Nissan desiste de fusão com a Honda, diz agência

Fim da parceria deve acontecer após “negociações complicadas” entre as fabricantes japonesas; entenda A história da fusão entre Nissan e Honda acaba de ganhar mais um capítulo. Isso porque a Nissan deve encerrar as negociações com a rival japonesa, de acordo com informações publicadas pela Reuters nesta quarta-feira (5). Desta forma, a parceria de mais de US$ 60 bilhões para criar a terceira maior montadora do mundo chega ao fim após sete semanas de negociações.
A agência informa que isso acontece justamente após “negociações complicadas” entre as duas fabricantes de automóveis, que não chegaram em um consenso. Em resumo, a Honda apresentou recentemente uma nova proposta para que a Nissan se tornasse apenas uma subsidiária. No entanto, o plano inicial era de uma estrutura mais equilibrada. Por isso, a Nissan considerou a ideia inaceitável.
Entenda a fusão
A fusão entre as duas empresas começou a ser especulada no final do ano passado, após um executivo da Nissan afirmar que a fabricante precisava encontrar um investidor em até 14 meses para não ter de fechar as portas. Além das dificuldades financeiras, a relação com a Renault, com quem compartilha uma aliança desde 1999, também não era das melhores.
Assim, a união de forças entre as japonesas não apenas garantiria uma nova perspectiva para a Nissan do ponto de vista financeiro, como também daria à dupla japonesa mais competitividade em um mercado cada vez mais desafiador, muito em decorrência das rivais chinesas.
Atualmente, Honda e Nissan ocupam, respectivamente, o segundo lugar e a terceira colocação entre as montadoras japonesas. A liderança fica, de modo confortável, com a Toyota. A título de comparação, juntas, Honda, Nissan e Mitsubishi venderam cerca de 4 milhões de veículos nos primeiros seis meses do ano. A Toyota, sozinha, emplacou 5,2 milhões de unidades.
Somadas, as montadoras japonesas teriam um volume global de emplacamentos na faixa de 7,9 milhões de unidades, considerando os resultados do ano passado e a inclusão da Mitsubishi no bolo. Isso faria delas o terceiro maior grupo automotivo do mundo, atrás exatamente da Toyota e também do Grupo Volkswagen.
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