Honda WR-V: como é o novo sistema híbrido flex do futuro SUV nacional

Sistema já está em uso no City na Índia e junta o motor 1.5 atual com dois elétricos para fazer quase 27 km/l O Honda WR-V que chegará no ano que vem será o primeiro híbrido flex da marca, que já importa modelos a gasolina como Civic, CR-V e Accord. O sistema e:HEV flez é, na verdade, uma versão brasileira da tecnologia que já é vendida na Índia e que equipa o City local.
O conjunto traz como base o motor 1.5 quatro-cilindros 16V flex com injeção direta da família BS6, que já é flex no Brasil e usado pela dupla City e City Hatch, além das versões de entrada do HR-V. A diferença é que, na variante eletrificada, ele atua em ciclo Atkinson (tempo de expansão ampliado e o de compressão reduzido na câmara).
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O 1.5 atua em conjunto com dois motores elétricos, sendo um gerador e outro de tração. A potência combinada no City indiano é de 131 cv, sendo 98 cv gerados pelo motor térmico e 109 cv pelo elétrico, e 25,8 kgfm de torque máximo, este vindo do motor elétrico. Como o brasileiro usará etanol, esses números podem ficar maiores.
Chamado e:HEV, o conjunto é similar ao dos importados, logo, não há caixa de câmbio. Os motores de tração —tanto o elétrico quanto o a combustão—, se ligam diretamente ao diferencial através de um conjunto de engrenagens chamada e-CVT, com uma única relação de marcha mecânica para que o motor 1.5 tracione as rodas a velocidades mais altas, de cruzeiro.
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Esquema da Honda mostra como funciona o sistema híbrido e:HEV
Reprodução
Se for como no City, o motorista vai poder escolher dirigir só no modo elétrico, com a bateria íon de lítio abastecendo o motor elétrico de tração. No modo híbrido, o motor a gasolina aciona o gerador, que abastece a bateria e movimenta o motor elétrico e tem o terceiro modo, onde só o 1.5 trabalha para movimentar as rodas com o acoplamento de uma embreagem.
Honda WR-V também terá motor 1.5 aspirado já usado no Brasil
Divulgação
Na Ásia, o consumo de combustível do City com esse conjunto mecânico pode chegar a 27 km/l. Vale lembrar que são padrões de medição diferentes dos brasileiros, aferidos pelo Inmetro. Ainda assim, o WR-V deve brigar pelo título de SUV compacto mais econômico com outro futuro lançamento: o Toyota Yaris Cross, esse já testado pela Autoesporte em Santiago (Chile). Confira aqui as primeiras impressões.
Além das versões híbridas, o novo WR-V nacional terá versões de entrada com motor 1.5 aspirado apenas flex, de 126 cv de potência com qualquer combustível e 15,5 kgfm de torque com gasolina, sendo 15,8 kgfm com etanol. Neste caso, o câmbio é automático do tipo CVT (continuamente variável), montado em Itajaí (SC).
Honda WR-V vai concorrer com o futuro Toyota Yaris Cross
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