Jeep Compass Overland: 5 razões para comprar e 5 para pensar bem

Versão mais acessível com motor 2.0 turbo de 272 cv merece um lugar na sua garagem? O Jeep Compass Overland é uma das principais opções no concorrido mercado dos SUVs médios. Trata-se do pacote de entrada com o motor 2.0 Hurricane e custa R$ 272.990. Com a segunda geração prestes a completar uma década no mercado brasileiro, o modelo com pegada aventureira ainda faz sentido?
Autoesporte vai desbravar o assunto enquanto revela cinco razões para comprar e outras cinco para refletir sobre o Jeep Compass Overland. Veja abaixo se os pontos positivos são suficientes para justificar a compra diante de suas falhas:
Razões para comprar
1 – Motor
Motor 2.0 turbo a gasolina casou muito bem com o Compass
Renato Durães/Autoesporte
O motor da versão Overland é o 2.0 turbo a gasolina da família Hurricane, que entrega 272 cv e 40,8 kgfm, com câmbio automático de nove marchas e tração integral. Tal combinação não tomou conhecimento dos 1.720 kg do Jeep, proporcionando bom fôlego para encarar subidas, retomadas e ultrapassagens.
Segundo a marca, o Compass vai de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e tem velocidade máxima de 223 km/h. É o SUV mais veloz da categoria. Então, se você procura um carro cheio de vigor para viajar sem qualquer sufoco, o Jeep se torna uma boa opção.
2 – Dirigibilidade e ergonomia
O entrosamento entre motor e câmbio é proeminente no Compass, mesmo com o torque cheio entregue somente em 3.000 rpm (uma rotação elevada para um carro turbo). Mesmo com o volante demasiadamente leve, é gostoso de dirigir. Seu acerto de suspensão parece milimetricamente calculado, pois o SUV tem boa vocação para encarar ruas esburacadas e, mesmo assim, conter os bamboleios da carroceria em curvas mais ágeis.
Os bancos do Jeep Compass são muito confortáveis e agradam quem dirige por muitas horas
Cauê Lira/Autoesporte
Na parte de ergonomia, todos os comandos estão acessíveis em poucos movimentos. O painel é recheado de botões, o que facilita o uso cotidiano num período em que os carros se tornaram “minimalistas”. Por fim, os bancos são confortáveis e abraçam bem as costas do motorista, mostrando que o Compass também é um SUV ideal para quem dirige por muitas horas.
3 – Robustez
Apesar da condução suave em circuito urbano, o Compass Overland é um utilitário que topa desafios. Tanto que não dá para colocá-lo na mesma prateleira dos “SUVs de shopping”, como ficaram pejorativamente conhecidos, pois o DNA aventureiro vai além da estética. Isso fica evidente pelos vários modos de condução voltados ao off-road.
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Em modo Standard, o SUV mantém a tração nas rodas dianteiras e identifica os momentos ideais para acionar o eixo traseiro; os modos Snow, Sand e Mud são para terrenos de baixa aderência; e, por fim, a configuração 4×4 full-time mantém os dois eixos acionados em tempo integral.
4 – Isolamento acústico
A boa entrega de torque do motor 2.0 exige pouco esforço, e isso corrobora para o excelente isolamento acústico. Dependendo da rotação, mal dá para sentir o ruído ou as vibrações de tão suaves. A vedação adequada também faz boa filtragem dos sons externos indesejados, amenizando, por exemplo, o barulho dos motoboys que passam ao lado do carro.
5- Pacote de equipamentos
Jeep Compass Overland tem equipamentos dignos de versões mais caras
Cauê Lira/Autoesporte
Sendo o Jeep Compass um carro no final de seu ciclo de vida — a próxima geração será lançada em 2027 —, o pacote de equipamentos atingiu um nível de maturidade interessante.
