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Teste: Ram Dakota Laramie é mais do que uma Fiat Titano com grife?

04/02/2026
Teste: Ram Dakota Laramie é mais do que uma Fiat Titano com grife?


“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A famosa frase dita por Lavoisier há mais de 250 anos se refere à Lei de Conservação das Massas. Pois a máxima também se aplica à indústria automotiva com a nova Ram Dakota. Afinal, desde o nome até o produto em si, a nova picape da marca norte-americana é fruto de uma série de transformações.
Comecemos pelo batismo. Saudosistas vão lembrar que, ainda na época da Dodge, a Dakota foi uma caminhonete média produzida e vendida no Brasil. Dona de um visual invocado e com opção de motor V6, deixou uma legião de fãs e até hoje faz virar alguns pescoços quando uma unidade “inteira” aparece nas ruas. Eis que a nova Dakota só carrega o nome da antiga. Com a separação da Ram como uma marca independente, o prenome Dodge se foi.
Agora, a denominação oficial é Ram Dakota. São duas versões, que, no fechamento da edição, estavam com condição de pré-venda. Confira os valores:
Ram Dakota Warlock 2026 – R$ 289.990
Ram Dakota Laramie 2026 – R$ 309.990
O posicionamento é claro. Ficar imediatamente acima da Fiat Titano, que hoje vai de R$ 233.990 a R$ 285.990. Mas por que estou citando a picape da marca italiana? É hora de voltarmos ao conceito de Lavoisier.
FOTOS EXCLUSIVAS
A Dakota não nasceu como um produto Stellantis. Designers da Ram em Auburn Hills (Estados Unidos) não desenharam portas, cabine ou lanternas. Tampouco engenheiros da marca decidiram que a plataforma seria A ou B. Grande parte desse trabalho foi feita na China, por equipes da Changan responsáveis pela criação da picape Hunter, lançada na Ásia em 2020.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Um acordo firmado entre as partes permitiu à Stellantis desenvolver o projeto KP1 com base na Changan Hunter. Logo, nasceram Peugeot Landtrek, Fiat Titano, Ram 1200 e, agora, a Dakota. Mas seria injusto dizer que as três variações são frutos do infame comando CTRL C + CTRL V. Aqui, sim, entram os trabalhos das equipes de design e engenharia da Stellantis.
No caso da Ram Dakota, o ponto de partida foi uma versão atualizada da Hunter lançada em 2024. Agora você entende a comparação de preços com a Titano. Mas tenho certeza de que surgiu a indagação: então a Dakota é apenas uma Titano com perfumaria? Adoraria responder sem rodeios, mas antes preciso elencar diferenças e semelhanças. Se quiser saber a resposta, sugiro que vá para o último parágrafo. Porém, aconselho a continuar a leitura para melhor compreensão.
Dakota e Titano compartilham a carroceria de chassi sobre longarinas e o conjunto mecânico formado pelo excelente motor 2.2 Multijet II turbodiesel, de 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, com o câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 — que possibilita alternar entre 4×2 traseira, 4×4 automática ou 4×4 reduzida.
Por fim, há bloqueio do diferencial traseiro e auxílio de descida. Falando em capacidades e dimensões, nada de ganhos, perdas ou transformações entre as duas picapes. Ambas têm capacidade de 1.020 kg de carga e 3.500 kg de reboque, e acomodam até 1.210 litros na caçamba.
Dimensões e capacidades de Dakota e Titano são idênticas; versão Laramie não tem pneus de uso misto
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Também compartilham os 5,33 metros de comprimento, 3,18 m de entre-eixos, 1,96 m de largura e 1,90 m de altura. Contudo, só a Dakota traz molas a gás para amortecer a abertura e o fechamento do capô e da tampa da caçamba.
Aqui começam as diferenças, e também passamos a entender que a briga da Ram não será diretamente com a “irmã” Titano, mas sim com outras titãs do mercado. Se o preço da Dakota não subir muito após o fim da pré-venda, a novata deve ficar bem alinhada com Toyota Hilux SRV (R$ 314.690), Ford Ranger XLT V6 (R$ 315.900) e Chevrolet S10 Z71 (R$ 321.990). A vantagem da Dakota é ser a mais bem equipada do grupo, além de ter a grife Ram. Mas perde em potência para a Ranger V6, por exemplo.
Uma picape quatro-cilindros ficar atrás de uma V6 em desempenho é até esperado. No entanto, como a Dakota se sai diante de suas rivais diretas? Em nossos testes no Rota 127 Campo de Provas, a Ram levou 10,7 segundos para acelerar de zero a 100 km/h. Na comparação com as concorrentes, a novata é posicionada em um pelotão intermediário. Perde para S10 (9,3 s), Hilux (10,4 s) e, como previsto, para a Ranger V6 (8,6 s). Mas supera Triton (11,5 s) e Poer P30 (11,2 s).
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
