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Teste: Renault 5 E-tech 2025 é releitura elétrica do clássico com 150 cv

29/12/2024
Teste: Renault 5 E-tech 2025 é releitura elétrica do clássico com 150 cv

Remake elétrico de ícone dos anos 1970 encanta por meio do design, da dirigibilidade e do consumo O Renault 5 é um daqueles carros clássicos europeus que nunca tiveram uma chance no Brasil. O “petit” hatch teve duas gerações, vendidas entre 1972 e 1985 e, depois, de 1984 até 1996. Seu design distinto e original marcou gerações e foi resgatado para esse retorno às lojas após quase 30 anos de ausência, agora totalmente elétrico na versão E-Tech.
É um dos carros mais aguardados do ano, porque traz o encanto das linhas retrô que fascinam quase que instantaneamente. Isso não implica copiar algo que já foi feito antes, uma classificação da qual os designers de automóveis fogem como o diabo da cruz.
Ao menos na Europa, quem tem mais de 40 anos se emociona ao ver o carrinho por causa de tal ligação com o passado; já os mais jovens curtem as linhas diferenciadas, mesmo sem as âncoras sentimentais. Seus principais rivais, inclusive, são o novo Mini Cooper elétrico e o Fiat 500e, os favoritos dos novos motoristas europeus.
Renault 5 E-tech 2025 é calçado com rodas de 18 polegadas
Divulgação
Como é o Renault 5 E-Tech 2025
O 5 E-Tech usa a nova plataforma AmpR Small para modelos compactos elétricos, sobre a qual a marca francesa também montará o Renault 4 e um Alpine no futuro. Completam o catálogo a AmpR Medium (para modelos de porte médio, como SUVs) e a AmpR Performance (o nome diz tudo).
O R5 E-Tech tem suspensão independente nas quatro rodas — algo incomum nesse segmento, que abusa do eixo de torção traseiro — e um conjunto de baterias, sempre de íons de lítio, de 40 kWh ou 52 kWh de capacidade, dependendo da versão. Estas abastecem um motor elétrico dianteiro que desenvolve 95 cv ou 122 cv com a bateria menor e 150 cv com o conjunto de maior capacidade.
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Sua autonomia, por conseguinte, também oscila de acordo com a oferta, variando entre 312 km e 410 km no ciclo WLTP. Devido à arquitetura de 400V, segundo a Renault, para recarregar as baterias entre 15% e 80%, em um carregador de corrente alternada (AC) de 11 kW, são necessárias mais de três horas. Em estações rápidas (DC) de 100 kW, o tempo cai para 30 minutos.
Lanternas verticais e caimento diagonal da tampa do porta-malas remetem ao Renault 5 original e dão toque retrô ao elétrico
Divulgação
A tecnologia V2L (veículo para carga), integrada no carregador bidirecional, completa o pacote elétrico. Desse modo, é possível usar o veículo para carregar aparelhos eletrônicos como celulares e ligar secador de cabelo ou até um fogão por indução. Dependendo do país, a tecnologia V2G (veículo para rede) permite reintroduzir energia à rede elétrica em períodos de procura mais elevada. Assim, o hatch pode reduzir sua conta de eletricidade.
Dimensões
Eis que surgem as evidências de que esse Renault é, de fato, “petit”. São apenas 3,92 metros de comprimento, 13 cm a menos que o Clio V. Ainda em comparação com o irmão, o R5 é 1 cm mais largo (1,81 m de largura) e 5 cm mais alto (1,50 m). As maçanetas das portas traseiras ficam escondidas nas colunas C para acrescentar um toque de elegância.
Renault recria o lendário R5 Turbo, que agora é elétrico e tem 500 cv
Elas dão acesso a uma segunda fileira apertada para adultos, o que é habitual em carros desse segmento. Ainda assim, são 2,54 m de entre-eixos, o que supera os 2,32 m do Fiat 500e. Dois passageiros com até 1,75 m de altura são bem recebidos. Um terceiro ocupante deixa a viagem desconfortável.
Visual dianteiro tenta remeter ao passado sem perder o ar moderno
Divulgação
Não há saídas de ventilação traseiras, mas ao menos o assoalho é totalmente plano, facilitando a acomodação dos pés. Essa é uma das maiores vantagens de um carro elétrico com plataforma dedicada. Percebo, porém, que os bancos traseiros são mais altos que os dianteiros.
Vittorio D’Arienzo, diretor da Renault, explica que a bateria do novo hatch é 3 cm maior que a do Megane E-Tech, o que corroborou para tal característica. O porta-malas tem 326 litros, dos quais você deve descontar 27 l do compartimento subterrâneo criado para o alojamento dos cabos de carregamento. Não é grande, mas supera o de concorrentes como o Peugeot e-208.
