como o combustível adulterado prejudica o motor e aumenta custos


Abastecer parece um gesto simples da rotina do motorista, mas a escolha do que vai no tanque influencia diretamente o desempenho, a durabilidade e até a segurança do veículo. Em um mercado ainda marcado por irregularidades, redes como a Ipiranga investem em programas rigorosos de controle de qualidade para garantir que o combustível chegue ao consumidor dentro das especificações técnicas. O motivo é claro: quando ele sai do padrão, o primeiro a sentir é o motor.
Perda de potência, falhas na aceleração, dificuldade de partida e aumento do consumo estão entre os efeitos mais comuns e podem surgir logo após o abastecimento. “Tecnicamente, um combustível é considerado adulterado ou fora de especificação quando não atende aos parâmetros físico-químicos definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, explica Carlo Faccio, diretor executivo do Instituto Combustível Legal (ICL).
Segundo Carlo, esses parâmetros envolvem composição, teor de biocombustíveis, densidade, octanagem e a presença de contaminantes como água, solventes ou metanol. “Qualquer desvio compromete o desempenho e a segurança do motor”, afirma.
No Brasil, as adulterações mais recorrentes incluem a adição de solventes e hidrocarbonetos não autorizados à gasolina, excesso de etanol anidro, presença de água no etanol hidratado e misturas irregulares no diesel, muitas vezes associadas a falhas de armazenamento ou logística inadequada.
Por isso, o controle de qualidade adotado por redes como a Ipiranga, ao longo de toda a cadeia de distribuição, é um fator determinante para reduzir riscos ao consumidor.
Combustão comprometida e perda de eficiência
O impacto da adulteração começa no coração do motor. Quando o combustível não segue a especificação correta, há perda de eficiência. “A adulteração altera a queima ideal do combustível, provocando combustão incompleta ou descontrolada”, explica Carlo.
Isso reduz a eficiência energética, aumenta a formação de resíduos e interfere na leitura dos sensores eletrônicos do veículo. Na prática, o motorista percebe perda de potência, especialmente em retomadas e subidas, além de aumento significativo do consumo.
“Em alguns casos, é possível gastar de 10% a 15% mais combustível para obter o mesmo desempenho”, alerta o diretor do ICL. Marcha lenta irregular, funcionamento instável e o acendimento da luz de injeção também são comuns.
Prejuízos com combustível fora do padrão incluem manutenção precoce, troca antecipada de peças, perda da garantia do fabricante, maior consumo e desvalorização do veículo
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Nesse cenário, combustíveis desenvolvidos dentro das especificações fazem diferença. As gasolinas aditivadas da Ipiranga, por exemplo, são formuladas para promover uma combustão mais eficiente, ajudando a manter bicos injetores e válvulas limpos e contribuindo para um desempenho mais estável ao longo do tempo.
Prejuízo pode chegar a milhares de reais
Se alguns problemas aparecem imediatamente, outros se acumulam de forma silenciosa com o uso contínuo de combustível adulterado. Os componentes mais afetados incluem bicos injetores, velas, bomba de combustível, sensores de oxigênio e catalisador. Nos veículos a diesel, o risco se estende ao sistema de injeção de alta pressão e aos filtros.
Motores mais modernos, com maior eletrônica embarcada e sistemas sofisticados de controle de emissões, são ainda mais sensíveis. “Pequenas variações na qualidade do combustível podem gerar falhas, acionar modos de segurança e aumentar o risco de danos a componentes caros”, afirma Carlo.
No médio e longo prazo, os prejuízos podem incluir manutenção precoce, troca antecipada de peças, perda da garantia do fabricante, maior consumo e desvalorização do veículo. “Em casos extremos, o prejuízo pode chegar a milhares de reais, sem contar os riscos à segurança”, ressalta o executivo.
Qualidade no abastecimento faz diferença
Diante desse cenário, abastecer em postos de procedência confiável é um fator decisivo para preservar o desempenho do veículo. A Ipiranga mantém programas estruturados de controle e monitoramento da qualidade dos combustíveis, acompanhando o produto desde a base de distribuição até o bico de abastecimento.
Esse cuidado garante que o combustível entregue ao consumidor esteja dentro das especificações técnicas e contribua para um funcionamento eficiente e durável do motor. Em um contexto em que a adulteração ainda representa risco real ao carro e ao bolso do motorista, optar por combustíveis de qualidade, como os da Ipiranga, passa a ser parte essencial da experiência ao volante.
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