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Toyota Yaris Cross enfrenta Honda WR-V e Nissan Kait; qual SUV é o melhor?

08/03/2026
Toyota Yaris Cross enfrenta Honda WR-V e Nissan Kait; qual SUV é o melhor?


Na configuração com motor a combustão flex, o Toyota Yaris Cross repete uma receita muito similar à dos rivais Honda WR-V e Nissan Kait, que vai além da origem japonesa das marcas: motor aspirado, câmbio CVT, bom pacote de equipamentos e uma condução voltada ao conforto. Em um comparativo com concorrentes tão parelhos, os detalhes e a atualidade do projeto fazem toda a diferença. Assim, do trio Yaris Cross XRE (R$ 161.390), WR-V EXL (R$ 152.100) e Kait Exclusive (R$ 152.900), qual leva a melhor? É o que descobriremos agora.
Estive ao volante desses três carros em diversos contextos: indo ao supermercado, ao shopping, pegando estrada, com passageiros — enfim, um uso na vida real. Para os resultados técnicos, coletamos dados de desempenho, retomada e frenagem no Rota 127 Campo de Provas. Você também pode conferir os custos para manter cada um (seguro, cesta de peças e revisões) na tabela ao fim desta avaliação.
Qual SUV é melhor? Dê o play e descubra!
Eis um breve contexto sobre cada um. O Toyota Yaris Cross é a novidade deste ano e tem versões a combustão e híbrida. O modelo das imagens é da versão XRX, mas iremos considerá-lo no pacote XRE, que não tem abertura elétrica do porta-malas, teto solar ou câmera 360 graus. Portanto, ignore esses itens, que podem aparecer em algumas fotos.
Nissan Kait é o velho Kicks Play de cara nova
Renato Durães/Autoesporte
O Nissan Kait Exclusive é o bom e velho Kicks Play com uma reestilização mais profunda por fora do que por dentro. Tratando-se da base de um carro lançado no Brasil em 2016, é o projeto mais antigo. Várias características técnicas remetem a uma década atrás — então, o Kait exala menos frescor entre os três, mesmo nesse pacote Exclusive, o modelo mais equipado do SUV de entrada.
Já o Honda WR-V EXL chegou com a importante missão de ser a configuração topo de linha do SUV mais barato da marca no Brasil, especialmente agora, que o HR-V já tem duas versões posicionadas acima de R$ 200 mil. Se o objetivo é segurar o preço, a Honda teve de fazer algumas economias, como descreveremos mais adiante.
Honda WR-V se destaca pelo ótimo espaço interno
Renato Durães/Autoesporte
Ainda assim, se você compra SUV por metro quadrado, é ponto para o WR-V. Seus 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,65 m de altura e 2,65 m de entre-eixos foram bem aproveitados para criar uma cabine espaçosa, até para passageiros mais altos. O túnel central é baixo e não compromete o espaço para os pés de quem vai atrás. E como não há rebatimento “Magic Seat”, o banco traseiro é totalmente plano, em razão do posicionamento do tanque de combustível sob os bancos da frente.
O Yaris Cross tem 4,31 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e 2,62 m de entre-eixos. Embora não seja uma diferença tão discrepante em relação ao WR-V, a cabine é mais apertada. A Toyota instalou capas plásticas que cobrem os trilhos dos bancos dianteiros, mas elas atrapalham a acomodação dos pés de quem viaja na parte de trás, assim como o túnel central muito alto. Inclusive, os joelhos dos passageiros mais altos ficam próximos ao encosto lombar frontal, o que revela que há menos espaço.
Toyota Yaris Cross oferece saída de ventilação no banco traseiro
Renato Durães/Autoesporte
Tanto o Honda quanto o Toyota têm saídas traseiras de ventilação, algo que o Kait, com seus 4,30 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,61 m de altura e 2,62 m de distância entre-eixos não possui. Apesar das medidas próximas às do Yaris Cross, o Nissan tem a cabine mais apertada do trio. Nele, os ocupantes traseiros devem brigar por espaço para os ombros.
Quanto ao volume do porta-malas, o WR-V tem o compartimento mais suntuoso, graças aos 458 litros. No Kait, são 432 l, mantendo o resultado honesto do antigo Kicks Play. Já o Yaris Cross leva 400 l. Além de ser mais modesto que os dos dois rivais, tem duas grandes caixas de roda traseiras que tomam boa parte do espaço para bagagem.
Honda WR-V tem o maior porta-malas do trio
Renato Durães/Autoesporte
O bom aproveitamento de espaço do WR-V, tanto interno quanto no porta-malas, revela que a Honda soube otimizar a cabine sem grandes mudanças de dimensões em relação aos outros dois. Coloque isso, em partes, na conta do formato da carroceria.
O pacote de equipamentos é parecido. Todos oferecem seis airbags, painel de instrumentos parcialmente digital, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio — 10” para WR-V e Yaris Cross; 9” para o Kait —, ar-condicionado digital e carregador de celular por indução. Mas só o Kait Exclusive tem câmera 360 graus e só o Yaris Cross XRE tem entradas USB do tipo C.