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Ao volante do Renault 5 E-Tech 2025
Uma vez posicionado ao volante, onde aprecio o bom apoio lateral dos bancos dianteiros, penso que motoristas com mais de 40 anos notarão o arranjo de duas camadas horizontais, também provenientes do Renault 5 original. Destaque para a central multimídia de 10,2 polegadas, que se encontra dentro de uma moldura curva que também integra o quadro de instrumentos digital de 8 polegadas.
Em toda sua construção, R5 usa 18% de itens reciclados e 25% de matérias-primas provenientes de economia circular
Divulgação
Um dos aspectos mais avançados do Renault 5 E-Tech diz respeito à conectividade. O sistema Android Auto e os mapas nativos do Google, que estrearam no Megane E-Tech, são muito intuitivos. Há, ainda, um avatar (chamado “Reno”) com recursos de Inteligência Artificial do ChatGPT, capaz de obedecer a ordens do motorista. Outro ponto inusitado é que o R5 elétrico oferece um curioso porta-baguetes entre seus 104 acessórios disponíveis. Nada mais francês que isso. “Oh, là là!”
Nesse primeiro contato, em Nice (França), dirigi a versão mais potente, de 150 cv. Ela se mostra muito ágil em circuito urbano, com acelerações e retomadas de velocidade bem imediatas. De acordo com a Renault, o R5 E-Tech leva 7,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h; já a retomada de 80 a 120 km/h é feita em 6,1 s. Ou seja, em uso cotidiano, é um carro esperto.
88% dos materiais do veículo podem ser reciclados ao término de sua vida útil
Divulgação
A direção elétrica progressiva, suficientemente direta, é bastante rápida e desmultiplicada. Em modo Eco, talvez fique leve e anestesiada demais, característica que tem ligeira melhora no Comfort. É curioso que os modos de condução permitam ajustar o peso da direção e a intrusão do controle de estabilidade, mas não a resposta do motor. Ao mudar de Eco para Sport, nota-se um incremento quase imperceptível para motoristas menos treinados.
Em trajeto sinuoso, o Renault 5 E-Tech somou muitos pontos pela forma como o chassi e a suspensão garantem um comportamento divertido, com estabilidade fora de série e capacidade de absorção de impactos agradável. As rodas aro 18 calçadas em pneus 195/55 foram uma escolha acertada nesse sentido. Não é exagero considerar que esse é o Renault mais prazeroso lançado nas últimas duas décadas.
Além disso, a integridade da carroceria deve colocar o hatch como um dos Renault de maior rigidez da história, resultado da nova estrutura de alumínio na qual as baterias se encontram montadas. Numa interminável sequência de zigue-zagues, a suspensão independente trabalha em silêncio.
Renault 5 E-tech 2025 tem manopla de câmbio na coluna da direção
Divulgação
A frenagem é outro ponto positivo. Ao usar freios de controle eletrônico, os engenheiros franceses geraram respostas imediatas e lineares, sempre com uma transição suave entre frenagem regenerativa e hidráulica. O Renault 5 E-Tech só fica devendo um sistema mais reativo ao parar de pressionar o pedal do acelerador (o chamado “one-pedal drive”).
Fiz dois percursos com o R5 E-Tech. Em rodovia, o consumo médio foi de 15,7 kWh/100 km. O ritmo de condução foi bem “solto”, o que categoriza tal resultado como uma média razoável. Já o segundo trajeto foi essencialmente urbano, com consumo de 13,8 kWh/100 km. Novamente, uma média interessante, que mostra que o Renault 5 E-Tech ficará próximo do ciclo WLTP no mundo real.
Renault 5 E-tech 2025 custa cerca de R$ 200 mil na conversão atual e sem impostos
Divulgação
“Tu es incroyable, R5” (“Você é incrível, R5”)
Lindo de morrer para os jovens e sedutor para quem tem mais de 40, a nova encarnação do Renault 5, nesse pacote elétrico E-Tech, deve ser elogiada. Os pontos principais são o design inspirado, a dinâmica competente, os recursos multimídia avançados e o consumo comedido. O interior poderia ser mais caprichado, mas não foge da realidade do segmento.
O problema é o preço: 33 mil euros (cerca de R$ 200 mil em conversão direta) na versão de 150 cv. A marca confirmou a chegada de uma configuração mais barata, ainda na faixa dos 25 mil euros (aproximadamente R$ 150 mil). Infelizmente, isso praticamente inviabiliza sua venda no Brasil. É uma pena.
Pontos positivos: Dinâmica eficaz, recursos multimídia, autonomia e tecnologias V2L e V2G
Pontos negativos: Acabamento, poucas mudanças entre os modos de condução, espaço interno e preço
Renault 5 E-tech 2025
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