Fiat Argo Drive CVT: 5 razões para comprar e 5 motivos para fugir do hatch

Hatch compacto é um dos carros automáticos mais baratos do Brasil, mas peca pelo excesso de simplicidade e falta de itens de segurança Em 2024, o Fiat Argo emplacou, pela primeira vez desde o lançamento, em 2017, mais de 90 mil unidades em um ano. Além de ter alcançado os melhores resultados históricos, também foi o carro de passeio mais vendido da marca (no geral, ficou atrás apenas da Strada).
É bem verdade que quase 70% das 91.139 unidades foram vendidas para empresas, mas o hatch também se destaca para quem busca um hatch compacto. Autoesporte avaliou a versão Drive com motor 1.3 Firefly e câmbio automático e mostra cinco razões para comprar e outros cinco motivos para fugir do modelo, que custa R$ 101.990. Confira:
Fiat Argo Drive CVT – Razões para comprar
1- Preço
Fiat Argo é um dos carros automáticos mais baratos do Brasil
André Paixão/Autoesporte
Não que R$ 101.990 seja um valor baixo. Mas o Fiat Argo está entre os carros novos automáticos mais baratos do Brasil. Perde para e também para os Citroën C3 You (R$ 96.990) e Basalt Feel (R$ 99.990). Vale lembrar que a dupla, no entanto, é vendida por esses preços em uma condição promocional.
De todo modo, por esse preço, o Argo Drive CVT entrega um pacote básico de equipamentos. Tem ar-condicionado, central multimídia de 7 polegadas, banco do motorista com regulagem de altura e controlador de velocidade. E só. Os vidros traseiros, por exemplo, têm abertura manual.
2- Entrosamento de motor e câmbio
Câmbio CVT está presente em quase todos os modelos da Fiat
Christian Castanho
O Argo foi apenas o quinto carro da Fiat a receber o câmbio automático CVT. Antes dele, Pulse, Strada, Fastback e Cronos adotaram a caixa. No caso do hatch compacto, está associada ao motor 1.3 Firefly de 107 cv de potência e 13,7 kgfm de torque com etanol. Com gasolina, são 98 cv e 13,2 kgfm.
O funcionamento do conjunto é muito bom. Na maior parte das vezes, sequer percebe-se que há um câmbio CVT, conhecido pelo ruído elevado quando a carga de aceleração é mais alta. O conforto é o principal atributo do modelo. Se preferir, o motorista pode simular as trocas de marcha manualmente, deslocando a alavanca de câmbio para a direita.
3- Consumo
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Com as novas normas de emissões vigentes no Brasil desde 1º de janeiro, a Fiat promoveu mudanças no motor 1.3 Firefly. Não houve alteração nos números de potência e torque, mas o consumo mudou. Melhorou no ciclo rodoviário, seja com etanol ou gasolina. Mas piorou na cidade (veja tabela abaixo).
Consumo
De forma geral, o Argo segue sendo um hatch econômico. Considerando o grande rival, Citroën C3 You, se perde no desempenho, ganha no consumo.
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4- Custos de pós-venda
O Fiat Argo está entre os hatches mais baratos de se manter. As três primeiras revisões custam R$ 2.027. Perde para o Hyundai HB20, mas supera Citroën C3, Volkswagen Polo e Chevrolet Onix. Curiosamente, também tem serviços mais em conta que os do Mobi, menor e menos refinado.
As peças também estão entre as mais baratas do segmento. No último guia Qual Comprar, a cesta com dez itens foi orçada em R$ 8.050, atrás apenas de C3 e Polo, entre todos os rivais diretos.
5- Itens de conforto
Rodas de 15 polegadas com visual escurecido são do pacote S-Design
André Paixão/Autoesporte
Se o pacote básico do Argo não surpreende, por razoáveis R$ 4.090, é possível adicionar o pacote S-Design, que agrega equipamentos interessantes, como ar-condicionado digital, chave presencial, partida por botão, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos traseiros e rodas de 15 polegadas.
Além disso, o kit S-Design deixa o Argo com visual agressivo, já que substitui os emblemas cromados da Fiat por similares na cor cinza. O mesmo acontece com as rodas. Já as capas dos retrovisores são escurecidas.
Fiat Argo Drive CVT – Motivos para fugir
1- Muito tempo sem mudanças
Fiat já trabalha no sucessor do Argo. É o projeto F1H
Reprodução
O Argo é o hatch compacto há mais tempo sem mudanças no Brasil. Desde o lançamento, quase oito anos atrás, teve a grade redesenhada e atualizações nos conjuntos mecânicos, com saída do motor 1.8 aspirado e a troca do câmbio automatizado GSR pela caixa CVT.
Além de ser uma opção menos interessante para quem gosta de novidades, não é segredo que a Fiat já desenvolve a próxima geração de seus carros pequenos. E ela será baseada na plataforma Smart Car que dá vida a C3, Basalt e Aircross. O lançamento deve acontecer nos próximos dois anos. Até lá, não devemos ter grandes novidades no Argo.
2- Itens de segurança
Esse é o principal ponto negativo do Argo. O hatch compacto segue à risca a legislação, oferecendo airbags frontais e controles de tração e estabilidade. Mas não vai além disso. No passado, havia a opção de incluir, opcionalmente, bolsas infláveis laterais. Hoje, no entanto, esse item foi retirado do catálogo.
Também não há auxílios avançados, como alertas de colisão frontal ou objeto em ponto cego, nem os recursos mais modernos, como manutenção de faixa, frenagem de emergência ou controle de cruzeiro adaptativo.
3- Acabamento
Porta do Fiat Argo sequer tem a tradicional tira de tecido no apoio do braço
André Paixão/Autoesporte
Sim, todos os hatches compactos pecam nesse aspecto. Há muito plástico duro e pouca variação de texturas. No caso do Argo, porém, a Fiat sequer adotou uma pequena tira de tecido no apoio de braço das portas, como também é comum nas categorias de entrada.
Pior. A unidade avaliada trazia rebarbas nas junções de peças plásticas nas portas.
4- Conectividade
Central do Fiat Argo é fácil de usar, mas tem tela pequena e não oferece conexões sem fio
André Paixão/Autoesporte
A central multimídia UConnect do Argo tem excelente funcionamento. Porém, já foi substituída em outros modelos por versões mais modernas, com conexões Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Além disso, a tela é pequena, de apenas 7 polegadas. Com o espelhamento ativo, a área útil é ainda menor, já que há elementos fixos na tela.
Por último, mas não menos importante, a Fiat deixou de fora um recurso importante na hora das manobras: o Argo só conta com assistência de sensores de estacionamento. Para ter câmera de ré, é preciso comprar o item como acessório.
5- Espaço interno
Fiat Argo Drive 1.3 CVT 2025
André Paixão/Autoesporte
Com 4,03 metros de comprimento, o Argo está entre os menores hatches compactos à venda no Brasil. Parte da explicação está no tempo de projeto. Depois dele, foram lançadas gerações mais novas de Polo, Onix e C3, só para citar concorrentes diretos.
Assim, o entre-eixos de 2,52 m não permite que passageiros mais altos viajem com tanto conforto no banco traseiro. Nesse sentido, o “primo” Citroën C3 se sai melhor, bem como o concorrente da Chevrolet. No porta-malas, vão 300 litros, volume razoável. Mas o banco traseiro inteiriço limita a modularidade do compartimento.
Porta-malas não é dos menores, mas o banco inteiriço não permite tanta modularidade no transporte de objetos compridos
André Paixão/Autoesporte
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