Central do Nissan Kait tem 9 polegadas e o pior sistema do trio
Renato Durães/Autoesporte
Quanto ao sistema multimídia, nenhum dos três surpreende pela qualidade, interatividade e resolução. O do Yaris Cross é o único que replica dados do computador de bordo na tela central. Já a central do Kicks não foi desenvolvida pela Nissan, mas sim pela Pioneer. Dessa forma, tem o pior sistema de som — e fazer uma ligação ou enviar um áudio decente torna-se impossível pela péssima qualidade do microfone.
Uma economia desnecessária do WR-V é não ter quebra-sol com iluminação, item que os dois rivais oferecem. Tanto o Honda quanto o Toyota rebatem os retrovisores externos ao trancar o veículo, mas os vidros não sobem. No Kait, é o contrário: os vidros sobem, mas o retrovisor não rebate.
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Uma consequência do investimento limitado para desenvolver o novo Kait é que o acabamento é simplório, tanto na escolha dos materiais como na montagem. E olha que o padrão melhorou em relação ao do Kicks Play. Há uma pequena porção revestida de couro sintético no painel.
Acabamento do Toyota Yaris Cross tem maior variação de texturas e materiais
Renato Durães/Autoesporte
No WR-V, o acabamento se mostra mais simples até que o do City. O Yaris Cross também abusa do plástico, mas ganha nesse quesito ao variar mais as texturas e ter um console central mais moderno. De todo modo, considerando os três SUVs, só o tempo dirá se um “grilinho” vai cantar entre os encaixes…
Ao desbravar os modelos ainda parados, o WR-V pareceu mais interessante pelo que entrega, mesmo com economias (como o fato de não ter teto solar nem como opcional). Mas nem só de itens de série e espaço interno vive um carro.
Motor do Toyota Yaris Cross é o mesmo do antigo Yaris, mas atualizado
Renato Durães/Autoesporte
Chegou a hora de ligar o motor e falar de desempenho e consumo. O Yaris Cross tem o motor 1.5 aspirado flex de quatro cilindros do antigo Yaris, atualizado com injeção direta para entregar até 122 cv de potência e 15,3 kgfm de torque.
O câmbio CVT simula sete marchas e tem uma sacada interessante, pois a Toyota instalou uma engrenagem mecânica na relação mais alta da caixa a fim de evitar a perda de potência a altas velocidades. É o contrário de Corolla e Corolla Cross, que trazem a engrenagem na primeira marcha, melhorando as arrancadas.
Motor 1.5 do Honda WR-V é o mais potente do trio
Renato Durães/Autoesporte
O WR-V também aposta no motor 1.5 aspirado flex de quatro cilindros, usando o mesmo conjunto de City e HR-V aspirado. São 126 cv e 15,8 kgfm, além do câmbio CVT que simula sete marchas. Por fim, o Kait preserva o veterano motor 1.6 quatro-cilindros aspirado flex do Kicks Play, com 113 cv e 15,2 kgfm. Sua caixa CVT simula seis marchas.
No dia a dia, WR-V e Yaris passam longe de esbanjar desempenho, mas parecem mais soltos e leves do que o Kait, que passa a impressão de estar sempre “amarrado”. O câmbio do Nissan demora a responder aos comandos do acelerador e faz barulho para sair da imobilidade. Por outro lado, tanto o Kait quanto o WR-V têm um acerto melhor e mais sólido da suspensão. O Yaris Cross chacoalha e transfere muito mais as vibrações de um asfalto ruim para a cabine.
O rodar de Kait e WR-V é mais agradável que o do Yaris Cross
Renato Durães/Autoesporte
Os itens de segurança ativa, o chamado pacote Adas, incluem frenagem autônoma de emergência, Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), alerta de ponto cego e assistente de permanência em faixa nos três. O Kait é o único com sensor de fadiga, mas só o Yaris Cross traz freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, que mantém a frenagem em paradas de semáforo mesmo sem precisar deixar o pé no pedal.
No teste em pista, o WR-V fez valer a maior potência e foi o mais rápido no zero a 100 km/h: 11,2 segundos. A surpresa foi o Kait aparecer em segundo, com 11,4 s. Bem atrás dos dois, o Yaris Cross decepcionou ao cumprir a marca em longos 12,8 s — isso com o câmbio na função Sport.
Toyota Yaris Cross foi o mais lento nas provas de desempenho
Renato Durães/Autoesporte
O Yaris Cross também ficou para trás nas provas de retomada: precisou de 7 s para ir de 60 km/h a 100 km/h, contra 6,2 s do WR-V e 6,5 s do Kait. A tendência se repetiu nas acelerações de 40 km/h a 80 km/h e de 80 km/h a 120 km/h (veja tabela). Eu esperava que o Kait, com seu motor menos potente e o câmbio mais letárgico, ficasse em último nos testes de desempenho, mas não foi o caso. O que pode explicar o resultado é o fato de o Yaris Cross ser 28 kg mais pesado e ter o pico de torque entregue 800 rpm acima do Nissan. Quanto ao WR-V, potência e torque maiores fizeram a diferença, mesmo sendo o mais pesado dos três.