E em relação à Titano? Ainda que as duas tenham o mesmo peso, a Dakota foi meio segundo mais lenta para atingir 100 km/h. O mesmo tempo adicional foi necessário na retomada de 40 km/h a 80 km/h. Nos demais ensaios, a Ram também se saiu pior do que a Fiat. Na frenagem de 80 km/h a zero, a diferença foi de quase 3 m. Talvez a unidade testada não estivesse tão “amaciada”.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Como a Ram Dakota enviada pela Stellantis estava sem placas, não foi possível aferir o consumo. Para isso, vamos recorrer ao Inmetro. No ciclo urbano, a picape faz 9,7 km/l, só um pouco abaixo dos 9,9 km/l da Titano e entre as mais econômicas do segmento.
Na estrada, empata com a picape da Fiat em 10,8 km/l, marca que não surpreende. Triton e S10, por exemplo, rompem a casa dos 11 km/l. A explicação para um consumo ligeiramente pior pode estar relacionada à aerodinâmica. Além disso, ângulos de ataque e de saída são inferiores aos da Titano.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
E ao volante? A Ram justifica a “grife” da marca? Nosso contato com a picape foi bastante limitado, em um autódromo em Belo Horizonte (MG). As condições de pista variaram entre asfalto seco, úmido e molhado, além de um pequeno trecho off-road em solo encharcado pelas chuvas dos dias anteriores e bastante lama.
A versão Laramie, voltada para um público mais urbano, não traz pneus de uso misto, restritos à Dakota Warlock. Logo, a percepção de aptidão para terrenos acidentados acabou prejudicada. Ainda assim, a Dakota foi capaz de superar, sem dificuldades, alguns lamaçais.
RAM Dakota Laramie 2026 tem bom espaço na traseira
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Na pista do autódromo, onde as picapes, em grande parte, ficam desconfortáveis, uma grata surpresa. A Dakota se mostrou relativamente à vontade. Óbvio que a lei de Lavoisier não se aplica nesse caso. A caminhonete não se transforma em carro esportivo. Os quase 2 m de altura, além da arquitetura de carroceria sobre chassi, criada pensando em robustez, não contribuem para um comportamento esportivo em curvas, inclinando a cabine e obrigando o motorista a ter parcimônia no pedal do acelerador. Mas a direção mais precisa e o acerto de suspensão superior ao da Titano em firmeza entregam uma experiência de condução interessante. Por fim, o câmbio de oito marchas tem funcionamento suave. A relação de marchas é a mesma da picape da Fiat e há opção de trocas sequenciais na própria alavanca.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Saindo da pista bem asfaltada rumo ao local das fotos, atravessamos uma área de paralelepípedos. Faltaram imperfeições para ver se a Dakota chacoalha mais ou menos que as rivais, mas a construção de mostrou sólida, sem “grilos” de acabamento mal encaixado. Nesse ponto, a evolução em relação à Titano é clara.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
O preço mais elevado também é justificado pelo interior caprichado. Por ser baseada em uma versão mais moderna da Changan Hunter, a Dakota traz painel atualizado com duas telas para quadro de instrumentos (7 polegadas) e central multimídia (12,3”). Há conexões Android Auto e Apple CarPlay sem fio e interface amigável. Mesmo com o bom acabamento, composto de material emborrachado, tiras de couro e plástico com ranhuras, muito acima do padrão de uma Hilux ou S10, sinto falta da identidade Ram. A cabine da Dakota exala a Changan. Nem é preciso caçar muito para encontrar o nome da marca chinesa grafado em locais como o encaixe dos cintos e as dobradiças das portas.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
O pacote de equipamentos é completo. Há faróis de LED automáticos, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, bancos de couro com ajustes elétricos para o motorista, ar digital de duas zonas e pacote Adas com assistente de permanência em faixa, frenagem de emergência, controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e alerta de ponto cego.
RAM Dakota Laramie 2026
Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Respondendo à pergunta do início, sim, a Dakota é bem mais do que uma Titano disfarçada. Há melhorias que justificam o maior status e os quase R$ 25 mil a mais cobrados para deixá-la na alça de mira das líderes do segmento. Mas falta a personalidade que a Dodge Dakota tinha. Para isso, a Ram Dakota teria de contrariar a lei de Lavoisier e renascer. Quem sabe em uma próxima geração…
Eu era assim… e fiquei assim

Divulgação e Emerson de Oliveira Souza/Autoesporte
Da antiga Dakota, só sobrou o nome. Nem a insígnia da Dodge restou após a Ram se tornar uma marca independente, focada em picapes. A velha Dakota até foi nacional, entre 1999 e 2002. Já a nova é produzida na Argentina
A grande família
Partindo da Changan K70/Hunter, a Stellantis criou outras quatro picapes. A Dakota, última delas, surgiu com base em uma evolução lançada em 2024 na China

Autoesporte
Pontos positivos: Entrosamento de motor e câmbio; suspensão e isolamento acústico melhores que os da Titano
Pontos negativos: Falta de identidade da marca Ram; desempenho é inferior ao de boa parte das rivais diretas
RAM Dakota Laramie 2026
RAM Dakota Laramie 2026

Fonte: Read More 

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