A versão Overland oferece central multimídia, painel de instrumentos digital, ar-condicionado de duas zonas, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas de trânsito, freio de estacionamento eletrônico, teto solar (opcional) e bancos dianteiros com ajustes elétricos. Também é possível acompanhar o status do carro pelo celular, no aplicativo da Jeep.
Razões para pensar bem
1- Preço
Rivais chineses mudaram os paradigmas da categoria
Cauê Lira/Autoesporte
Para um SUV de porte médio com motor a combustão, os R$ 272.990 que a Jeep cobra pelo Compass Overland parecem desproporcionais, sobretudo em comparação com os rivais chineses. A GWM pede R$ 244 mil pela versão PHEV19 do Haval H6; já a BYD posicionou o Song Plus em R$ 244.800.
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O motorista que pretende fazer a transição dos carros a combustão para os híbridos terá predileção pela dupla chinesa, ainda mais se for entusiasta do mundo da tecnologia. Ambos são modelos plug-in — ou seja, podem rodar em modo elétrico, sem consumir uma só gota de combustível. Enquanto isso, o Compass com motor 2.0 turbo faz 8,5 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, segundo o Inmetro.
Carro híbrido: quais são os tipos e como funcionam?
No site da Jeep, o Compass ainda aparece disponível na versão 4xe, com conjunto híbrido plug-in, por R$ 347.300. Autoesporte apurou que os estoques estão zerados e a marca não aceitará novas encomendas. Em outras palavras, saiu de linha.
2 – Não é flex (ainda)
Mesmo com suas qualidades, por enquanto o motor 2.0 Hurricane funciona apenas com gasolina. Portanto, o Jeep Compass não dá opção ao motorista nos períodos em que o etanol tem preço mais competitivo.
Uma versão flex também poderia elevar os números de potência e torque, deixando o Compass ainda mais “aceso” nas acelerações. Por sorte, a falta de opções nos postos deve durar pouco, pois a Stellantis iniciou estudos sobre a possibilidade de também torná-lo bicombustível. Tudo vai depender da aceitação do modelo nas lojas.
3 – Idade do projeto
Visual antigo do painel do Jeep Compass começa a incomodar
Renato Durães/Autoesporte
Quem curte o frescor de uma novidade pode não se interessar pelo Compass, lançado no Brasil em outubro de 2016. Por mais que o visual continue sendo uma de suas qualidades, principalmente com adereços aventureiros, atrai menos olhares do que antes. Agravando a situação, os rivais chineses estão cada vez mais modernos e estilosos.
Inevitavelmente, tal defasagem também se reflete na cabine, onde o layout do Jeep Compass está alinhado com carros da década passada. O painel é majoritariamente escuro, sem variações de materiais ou texturas. Numa época em que os SUVs chineses incorporam telas giratórias, iluminação ambiente, head-up display e consoles com dois andares, o design do Jeep se tornou monótono. Porém, o acabamento é de excelente qualidade, uma referência na categoria.
4 – Espaço interno
Túnel central é baixo, mas o Compass continua sendo um carro apertado
Cauê Lira/Autoesporte
O Jeep Compass tem 4,40 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,64 m de altura e 2,63 m de distância entre-eixos. Passageiros mais altos ficarão apertados no banco traseiro, com os joelhos projetados contra os bancos dianteiros. O túnel central é relativamente baixo para um carro com tração 4×4, mas a posição do meio continuará ingrata. Por fim, o espaço lateral escasso inevitavelmente causará choques de ombro com ombro.
5 – Porta-malas
Rivais como TIggo 7 e Taos são mais espaçosos no compartimento de carga
Cauê Lira/Autoesporte
Este pode ser um quesito determinante para motoristas que curtem viajar. O porta-malas de 410 litros do Jeep Compass se tornou escasso após a chegada de rivais mais espaçosos: o Caoa Chery Tiggo 7 Pro oferece 475 l, enquanto o Volkswagen Taos dispõe de generosos 498 l. Indo além, o Haval que citamos anteriormente pode levar 560 l.
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