Novo Fiat Argo: o que o hatch nacional terá de diferente do Grande Panda?


Principal lançamento da Stellantis no Brasil em 2026, o novo Fiat Argo já está com praticamente tudo pronto para chegar ao mercado. Derivado do Projeto F1H, o modelo tomará com base o Grande Panda vendido na Europa, mas com uma série de particularidades para se adequar melhor ao gosto (e ao custo) dos brasileiros. Autoesporte antecipa detalhes e revela o que o compacto nacional terá de diferente do irmão europeu.
Logo de cara, a primeira diferença estará no nome. Conforme anunciado recentemente pelo CEO global da Fiat, Olivier François, o hatch compacto se chamará novo Argo no Brasil e não Grande Panda ou Uno, como chegou a ser cogitado. A marca optou por dar continuidade à história do modelo atual, já estabelecido no mercado, e manterá a nomenclatura usada no Brasil desde 2017.
Além do nome, o novo Argo será diferente do Grande Panda em detalhes do design externo, acabamento interno e nas opções de motorização. As mudanças serão implementadas no sentido de alinhar o modelo ao perfil do consumidor brasileiro e ao padrão do mercado nacional. Confira abaixo!
Novo Argo não terá o nome estampado nas portas
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Design do novo Argo
Como se chamará Argo e não Panda, o modelo nacional perderá o nome estampado em baixo relevo na base das portas. Dessa forma, as laterais serão mais limpas e com estilo mais convencional. O motivo para isso não é só estético, mas também de custo. Investir em uma estamparia customizada, com o nome Argo grafado nas chapas das portas deixaria o projeto mais caro.
Ainda de perfil, a versão brasileira do projeto F1H terá outro detalhe exclusivo: o nicho plástico que faz o adorno da janela traseira será praticamente igual ao do Citroën C3, mudando apenas o tipo do aplique.
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Os dois modelos, vale lembrar, dividem não apenas a plataforma CMP Smart Car da Stellantis como também a base estrutural. Assim, o novo Fiat Argo deve ter dimensões parecidas com as do C3: cerca de 4 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1.60 m de altura e 2,54 m de entre-eixos, com 315 litros de porta-malas.
A diferença é que, enquanto o novo Argo será produzido em Betim (MG), marcando a estreia da matriz CMP naquela fábrica, o Citroën C3 sai de Porto Real (RJ). A Stellantis, portanto, terá modelos da mesma matriz montados em fábricas diferentes (mesma estratégia da Volkswagen com a base MQB).
Fiat Grande Panda já usa a plataforma que está no novo Argo
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Ainda no visual, o novo Argo se diferenciará do Grande Panda pelo desenho das rodas, calotas e pelos emblemas próprios na carroceria. Destaque também para os easter eggs espalhados tanto pela carroceria quanto pelo interior, sempre fazendo referência ao aniversário de 50 anos da Fiat no Brasil. A marca chegou ao país no dia 9 de julho de 1976 e pretende fazer uma celebração com diversas ativações envolvendo o novo hatch.
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Painel terá elementos exclusivos
Por dentro, o novo Argo brasileiro terá painel com referências do Grande Panda, mas diferente em diversos aspectos. Diferentemente do modelo europeu, o nacional não terá acabamento ecológico composto por revestimentos em fibra de bambu natural (chamado pela Fiat europeia de “Bambox”). Aqui, o compacto usará plásticos convencionais e dispensará o uso de superfícies com material vegetal.
Porta-luvas com acabamento em bambu será exclusividade do Grande Panda
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Além disso, o novo Argo abrirá mão do porta-luvas extra localizado na parte superior do painel, logo à frente do carona (e que no Panda é revestido de bambu). No Brasil, o painel será mais conservador e terá elementos mais planos, contra o estilo mais curvado do europeu. As saídas de ventilação laterais serão mais simples e com formato quadrado nas extremidades (no Grande Panda, as mesmas peças têm estilo mais vertical).
Novo Argo não terá multimídia com detalhes arredondados, como no Grande Panda
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O chamariz tecnológico ficará por conta do quadro de instrumentos digital inserido na mesma moldura da central multimídia, exatamente como no Grande Panda. A diferença é que, no Argo, as molduras das telas não serão arredondadas, em referência à pista de testes localizados na desativada fábrica da Fiat em Lingotto (Itália).
Entre os equipamentos, o novo Fiat Argo nacional terá partida do motor por botão, até seis airbags, recursos de assistência à condução (pacote Adas), entre outros, pelo menos na versão de topo.
Novo Argo terá motores próprios
Sob o capô, o novo Argo terá motores já conhecidos da linha Stellantis. As versões de entrada virão equipadas com o 1.0 Firefly aspirado flex de três cilindros e seis válvulas, que rende 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque. Neste caso, o câmbio será sempre manual de cinco marchas.
Emblema “Panda” dará lugar o nome “Argo” na traseira
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Já as opções mais caras terão o sistema T200 Hybrid, híbrido leve (MHEV) de 12 Volts, de Pulse e Fastback, além dos Peugeot 208 e 2008. Neste caso, com motor 1.0 GSE turbo flex de três cilindros, 12 válvulas e injeção direta, capaz de chegar a 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, se alia a um sistema elétrico de baixa tensão com um motor auxiliar de 4 cv e 1 kgfm, que substitui alternador e motor de arranque de uma vez.
Aqui, a transmissão passa a ser automática do tipo CVT (continuamente variável) com sete marchas simuladas. No Grande Panda europeu, as opções são diferentes. Em mercados da Europa, o modelo é vendido com motores 1.2 turbo de 101 cv, 1.2 turbo híbrido-leve de 110 cv e elétrico 113 cv.
Fiat Grande Panda compartilhará com o Argo os LEDs dos faróis
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Quando o novo Argo chega
O novo Argo será lançado ainda na primeira metade de 2026 e, como dito, fará parte das comemorações de 50 anos da Fiat no Brasil. A produção será concentrada na fábrica de Betim (MG), que receberá cerca de R$ 14 bilhões em investimentos.
Até 2030, vale lembrar, o modelo constituirá família com uma série de outros derivados. A nova gama incluirá um SUV inédito de sete lugares (identificado pelo código interno F2U), a segunda geração do Fastback (F2X) e a nova linhagem da Strada (XBP). Todos terão status global e serão vendidos também em mercados da Europa, integrando a nova estratégia de unificação da Fiat.
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