Nissan e Honda ainda discutem aliança, mesmo após fusão fracassada


Mesmo depois de fracassarem no ousado projeto de fusão conduzido em 2024, as japonesas Nissan, Honda e Mitsubishi ainda discutem internamente possíveis planos de cooperação. De acordo com reportagem da agência Automotive News Europe, executivos das três empresas mantêm conversas avançadas e, em vez de um casamento completo, agora planejam focar em colaborações específicas, como nos segmentos de veículos elétricos e softwares.
O objetivo é buscar pontos em comum para enfrentar os desafios do mercado global, especialmente depois da crescente concorrência chinesa e do aumento dos custos relacionados ao desenvolvimento de novas tecnologias. Nesse cenário, diluir os gastos em um número maior de modelos gera ganhos em escala significativos no balanço final.
Coletiva de imprensa de Nissan, Honda e Mitsubishi em 2024
Divulgação
A Honda já deu pistas sobre a possível aliança por meio de seu vice-presidente, Noriya Kaihara. Em teleconferência recente, o executivo afirmou que as negociações ainda estão em andamento, mas nada concreto. “Estamos explorando diferentes possibilidades, como o fornecimento complementar de modelos”, disse.
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O mesmo vale para a Mitsubishi. Em declaração recente, o CEO Takao Kato afirmou: “A única coisa que posso dizer é que as discussões estão progredindo”. Caso resultem em algo, “esperamos incorporá-las ao nosso novo plano de médio prazo”. A Nissan, por sua vez, disse que as discussões estão sendo “construtivas e positivas”.
Nissan tenta sair da crise
Fusão entre Nissan e Honda chegou ao fim após negociações complicadas
Bruno Guerreiro
Ao mesmo tempo em que conversa com a Honda, a Nissan tenta sair da grave crise que enfrenta desde 2024. De acordo com o CEO Ivan Espinosa, o plano de reestruturação Re:Nissan está em plena execução e já economizou 160 bilhões dos 250 bilhões de ienes planejados pela marca (cerca de R$ 8 bilhões). A redução foi alcançada principalmente através do fechamento de sete fábricas pelo mundo.
Até então, a ideia inicial da Nissan para sair da crise era firmar um acordo de fusão com a Honda. A aliança criaria a terceira maior montadora do mundo, mas chegou ao fim antes mesmo de ter início, após quase dois meses de negociações.
O fracasso do acordo se deu após “negociações complicadas” entre as duas partes. Em resumo, a Honda queria que a Nissan se tornasse apenas uma subsidiária, tendo pouco poder de decisão dentro da aliança. A Nissan, por sua vez, considerou a proposta inaceitável e acabou cancelando as negociações.
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