Stellantis confirma novo motor híbrido flex para Jeep Renegade e Fiat Toro


Após anunciar perdas bilionárias em todo o mundo, a Stellantis tem uma boa notícia para o mercado brasileiro. O grupo, dono das marcas Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën, anunciou que vai lançar uma nova motorização híbrida flex da família Bio-Hybrid no Brasil ainda no primeiro semestre de 2026.
Estamos falando do novo sistema híbrido leve (MHEV) de 48 volts ligado ao motor Turbo 270, que vai equipar quatro carros produzidos na fábrica de Goiana (PE) ainda em 2026, conforme a fabricante já havia adiantado no fim do ano passado. Atualmente, o local é responsável pela produção dos modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, Fiat Toro e Ram Rampage. Desses, apenas a Rampage não será inicialmente contemplada pela novidade.
O primeiro carro a receber o novo conjunto T270 Hybrid deve ser o Renegade, que tem sido visto com alguma frequência rodando em testes. Além da melhoria na mecânica, o SUV compacto, que completou 10 anos de mercado em 2025, sempre na mesma geração, também passará por mais uma reestilização visual e uma profunda renovação do interior.
Na sequência, Compass, Commander e Fiat Toro passarão contar com a mesma motorização híbrida leve de 48 Volts, porém sem atualizações de design ou cabine.
Jeep Renegade testa novo sistema híbrido e visual atualizado
Reprodução/Instagram @placaverde e @renegadooverlander
Como é a nova motorização T270 híbrida leve da Stellantis
O novo conjunto híbrido flex será composto pelo atual motor T270, 1.3 turbo flex de quatro cilindros, 16 válvulas e injeção direta, que, sozinho, entrega 176 cv potência e 27,5 kgfm de torque, além de uma nova máquina elétrica que substitui o alternador e o motor de partida. O equipamento vai fornecer energia mecânica e elétrica, que tanto gera torque adicional para o motor térmico, como pode carregar a bateria adicional de Íon-Lítio de 48 Volts.
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Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência e economia e proporcionando uma dirigibilidade ainda mais agradável aos clientes. Além do óbvio ganho em consumo, há uma característica interessante do sistema, e que promete ser um diferencial em relação a quase todos os demais carros MHEV do Brasil: o conjunto é capaz de tracionar o veículo em modo elétrico por alguns metros (leia mais abaixo como funciona).
Fiat Toro deve ser um dos modelos a receber a nova tecnologia híbrida leve flex
Divulgação
Por enquanto, a Stellantis só disse que quatro modelos produzidos em Goiana vão receber o novo conjunto MHEV de 48 volts em 2026. Em apresentação no final de 2025, o grupo apresentou um slide que mostrava a silhueta de três SUVs e uma picape.
Juntando os pontos, podemos dizer que os modelos serão os Jeep Renegade, Compass e Commander, além da Fiat Toro. A Ram Rampage fica de fora da lista por não ter versões com o motor 1.3 turbo.
O sistema funciona assim: o motor 1.3 GSE turbo flex de 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque está acoplado a um motor elétrico de cerca de 30 cv de potência, menos da metade dos 72 cv de Corolla e Corolla Cross (que são híbridos plenos, de alta tensão). Com isso, é possível que a potência combinada da motorização T270 volte a subir após ter sido reduzida no início de 2025, por conta do Proconve L8.
Em outros mercados, o sistema BioHybrid da Stellantis funciona com câmbio automatizado de dupla embreagem
Divulgação
A bateria de íons de lítio de 0,9 kWh de capacidade fica posicionada sob o banco do motorista. Todo o sistema dará um peso extra de cerca de 60 kg aos veículos. Nesse caso, por ter motor elétrico e bateria mais parrudos, os novos carros Bio-Hybrid MHEV de 48 volts poderão ser tracionados em modo apenas elétrico em dois momentos pontuais: manobras de estacionamento e engarrafamentos.
O sistema permitirá que tanto ambos rodem até 1 km em modo elétrico com o motor a combustão desligado em circulações a até 30 km/h. E gera torque e potência de modo auxiliar ao motor 1.3 turbo eventualmente.
Em outros mercados em que o sistema é oferecido, o motor a combustão é acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas. Neste outro artigo, explicamos por que as caixas de dupla embreagem estão ganhando força em modelos híbridos.
Jeep Commander mudou há pouco, mas vai receber o novo conjunto híbrido leve
Divulgação/Jeep
Para o Brasil, porém, segundo o site Autos Segredos, a Stellantis teria decidido manter o conjunto acoplado ao atual câmbio automático de seis marchas por conversor de torque, devido à rejeição que o sistema de dupla embreagem gera no consumidor local.
Com isso, ainda não está claro como ficaria a tração dos veículos em modo apenas elétrico no sistema Bio-Hybrid T270 flex dos híbridos de 48V brasileiros, visto que, no caso da caixa e-DCT, é justamente o funcionamento intercalado entre as duas embreagens que permite o envio de torque elétrico ás rodas.
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