Motor do Kait é o menos potente do trio, mas SUV é também o mais leve
Renato Durães/Autoesporte
Há de ser dito, porém, que a última marcha mecânica e a maior elasticidade do motor ajudam o Yaris Cross a recuperar o ímpeto a velocidades mais altas. Assim, o Toyota cruzou a marca de 1.000 m em nossa pista de testes a 154 km/h, superando os 152 km/h do Kait. O WR-V foi novamente líder, com 160 km/h.
Nos testes de frenagem, o Yaris Cross tampouco fez valer a teórica vantagem de ser o único com freios a disco nas quatro rodas. Mesmo com tambores no eixo traseiro, WR-V e Kait percorreram distâncias menores para frear de 100 km/h até a imobilidade: 38,1 m no caso do Honda e 39,2 m para o Nissan, contra 40,6 m do Toyota. Na comparação com o Kait, a massa extra do Toyota joga contra o Yaris Cross. Já o WR-V se beneficia dos pneus Goodyear Efficientgrip, desenvolvidos com foco em aderência. Mesmo assim, o fato de o Yaris Cross levar a pior nesse indicativo mostra que ficha técnica nem sempre conta a história inteira.
Com os tanques cheios de gasolina e o ar-condicionado ligado, realizamos os testes de consumo. Nesse ponto, mais uma vez, o Honda WR-V voltou a apresentar o melhor resultado, anotando 12,9 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada. Na segunda colocação ficou, novamente, o Kait, que marcou 11,9 km/l em circuito urbano e 13,7 km/l no rodoviário. Enfim, o Yaris Cross fez 11,4 km/l (cidade) e 14 km/l (estrada). Superou o Nissan no consumo rodoviário, mas perdeu onde mais importa, na cidade, que concentra 90% do uso de um carro.Vencedor: Honda WR-V
Honda WR-V tem ótimo espaço interno e é relativamente bem equipado
Renato Durães/Autoesporte
O vencedor deste comparativo, com todos os méritos, é o Honda WR-V. Além de ter o melhor espaço interno e o porta-malas mais generoso, destacou-se em todos os testes dinâmicos, cravou o melhor consumo de combustível e oferece seis anos de garantia. Mas é bom ficar esperto ao cotar o seguro, pois o SUV registrou os valores mais elevados do trio, tanto para homens quanto para mulheres. Já o Yaris Cross tem apólices mais em conta, independentemente do perfil.
Outra vantagem do Yaris Cross surge nos valores da cesta de peças e das revisões programadas até 50 mil km, com os preços mais baixos do trio. A garantia pode ser estendida de cinco para dez anos, mas com limite de 200 mil km. Além disso, o Toyota tem a melhor lista de equipamentos e a maior rede de concessionárias.
Já o Kait se segura bem em desempenho e consumo e tem a menor desvalorização na Tabela Fipe, mas perde em espaço e ergonomia, tem a menor garantia e os piores custos de revisão e peças. Esses tópicos comprovam que, além de o WR-V ser um SUV mais convincente na maioria dos quesitos, está muito bem posicionado.
Os SUVs em números
Honda WR-V
Graças à carroceria bem resolvida, o Honda WR-V tem amplo espaço interno e o melhor porta-malas deste comparativo. Ocupantes traseiros contam com o refresco da saída de ar-condicionado.
Honda WR-V – Dimensões
Renato Durães/Autoesporte
Nissan Kait
Apesar do retrofit profundo pelo lado de fora, o Kait ficou devendo na cabine em diversos aspectos. Tem o espaço interno mais acanhado entre os três, mas o porta-malas é um ponto de qualidade.
Nissan Kait – Dimensões
Renato Durães/Autoesporte
Toyota Yaris Cross
O túnel central é largo e rouba espaço dos pés dos ocupantes. Já o porta-malas é compacto e sofre com as caixas de roda intrusivas, que roubam espaço no compartimento. E o do híbrido é ainda menor…
Toyota Yaris Cross – Dimensões
Renato Durães/Autoesporte
Notas
Honda WR-V venceu o comparativo de SUVs compactos
Renato Durães/Autoesporte
VENCEDOR: Honda WR-V
Ao registrar os melhores resultados em aceleração, consumo e frenagem, além de ter o melhor espaço interno e o porta-malas mais generoso, o vencedor não poderia ser outro. E olha que o Honda WR-V não tem nenhum equipamento exclusivo.
Seu bolso
*Seguro: O valor é uma média entre as cotações das principais seguradoras do país fornecida pela Creditas Seguros com base no perfil padrão de Autoesporte, sem bônus
**Cesta de peças: Retrovisor direito, farol direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro de ar (elemento), filtro de ar do motor, jogo de quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível (se aplicável)
Teste
Dados da montadora
Itens
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